21.10.17

Arismar do Espírito Santo faz show em Belém

"Roda Gigante" traz o multi-instrumentista, acompanhado pro Gabriel Grossi (gaita), e Bebê Cremer (acordeon), e abertura, com Delcley Machado, neste sábado, 21, às 21h, no Tábuas de Maré. Amanhã (22), o músico autografa seus discos, às 13h, na Confraria do Fraga (9 de Janeiro, 1683, entre Gentil e M. Barata).

Hoje à noite, Arismar vai apresentar as principais composições dos seus álbuns, incluindo o Flor do Sal, recentemente lançado pelo selo Maritaca. Em seus pouco mais de 40 anos de carreira voltada para a música instrumental, o músico está no auge da criação e produção artísticas, envolvendo várias linguagens, como a poesia, crônica, fotografia, ilustrações, desenhos e claro, a música. 

Multi-instrumentista, arranjador e compositor, tem seu nome consagrado no meio musical, sendo  referência em vários instrumentos. Arismar é considerado um músico completo, com uma maneira única de tocar e compor, sob a força máxima da intuição e espontaneidade. Sua música é composta de harmonias inusitadas, improvisos melódicos, ritmo contagiante e enorme criatividade. Traz para cada instrumento as experiências desenvolvidas na bateria, no baixo, no piano,na guitarra e no violão 7 cordas.

Em sua carreira vem atuado em shows, gravações e diversas turnês com outros grandes nomes como Hermeto Pascoal (piano), com quem, ao lado de  Nenê (bateria) esteve em sete países da Europa, comandando o baixo. Levou sua música também ao Blue Note de Tokio e Fokuoka, ao Umbria Jazz Festival, à Portugal, à Tenerife. Participou do ano do Brasil na França, como solista e como diretor musical da Caravana do Estado de Tocantins. Na Argentina e Uruguai representa o Brasil no Projeto Veredas Del Sur.

Arismar vem ministrando Master Classes e apresentado concertos no Circuito Universitário dos EUA (Trinity College, Rhode Island College, Wheeler School Providence, University of Hartford, Real Art Ways, Newigton Public Library, Manhattan School, Roger Williams University, Nyack College, Towson University, Philadelphia Museum of Art, Yale University, Mc Neese State University) e em diversos festivais de jazz ao redor do mundo.

A Orquestra Jazz Sinfônica e a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo apresentaram concertos especiais com suas composições e participação como solista em vários instrumentos.  Em sua trajetória consta ainda o Prêmio Sharp de Música e o título de um dos dez melhores guitarristas do Brasil. 

O músico já teve lançado seu dois songbooks, o Cia das Cordas, com os  temas do CD Alegria nos Dedos; e Caderno Acre (Funarte) fruto do trabalho de Criação Musical desenvolvido no Estado do Acre (Prêmio Funarte de Música Brasileira). Sua importância pra música brasileira já se mostra consolidada, fazendo de seu nome um dos maiores e mais importantes para a história da música. 

Veja a discografia:

Selo Maritaca

  • Arismar do Espírito Santo: 10 anos; 
  • Estação Brasil, Foto do Satélite, 
  • Alegria nos Dedos
  • Roupa na Corda
  • Roda Gingant
  • Flor de Sal

Selo Biscoito Fino

  • Uma porção de Marias

Selo Rob Digital

  • Essa Maré  

Selo Lua Music América

  • Glow 

EMI

  • “Cape Horn”, com Toninho Horta. 

Serviço
Show Roda Gigante de Arismar do Espírito Santo - com Bebê Cremer e Gabriel Grossi. Abertura de Delcley Machado. Sábado, 21 de outubro, às 21h. No Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 104
Ingressos à venda no local. Em Belém o show "Roda Gigante" conta com apoio da Rede Cultura de Comunicação, Restaurante Buiagu, Atrium Hotel Quinta das Pedras e Atitude Cultural.

Tem Drops do Se Rasgum neste final de semana

A programação do Drops Se Rasgum, eventos gratuitos que antecipam o Festival, continua com mais duas atrações neste final de semana: o cantor e compositor Andro Baudelaire faz show neste sábado (21), às 18h, no Café do Ziggy Club, e o projeto Reis do Eletro - formado por Marcos Maderito, Waldo Squash, David Sampler e Joe Benassi (criadores do eletromelody) - apresenta-se no palco em frente ao Banco da Amazônia, no domingo (22), às 11h, para uma opção a mais de lazer nas proximidades da Praça da República.

Segundo colocado nas Seletivas Se Rasgum 2017, Andro Baudelaire atua há mais de 10 anos na cena musical paraense e tem em sua trajetória shows nacionais e internacionais com as bandas Vinyl Laranja e The Baudelaires. 

Em setembro, ele ficou em segundo lugar nas Seletivas Se Rasgum. Em 2016 lançou seu primeiro trabalho solo, intitulado “Sampleando Tchaikovsky”, resgatando suas origens paraenses, e neste ano, lançou seu segundo disco: "Egrégora", no qual continua flertando com ritmos regionais de um jeito peculiar. Paralelamente, Andro continua produzindo e gravando com novos artistas no seu estúdio “Abbey Monsters”, contribuindo para a constante renovação da cena local.

“É um show com um formato especial, mas já perto do que será o show dentro do Festival, só vamos tirar parte da bateria para não ficar tão pesado. Até pelo ambiente, a ideia é que seja algo mais leve. Do ponto de vista das composições, comecei a flertar com a guitarrada e estilos regionais e estou preparando um disco para lançar, quem sabe, ano que vem, apesar de ser diferente do que eu vinha fazendo. Meus hormônios de adolescente não deixavam eu gostar de muita coisa, era só rock e música clássica. Agora está vindo de forma natural, com a minha aproximação desses ritmos”, comenta Andro.

Os Reis do Eletro no calçadão da Presidente Vargas

Já os Reis do Eletro, projeto que une várias vertentes do som eletrônico popular paraense - tanto o eletromelody, que é uma vertente mais de pista, quanto do melody, que é o lado mais romântico do movimento - vão mostrar as músicas já conhecidas do público totalmente remixadas, mas mantendo a originalidade do movimento que une as possibilidades da tecnologia à música. E a ideia é justamente essa: mostrar o quanto esses estilos estão interligados através das músicas que fazem sucesso em toda a capital paraense, além de mostrá-los com uma nova roupagem para o Brasil e para o mundo.

“O projeto surgiu para dar continuidade ao que a gente já vem realizando e contribuir com a cena, especialmente do tecnobrega, como a gente chama esse movimento que acaba incluindo outras vertentes do brega misturado com o tecno. A ideia é trabalhar localmente e com parcerias nacionais. Pegamos músicas que já foram gravadas e fizemos novas versões, mas sem mexer na essência, mexendo apenas nas baterias e na mixagem. O brega vive em constante evolução”, explica Waldo Squash.

Festival Se Rasgum

Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios e workshops, o Festival Se Rasgum ocorrerá de 13 a 18 de novembro, com patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira. Os ingressos do primeiro lote com valor promocional já estão à venda pela internet e em postos físicos (Ziggy e Shopping Boulevard).

O 12º Festival Se Rasgum tem patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira. Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum. Além dos patrocinadores, o Festival tem como marcas oficiais Spotify (Player), Budweiser (cerveja),  Rádico Cultura e TV Liberal (veículo).

 O line-up deste ano tem mais de 30 atrações: Emicida (SP), Ava Rocha (RJ), BaianaSystem (BA), Cidadão Instigado (CE), Afrika Bambaataa (EUA), Francisco, El Hombre (SP/MEX), João Brasil (RJ), Eloi Iglesias,  Maglore (BA), Selvagens à Procura de Lei (CE), Ventre (RJ), Estrela Leminski e Téo Ruiz (PR); azaré Pereira, Juliana Sinimbú, Baile do Mestre Cupijó, Marisa Brito, Machete Bomb (PR), Molho Negro, André Prando (ES), Projeto Rivera (CE), Loomer (RS), Terno Rei (SP), Turbo, The Baudelaires, Uaná System, Inesita, Andro Baudelaire, Kikito, Dois na Janela, Os Rei do Eletro, Giovani Cidreira (BA), Seletivas, Muntchako (DF), Lava Divers (RJ).

Programação Drops Se Rasgum. 
Entrada franca

21/10 (sábado), 18h - Andro Baudelaire, no Café do Ziggy (Tv. Benjamin Constant,  1329 - Nazaré)
22/10 (domingo), 11h - Os Reis do Eletro, no Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 - Campina)
28/10 (sábado), 17h - Kikito, no Vila Container (Av. Magalhães Barata, 62, Reduto)
04/11 (sábado), 18h - Juliana Sinimbú, no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco,  776 - Reduto)
11/11 (sábado), 18h - Marisa Brito, no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco,  776 - Reduto)

Passaportes - Se Rasgum 2017
Vendas pela internet no site www.sympla.com.br/serasgum   
Pontos físicos -  Ziggy Hostel Club: Quarta a sábado, 17h até o fechamento do Ziggy e Boulevard Shopping Belém: quiosque no 2º piso, próximo ao Boticário

Passeio Completo
Esse passaporte dá direito a toda a programação do Festival Se Rasgum: 5 noites e mais de 30 shows por um preço super promocional. (Não inclui os shows e festas no Ziggy Hostel Club). Valor: R$ 85,00.

Bora Fechar
Com esse aqui, tens entrada garantida nos dois últimos dias da programação, ou seja, dia 17/11 Açai Biruta (sex) e 18/11 no Parque dos Igarapés (sáb). Valor R$ 50,00.

Ingressos individuais
Cafe Com Arte: R$ 15,00
Teatro Margarida Schivasappa: R$ 20,00
Noite midsummer madness no Ziggy - After Party: R$ 15,00
Estação Das Docas: entrada gratuita
Noite Balaclava Records no Ziggy - After Party: R$ 15,00
Açai Biruta: R$ 20,00
Parque dos Igarapés: R$ 40,00

Programação Completa
www.festival.serasgum.com.br
Informações: (91) 3038-3950

17.10.17

Workshop de Técnica Vocal no Festival Se Rasgum

A cantora Marisa Brito realizará no dia 15 de novembro workshop gratuito sobre “Técnica Vocal para cantores” na programação do Music on The Table, atividade paralela que integra o 12º Festival Se Rasgum. 

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site www.festival.serasgum.com.br, apenas com o preenchimento de uma ficha virtual, com nome, e-mail, telefone e um mini-currículo. 

A atividade é voltada para cantores profissionais ou que estão iniciando uma carreira e será feito no formato de bate-papo, com exercícios, para uma melhor performance de cantores. São ofertadas 25 vagas. O 12º Festival Se Rasgum tem patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira.

Entre os temas que serão abordados por Marisa Brito estão: dicas sobre afinação, projeção, articulação, cuidados vocais, mitos e paradigmas sobre estética vocal e ainda uma conversa sobre estudos científicos recentes sobre voz. Também serão passadas dicas sobre as diferenças entre técnicas para gravação e para apresentações ao vivo, com a proposta de estabelecer um espaço aberto para tirar as dúvidas trazidas pelo público.

 Há dois anos, a cantora já havia ministrado uma atividade no festival, mas ela diz que quem quiser pode participar novamente, já que desta vez a dinâmica será diferenciada.

“Desta vez faremos um espaço aberto para direcionamento de temas e quero me colocar à disposição para sanar dúvidas. Existem muitos mitos em torno do trabalho vocal e quero falar sobre esses assuntos que rondam a vida dos cantores, além de comentar sobre dicas que fazem diferença absurda na prática, eu testo antes de ministrar as oficinas que realizo. Também é importante discutir sobre performance, o controle muscular e respiratório no palco”, adianta.

Marisa atua como preparadora vocal há 14 anos e também busca pesquisar sobre o assunto. “É fundamental, é a base de tudo que fazemos. Com o desenvolvimento da tecnologia é possível termos respostas para o que não tínhamos antes em termos de voz. Dos últimos 20 anos para cá houve desenvolvimento absurdo quanto ao funcionamento e desenvolvimento da voz. Então, muitas coisas que a gente acreditava anos atrás são um pouco diferentes do que a gente vê hoje. Buscamos otimizar esse processo”, comenta.

Se Rasgum - 12ª edição

O 12º Festival Se Rasgum vai ser realizado de 13 a 18 de novembro  e os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum

O evento espalha sua programação mais uma vez pelo Teatro Margarida Schivasappa, Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e, de volta às origens, no Parque dos Igarapés - de volta às origens. Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios e a mostra de cinema In Edit.

O line-up deste ano tem mais de 30 atrações: Emicida (SP), Ava Rocha (RJ), BaianaSystem (BA), Cidadão Instigado (CE), Afrika Bambaataa (EUA), Francisco, El Hombre (SP/MEX), João Brasil (RJ), Eloi Iglesias,  Maglore (BA), Selvagens à Procura de Lei (CE), Ventre (RJ), Estrela Leminski e Téo Ruiz (PR); azaré Pereira, Juliana Sinimbú, Baile do Mestre Cupijó, Marisa Brito, Machete Bomb (PR), Molho Negro, André Prando (ES), Projeto Rivera (CE), Loomer (RS), Terno Rei (SP), Turbo, The Baudelaires, Uaná System, Inesita, Andro Baudelaire, Kikito, Dois na Janela, Os Rei do Eletro, Giovani Cidreira (BA), Seletivas, Muntchako (DF), Lava Divers (RJ).

Passaportes - Se Rasgum 2017

Vendas pela internet no site www.sympla.com.br/serasgum   
Vendas em pontos físicos: no Ziggy Club (Tv. Benjamin Constant, 1329 - Nazaré) -  Segundas e Terças-feiras: 13h às 18h30 / Quartas a sextas-feiras: 13h até o fechamento do Ziggy / Sábados: 17h até o fechamento do Ziggy. E a partir de 18/10 no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco, 776 – Reduto): quiosque no 2º piso, próximo ao O Boticário

Passaporte "Passeio Completo" (todos os dias) - Lote 1: R$ 85 
Passaporte "Bora fechar?" (apenas dias 17 e 18/11) - Lote 1: R$ 50 
Teatro Margarida Schivasappa - Lote 1: R$ 20 
Noite Midsummer Madness - Ziggy - Lote 1: R$ 15 
Café com Arte - Lote 1: R$ 15
Noite Balaclava no Ziggy - Lote 1: R$ 15
Açaí Biruta - Lote 1: R$ 20 
Parque dos Igarapés - Lote 1: R$ 40 

Serviço
Music on The Table. Workshop “Técnica Vocal para cantores”, com Marisa Brito. Inscrições gratuitas pelo site www.festival.serasgum.com.br. Vagas: 25. Informações: (91) 3038-3950. www.festival.serasgum.com.br 

14.10.17

Um show inédito reúne ícones da música paraense

Sebastião Tapajós, Mestre Solano e Mestre Vieira. Um exímio e reconhecido violonista e dois dos guitarreiros, cujas trajetórias remetem à história da guitarrada paraense. Os três somam juntos mais de 150 anos de trajetória musical, que na próxima quinta-feira, 19, estará no palco do Teatro do SESI, a partir das 20h, no show “Acordes do Círio", um momento histórico para a música paraense. A abertura conta com participação de Mestre Laurentino. 

Os ingressos já estão à venda no teatro (Alm. Barroso, 2540) e on line: https://www.bilheteriadigital.com/show-acordes-do-cirio-19-de-outubro. Custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

Eles já se conhecem há décadas. E nestes mais de 60 anos que cada um contabiliza de carreira, nunca estiveram juntos num só espetáculo. Sebastião Tapajós fez um disco homenageando intitulado “Aos da Guitarrada”. 

A admiração é mútua. É amigo pessoal de Solano, mas também já tocou com Mestre Vieira, no DVD dos 50 anos de guitarrada, gravado, ao vivo, no Theatro da Paz, em 2012.  Com Mestre Solano já fez apresentações em algumas cidades do Estado, como Marabá, Santarém e Belém, bem como, em outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. 

Sebastião Tapajós Pena Macião, Sebastião Tapajós, 74, é um dos instrumentistas brasileiros de maior prestígio no exterior e de grande popularidade na Alemanha, onde já esteve 90 vezes e lançou mais de 30 discos.  

Há quase duas décadas, porém, esse violonista virtuoso, de formação erudita, optou por uma vida simples e bucólica, numa casa de frente para a praia de Pajuçara, próxima a Santarém, no Pará.

Iniciou na música aos 10 anos. Formado no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, estudou guitarra e composição com Emílio Pujol, na Espanha, e foi durante muito tempo professor de violão clássico no Conservatório Carlos Gomes, em Belém. 

Ao longo da carreira, de mais de 60 anos, tocou com nomes consagrados da música brasileira e internacional, da importância de Hermeto Pascoal, Sivuca, Paulo Moura, Waldir Azevedo, Astor Piazzolla, Gerry Mulligan, Oscar Peterson e Paquito D’ Rivera. Da discografia do violonista no Brasil constam 45 títulos.

Aos da guitarrada e com eles

Mestre Solano é José Felix Solano Melo, 76 anos, um dos precursores no ritmo da guitarrada, que começou a tocar aos 9 anos. 

Contando a partir daí,  são 63 anos de carreira, com 18 discos gravados, inúmeros shows e passagens por diversas gravadoras do Norte e Nordeste. Mestre Solano continua apostando na renovação, temperando as suas apresentações com novos arranjos e parcerias. 

Em abril de 2014 lançou seu 17º álbum, “Som da Amazônia”, patrocinado pelo Projeto Natura Musical, que é uma verdadeira viagem pela sua carreira, passando por diversos gêneros musicais da região, contando com a produção da cantora Aíla e participações especiais, como Manoel Cordeiro e Sebastião Tapajós. 

Hoje, Mestre Solano percorre o País difundindo a música paraense, quebrando barreiras geográficas e culturais, com passagem por países da América Latina como Argentina, Guiana Francesa, Venezuela, Suriname e Cuba. Sua última turnê fora do Estado, ocorreu em julho do corrente ano, a qual passou pelas cidades de São Paulo, Brasília e a Vila de São Jorge na Chapada dos Veadeiros-Go.

Mestre Vieira de volta em grande estilo

Mestre Vieira é Joaquim de Lima Vieira, próximo de completar 83 anos, no dia 29 de outubro, é também um ícone da cultura paraense, músico autodidata, que tocou o primeiro instrumento, o banjo, aos cinco anos de idade. 

Depois aprendeu também a tocar cavaquinho, bandolim e violão, até se apaixonar pela guitarra, ao ver, nos anos 1960, o instrumento, numa sessão de cinema, em Belém do Pará. 

Reconhecido como o criador da guitarrada, ele que está voltando aos palcos com sua guitarra “milagrosa”, após 12 meses em que se afastou dos palcos para fazer um tratamento de saúde. 

O músico possui 20 discos lançados entre LPs inéditos, coletâneas e CDs inéditos, o último foi “Guitarreiro do Mundo”, lançado em 2015, com shows em Recife (Porto Musical), Belém (Tábuas de Maré), Rio de Janeiro (Caixa Cultural) e Brasília (Ocupação Funarte). O músico é a inspiração da série de animação “Os Dinâmicos”, projeto vencedor de edital financiado pela linha PRODAV da Ancine, com exibição prevista nas TVs públicas, Comunitárias e Universitárias.

Abertura com roqueiro mais velho do país

O espetáculo terá abertura de mestre Laurentino, 91 anos, o roqueiro mais velho do Brasil, vai apresentar três musicas e nos brindar com seu carisma e toque de gaita inconfundível. Paraense, nascido em 1926, em Ponta de Pedras, João Laurentino da Silva, ou simplesmente mestre Laurentino, tem vasta história para contar.

Acordes do Círio

Sebastião Tapajós (violão)
Mestre Solano (guitarra solo)
Mestre Vieira (guitarra solo)
Mestre Laurentino (gaita) - Participação especial - abertura

Banda base
MG Calibre (baixo) 
Igor Capela (Violão)
Batista (Guitarra Base)
Márcio Jardim (Percuteria)
Carlos Brito Canhão (bateria e percussão)
Dinho (teclados)
Daniel Delatuche (trompete)

Ficha Técnica
Direção de Produção: Luciana Medeiros
Direção Musical: Mg Calibre
Produção: Kátia Melo e Carlos Canhão Brito
Iluminação: Cláudio Castro
Fotografia: Débora Flor
Art Design : Márcio Alvarenga
Registro Audiovisual: Macieira Filmes
Realização: Central de Produção

Apoios
SESI-PA e Teatro do SESI
UEPA - Universidade do Estado do Pará
Cultura Rede de Comunicação - TV, Rádio e Portal Cultura
Macieira Filmes e Holofote Virtual - Arte, Comunicação e Mídia
Doceria Amorosa, Nossa Água, ViaMix

Serviço
"Acordes do Círio" - Um encontro com Sebastião Tapajós, Mestre Solano e Mestre Vieira. Nesta quinta-feira, 19 de outubro, às 20h, no Teatro do Sesi - Na Almirante Barroso, 2540 - Marco, Belém - PA. Mais informações: 91 3088.5858 e 98134.7719 ou pelo e-mail: lume.com@gmail.com

"Diários da floresta" estreia na TV Cultura do Pará

Realizada pela produtora Floresta Vídeo, a série "Diários da Floresta" recebeu orçamento total de R$ 1 milhão, previstos pelo Edital Cultura de Audiovisual. A série ficcional paraense será exibida pela TV Cultura do Pará a partir desta segunda-feira (16) às 22h45 e terça-feira (17) a sexta-feira (20) às 21h15. 

Quando entrou em contato com a tribo indígena dos Suruí Paiter de Rondônia, a antropóloga Betty Mindlin não imaginava que ficaria tão ligada aquele povo. As anotações de campo  da época resultaram no livo "Diários da Floresta" ganham as telas na produção de mesmo nome dirigida por Luiz Arnaldo Campos e contemplada pelo Edital Cultura de  Audiovisual. 

A série retrata a história da antropóloga Cecy Brik que em contato com a nação indígena Paiter passa por um processo de indigenização e incorpora características indígenas, enquanto que os índios sofrem o processo inverso. Em cinco episódios de 26 minutos cada, a produção relata as descobertas cotidianas, a análise de economia, organização social, rituais, o amor e guerra desses povos que tiveram o primeiro contato com a civilização na década de 1970.

"Nós trabalhamos com a memória, com fotos e recordações da Betty para construir uma aldeia cenográfica. Para os próprios Paiter foi uma coisa emocionante reviver isso. Eles reencenaram ritos e festas que foram realizadas há 40 anos. Então, o filme tem um processo de criação incrível. Todos os dias antes de começarem as gravações fazíamos uma grande roda e os indígenas cantavam e se prepararam para o dia. Era uma espécie de benção para todos", explica Luiz Arnaldo Campos, diretor da série. 

O cineasta conta que a ideia de fazer o documentário surgiu quando conheceu a antropóloga Betty Mindlin durante uma viagem de barco a Oriximiná, oeste paraense, há alguns anos. Foi nesse encontro que ele entrou em contato com o livro e se apaixonou pela história dos Paiter. "Nós ficamos conversando por horas e eu me interessei pela história, pelos detalhes, foi a partir dai que comecei a planejar a série. O livro tem uma riqueza única de detalhes que procuramos destacar na série", completa.

Cerca de 200 pessoas entre equipe técnica e atores foram envolvidos nas gravações, que duraram mais de um mês. A série teve como cenário os municípios de Belém, Breu Branco e Tucuruí, sudeste paraense, onde foi construída uma aldeia indígena cenográfica em meio à floresta. Para dar mais realidade às cenas, foram ofertadas oficinas de formação de atores para a comunidade local. Além disso, 20 índios das etnias Paiter, Aikewara, Assurini e Cambeba participaram da produção, assim como vários atores paraenses, entre eles Cláudio Barros e Adriano Barroso. A série tem diálogos na língua dos paiter, que são legendados para facilitar o entendimento do público.

"Talvez o que seja mais pioneiro e fantástico foi o trabalho com o elenco, pois tivemos uma grande experiência com os índios que tiveram que se tornar atores. Muitos antropólogos disseram que seria inadequado que índios de uma determinada etnia pudessem interpretar outras, mas aceitamos esse desafio e no final tudo deu certo. Eles se integraram e viveram uma experiência muito forte e o resultado disso está em cena", destaca Luiz Arnaldo, que teve ajuda de Leopoldo Nunes no roteiro.

Atriz já tinha experiência em tribos indígenas

Para a atriz Rita Carelli, que vive Cecy, a série foi um verdadeiro "presente para a vida" e trouxe boas recordações da infância. É que ela já teve contato com indígenas quando criança por meio da mãe, que coincidentemente era antropóloga e realizava pesquisas etnográficas de campo pelo Brasil. 

"Já tinha relação com os povos indígenas porque minha mãe era antropóloga e passava muito tempo com eles. Inclusive cheguei a morar em uma aldeia no Mato Grosso quando pequena. Foi bacana participar da série principalmente porque já tinha envolvimento na causa e militância indígena. Então o filme aproximou os dois lados da minha vida e me fez lembrar muito da minha mãe, da minha infância, das experiências ricas que tivemos", explica.

Carelli ressalta ainda que o processo de construção da personagem Cecy foi muito tranquilo. A atriz se baseou basicamente no roteiro e na leitura do livro para dar forma a pesquisadora, sem criar uma imagem estereotipada dos antropólogos. "Conheci a Betty quando criança também por intermédio da minha mãe. Foi ela quem me indicou para o Luiz Arnaldo (diretor do filme), talvez pela minha história com os índios e o trabalho como atriz. Ela me deixou a vontade para construir a personagem e passou 10 dias conosco nas gravações. Nós conversamos bastante", explica a atriz paulista, que também atua como cineasta, escritora e desenhista. 

Em busca das próprias origens

Descendente de indígenas, a paraense Brida Pantoja, de 25 anos, interpreta a personagem Ioame na série. A experiência audiovisual despertou a curiosidade da atriz, que foi buscar suas origens no interior do Estado logo após as filmagens.

"Sobre o que sei de nós, humanos, é que vivenciamos muito o passado e nos confortamos construindo nosso futuro.  Uma realidade muito distante dos nossos indígenas, pois percebi que o tempo para eles não existe. Então, viver e acreditar no agora é a chave do grande segredo da sabedoria indígena. Logo depois da série estou numa busca pessoal pra entender qual minha relação com esse povo que tanto me encontrei. Fico grata ao universo por me proporcionar esse conhecimento através da arte", destaca Brida, que atualmente realiza trabalho de pesquisa com indígenas no sul do Pará.

Audiovisual paraense em projeção

Adelaide Oliveira no lançamento das série em setembro
"Diários da Floresta" foi umas das quatro séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). 

No total, foram destinados R$ 3 milhões para  produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 milhão contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Até o final do ano, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual.

"A TV Cultura do Pará sempre foi parceira do realizador independente, que tem espaço em nossa grade como janela para exibição deles. Mas em 2014 nós demos um passo muito grande, que foi de fato implementar uma política pública de audiovisual no Estado por meio de uma parceria inédita com a Ancine. A partir dai o objetivo foi fomentar essa produção para que tivéssemos obras mais consistentes e que pudessem ser exibidas em outras emissoras, tanto brasileiras como internacionais, depois que fossem lançadas pela TV Cultura do Pará", observa Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação. 

Veja na telinha
A série "Diários da Floresta" será reapresentada no dia 23 às 22h45 e dias 24 a 27 às 21h15. 

Demônios da Garoa: 74 anos com roda de samba

O grupo realiza um show especial, no dia 21 de outubro, a partir das 22h, como parte das comemorações dos 150 anos do Grêmio Português. O cantor paraense Arthur Espíndola ainda compõe a noite de samba. Vendas nas sedes social e campestre do clube.

Os Demônios da Garoa têm 74 anos de carreira, são uma lenda viva da música brasileira. Com especial humor, vocais e arranjos bem estruturados, com repertório exclusivo. Esses mais de sete décadas dos Demônios da Garoa estão sendo comemorados com shows de grande estilo, provocando um entusiasmo singular na plateia de cada lugar por onde passa. Agradam desde os mais antigos que acompanham a carreira, até os mais novos expectadores, que descobriram alegria e a personalidade marcante do grupo, com suas vozes inconfundíveis.

Muitos prêmios e honrarias já foram concedidos ao grupo paulista, entre eles estão os troféus Roquete Pinto e Chico Viola, o prêmio Sharp de Música (1995), o prêmio Ary Barroso (1998), a medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo, o Disco de Ouro pelo CD – 50 anos – (1994), e o reconhecimento do Guiness Book, edição de 1994, como o grupo mais antigo e em atividade no mundo. 

O samba de um paraense

Arthur Espíndola é compositor, intérprete, multi-instrumentista e produtor. Faz parte da nova geração de artistas paraenses que vem há algum tempo conquistando seu espaço na cena musical brasileira. Dono de um talento e sensibilidade musical, Arthur transborda carisma e personalidade em suas apresentações e não será diferente no Grêmio Português.

Conceitualmente, o trabalho do paraense dialoga com o samba e a música amazônica, promovendo o encontro rítmico do samba com elementos de carimbó, lundu, síria, samba de cacete, guitarrada, merengue, marabaixo, boi-bumbá e outros ritmos regionais. 

DEMÔNIOS DA GAROA
+ Arthur Espíndola
21 de outubro de 2017
Sábado | a partir das 22 horas
Sede Campestre do Grêmio Português
Informações: (91) 3351-2963 / 3268-1240 / 99902-9733 / 98920-0018

Mesa - Setor A 
Fechada (4 lugares)
Sócio: R$ 200,00
Não sócio: R$ 300,00

Individual
Sócio: R$ 50,00
Não sócio: R$ 75,00

Mesa - Setor B 
Fechada (4 lugares)
R$ 200,00 (valor único)

Individual
R$ 50,00 (valor único)

Camarote 
Fechado - 10 lugares
Sócio: R$ 500,00
Não sócio: R$ 600,00

Individual 
Sócio: R$ 50,00
Não sócio: R$ 60,00

12.10.17

Apoteose Rock Festival reúne bandas em Manaus

10 bandas, entre locais e convidadas, fazem parte da 1a edição do Apoteose Rock Festival, que rola dia 4 de novembro, em Manaus. Anote  endereço: Rua Matamata, 641, bairro Santa Etelvina - Manaus/AM. (Próximo ao Shopping Via Norte).

O espaço é aberto para artistas e bandas divulgarem os seus trabalhos, servindo como palco alternativo para movimentar e promover a cadeia produtiva do circuito do rock. A ideia é incentivar, apoiar, fortalecer e integrar o cenário do rock independente não só do Amazonas, mas de toda a Região Norte e Brasil. 

De acordo com o produtor cultural e curador do evento Paulo Shirokuma, a ideia do festival é apresentar ao público o que há de melhor do rock independente no Amazonas e da Região Norte, proporcionando a valorização e o reconhecimento das bandas. “O mais importante de tudo é a banda subir no palco e dar o seu recado, apresentar seu trabalho e fortalecer a integração da cena”, diz Paulo. 

Sandro Nine vocalista da Nicotines explica que o Apoteose Rock Festival veio em bom momento em que o cenário da região norte está em evidência no circuito nacional.  “O cenário atual tá numa vibe bastante positiva para as gigs e intercâmbios com outras praças. Tivemos agora um momento histórico não só pro Amazonas com a Tudo Pelos Ares no palco do Rock in Rio, Molho Negro em tour pelo Brasil e a Luneta Mágica confirmada no line up do Lolapalooza Brasil 2018. Isso, além de fortalecer, valoriza e, acima de tudo, serve de motivação paras a bandas daqui”, ressaltou Nine.

As dez bandas do festival são a Nematóides, Dead Live, Zona Tribal, Nicotines, Numbness e Brutal Exuberância, de Manaus (AM). A Black Revolt é de Boa Vista (RR). Do Pará, três bandas vêm de Santarém, Lady Violetta, Savana e Gear.Será uma maratona de apresentações.

Gear participa do festival antes de lançar 1o CD

Alexandre Escher, da banda Gear conversou com o blog sobre o trabalho da banda, que está para lançar seu primeiro CD. Apresentando composições da fusão do rock, mpb e folk, a Gear é formada por Alexandre Escher (voz, guitarra, violão e viola caipira), Rubinho dos Anjos (vocal, baixo, violão e charango), Diego Maciel (Bateria) e Bruno Viana: Percussão.

"Estamos gravando nosso primeiro CD. O  lançamento já marcado pro dia 07/12, na Casa de Cultura em Santarém", diz Alexandre Escher. "A distribuição será física, mas também nas principais plataformas (spotify, ITunes, Deezer, Shazam). Em Novembro estaremos em Itaituba no dia primeiro, pra tocar no Festival da Música Alerrnativa e ao retornarmos já embarcamos no avião pra tocar no Apoteose Festival em Manaus junto com mais nove bandas do Norte", diz.

A banda traz composições com variações do tradicional do rock (baixo, bateria e guitarra) e elementos percussivos, misturados a instrumentos do tradicional popular (viola caipira e charango). As letras falam da natureza, o amor e situações urbanas como a saudade, as reviravoltas e a esperança em dias melhores.

A maratona sonora do Festival 
04 de novembro

  • 18h – Nematóides
  • 18h50 – Dead Live
  • 19h40 – Gear (PA)
  • 20h30 – Zona Tribal
  • 21h20 – Nicotines
  • 22h10 – Black Revolt (RR)
  • 23h – Lady Violetta (PA)
  • 23h50 – Numbness
  • 00h40 – Savana (PA)
  • 01h30 – Brutal Exuberância

O 7o Festival Música na Estrada inicia por Belém

A sétima edição inicia a longa jornada, em Belém, no próximo dia 24 de outubro e vai até dia 20 de dezembro, trazendo uma programação recheada com concertos, masterclasses e oficinas, que ganhão morada em diversos espaços da cidade. Realizado desde 2011, vem formando plateias para apreciação musical e promovendo intercâmbios para a valorização de conteúdos artísticos de várias regiões do país. Tudo com entradas gratuitas. 

O festival contempla principalmente a música clássica, mas também a popular, as artes cênicas e a dança. A edição deste ano tem uma inédita parceria internacional de cooperação artística com a Associação Xanadu, responsável pelo Festival Internacional de Música “Les 2 Mondes”, realizado em Mulhouse, na França. 

A partir dessa cooperação, a pianista francesa Célimène Daudet apresenta-se na capital paraense com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) e realiza ainda um masterclass gratuito; o compositor Pierre Thilloy, também francês, terá a sua peça “Saudades de Belém”, executada pela orquestra no concerto de abertura do festival.

O maestro Fuad Ibrahimov, natural do Azerbaijão e mais novo regente titular da Nova Filarmônica de Munique, também é convidado do festival. Completando o time de clássicos, Belém receberá ainda a Orquestra de Câmara do Amazonas, que completa 15 anos de existência, sob a regência do Maestro Marcelo de Jesus.

Yamandu Costa
A música popular brasileira será representada na Cidade das Mangueiras por atrações como a cantora Jane Duboc, que se apresentará junto com a Amazônia Jazz Band para o lançamento do DVD “Pará Instrumental Vl.12”, ainda inédito, além de um recital de violão com Yamandu Costa, que integra pela segunda vez o projeto, e apresentação de Spok Quinteto, de Recife, com seu jazz instrumental. 

A Cisne Negro Cia de Dança, de São Paulo, realizará uma oficina de dança e participará de mesa-redonda junto com a Companhia Moderno de Dança, de Belém, para discutir sobre criação e práticas desta linguagem artística.  A Cisne Negro Cia de Dança também estará presente no Festival, em parceria com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, sob a regência do Maestro Fuad Ibrahimov, com o programa Revoada e Enigmas.

Fechando o Festival na cidade, a Orquestra Sinfonica do Theatro da Paz volta ao palco com o Coro Lírico do Festival de Ópera e solistas, apresentando a grande Sinfonia n˚2 em Fá Menor “A Ressurreição”, de Gustav Mahler. 

Pianista Célimène Daudet, que se apresentará com a OSTP 
Fernando Ramos, coordenador do projeto, lembra que o festival já faz parte do calendário cultural no norte e centro-oeste do país e que a cada ano busca por novas parcerias, uma marca das produções. 

A agência cultural Kommitment Produções Artísticas assina a realização do “Música na Estrada”, desde 2011, quando foi lançado.  “Todos os anos buscamos inovações em termos de programação. Esperamos que a parceria internacional com o festival francês proporcione novas e enriquecedoras trocas artísticas”, diz. 

Este ano, após Belém, o festival segue para Brasília, de 9 e 19 de novembro, depois chega a Manaus para uma temporada que vai de 20 de novembro a 6 de dezembro. Em Santarém, no Pará, a programação vai de 22 a 26 de novembro e, de 13 a 17 de dezembro, já em clima natalino, será a vez de Porto Velho receber o Festival pela sétima vez. Mas a estrada não termina aí, o evento ainda chega a Boa Vista e Macapá, em março de 2018.

OSTP
O evento apresenta números expressivos: em 2016, foram 17 mil quilômetros percorridos em seis estados da Amazônia brasileira, com 30 apresentações, 400 pessoas entre artistas, produtores, técnicos e prestadores de serviços, 43 professores de música e de dança, 500  alunos e mais de 15 mil pessoas prestigiando as apresentações do festival. 

“Para este ano, estamos esperando um aumento de 20% no público a ser contemplado. Afinal, é para isso que desenhamos o Festival todos os anos: para sempre envolver, encantar e sensibilizar cada vez mais pessoas. Só  a arte é capaz desta mobilização”, diz.

A realização é do Governo Federal por meio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e da Kommitment Produções Artísticas, com apresentação da Caixa Seguradora com o patrocínio máster do BNDES e patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio.

Mais informações - Festival Música na Estrada 

PROGRAMAÇÃO EM BELÉM
Inscrições para masterclasses e oficinas pelo site:

OUTUBRO

24/10/2017
Masterclasse de Piano com Célimène Daudet, França
Local: Escola de Música da UFPA
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 2007 – Cremação, Belém - PA
Horário: 15h às 18h

25/10/2017
Masterclasse de Violão com Yamandu Costa
Local: Escola de Música da UFPA
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 2007 – Cremação, Belém - PA
Horário: 15h às 18h

25/10/2017
Concerto de Abertura com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Regente: Miguel Campos Neto
Piano: Célimène Daudet, França
Presença do compositor francês Pierre Thilloy
Local: Theatro da Paz
Endereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

26/10/2017
Recital de violão com Yamandu Costa
Local: Theatro da Paz
Endereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

NOVEMBRO

07/11/2017
Masterclasse de Regência com Maestro Fuad Ibrahimov, Azerbaijão
Local: Escola de Música da UFPA
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 2007 – Cremação, Belém - PA
Horário: 19 às 21h

07/11/2017
Mesa Redonda “Inovar para não dançar”
Participações Dany Bittencourt e Hulda Bittencourt (Cisne Negro Cia de Dança), Ana Flavia Mendes (UFPA e Cia
Moderno de Dança) e Mayrla Andrade (UFPA e Ribalta Cia de Dança)
Apresentação de trecho do espetáculo Plié da Cia Moderno de Dança
Local: Espaço Companhia Moderno de Dança
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 1648 – Cremação, Belém – PA
Horário: 19h

07/11/2017
Show Jane Duboc e Amazônia Jazz Band - Lançamento do DVD Pará Instrumental Vol. 12
Regente: Nelson Neves
Local: Theatro da Paz
Endereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

08/11/2017
Oficina de Dança com Andre Santana (Cisne Negro Cia de Dança)
Local: Espaço Companhia Moderno de Dança
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 1648 – Cremação, Belém – PA
Horário: 09h30 às 11h30 e 19h30 às 21h30

09/11/2017
Oficina de Bateria e Guitarra com professores do “Spok Quinteto”
Prof. Renato Bandeira (Guitarra) e Prof. Adelson Silva (Bateria)
Local: Academia de Música e Tecnologia
Endereço: Tv.  Rui Barbosa, 607 – Reduto, Belém -  PA
Horário: 17h às 21h

09/11/2017
Cisne Negro Cia de Dança e Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Regente: Maestro Fuad Ibrahimov, Azerbaijão
Local: Theatro da Paz
Endereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

10/11/2017
Oficina de Bateria e Guitarra com professores do “Spok Quinteto”
Prof. Renato Bandeira (Guitarra) e Prof. Adelson Silva (Bateria)
Local: Academia de Música e Tecnologia
Endereço: Tv.  Rui Barbosa, 607 – Reduto, Belém -  PA
Horário: 17h às 21h

11/11/2017
Show Spok Quinteto em “Sotaque Pernambucano”
Local: Teatro Schivasappa
Endereço: Av. Gentil Bitencourt, 650 - Nazaré, Belém – PA
Horário: 20h

12/11/2017
Concerto com Orquestra de Câmara do Amazonas
Regente: Marcelo de Jesus
Local: Igreja Santo Alexandre
Endereço: Praça Frei Caetano Brandão - Cidade Velha, Belém – PA
Horário: 17h

DEZEMBRO

20/12/2017
Concerto “A Ressurreição” com Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Sinfonia Nr. 2 em Dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911)
Coro Lírico do Festival de Opera do Theatro da Paz
Preparador vocal/ensaiador: Vanildo Monteiro
Regente: Miguel Campos Neto
Local: Theatro da Paz
Endereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

10.10.17

Projeto traz experiência em residência artística

A“Amostra-Cena In/Visível” é composta de workshop, mostra cênica e bate papo, tendo como foco os relatos e trocas de experiências do projeto “Dançar o Invisível: Intercâmbio Artístico em Dance-Theater”, contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital Bolsa Funarte para Formação em Artes Cênicas 2016 – Residências em Circo, Dança e Teatro. A programação é gratuita e será realizada nos dias 13 e 14, na Escola de Teatro e Dança da UFPA.

"Amostra-Cena In/Visível”, que chega a Belém nesta semana, é uma ação de compartilhamento de experiências e vivências em dança e teatro, sendo resultado da residência artística vivenciada entre o ator e bailarino Milton Aires, com o dançarino e coreografo de butô, Tadashi Endo, no Butoh Centrum MAMU, na cidade Göttingen na Alemanha; e nas vivências com as coreografas: Maya M. Carroll, em curso intensivo na escola CND em Lyon, França; Workshop intensivo com Nina Dipla, no Studio Menagerie de Verre, em Paris.

Os intercâmbios ocorreram entre julho e setembro deste ano, trabalhando temas como criação e pesquisa de movimento coreográfico, dramaturgias e performance pessoal, que consequentemente serão abordados na “Amostra-Cena In/Visível”.

A intenção é que, a partir de processos de formação em residências e intercâmbios artísticos realizados na Alemanha e na França no ano de 2017, se dê continuidade à residência artística, no Brasil, com o intuito de expandir as ações do projeto por meio da formação e oferecer uma contrapartida à sociedade e artistas brasileiros, promovendo momento de troca. A proposta busca contemplar espaços e lugares que possuam relação artística pulsante e ascendente culturalmente.

Programação > Belém

(I) Workshop “O In/visível no Corpo Dança Teatro”
 _Dias: 13 e 14 /Out/2017 _Horário: 10h as 14h 

(II) Amostra-Cena In/visível: Demonstração de processo -in progress
_Dia: 14/Out/2017 às 19h
Demonstração de cenas, células coreográficas e dramatúrgicas, pesquisadas e criadas em processos de intercâmbio.

(III) Um papo visível: diálogo criativo sobre formação em residência.
_Dia: 14/Out/2017 _ Após apresentação 

Serviço
Inscrição no e-mail: jamboejambu@gmail.com. Intensivo de trabalho em dança e teatro para atores e dançarinos, focado no corpo como reduto de investigação e criação da performance cênica inventiva e autoral. Programação gratuita. A Escola de teatro e Dança da UFPA fica na D. Romulado de Seixas, 820, Umarizal, Belém.

Lançamento do livro Ponte do Galo será na FLIPA

O romance é o sétimo que compõe o Ciclo do Extremo Norte (série de dez livros de Dalcídio premiada pela Academia Brasileira de Letras em 1972) e estava sem nova edição há quase 50 anos. O lançamento físico será na Livraria Fox, sábado, dia 14, às 19h30, durante a programação da FLIPA (Feira Literária do Pará).

Esta edição nasceu de um projeto da Pará.grafo Editora, de Bragança-PA, que visa a reedição de obras literárias importantes do Pará e da Amazônia que se encontram fora de circulação. Foi financiada através de uma campanha online realizada entre os meses de abril e junho desse ano, no site Catarse. Esta é primeira edição de um livro do autor que conta com ilustrações internas e versão em e-book. 

O lançamento conta com um bate-papo com os professores Ernani Chaves, Rosa Assis e Paulo Nunes sobre o tema “Lindanor e Dalcídio: amizade e literatura”. Lindanor Celina é a autora homenageada desta edição da Feira.

Literatura marcada pelo forte retrato de sua terra e sua gente, a obra de Dalcídio Jurandir explora, de forma sutil, a vida cabocla e ribeirinha de personagens comuns inseridos numa ilha de introspecções e desejos. É uma literatura que vai além do simples retrato da Amazônia. São emblemas humanos que circundam sua narrativa. Dalcídio também foi cronista dos principais jornais paraenses e brasileiros de sua época.

"Ponte do Galo" foi publicado em 1971 pela Editora Martins/MEC. Sétimo livro do chamado Ciclo do Extremo-Norte (conjunto de dez livros do autor que contam a saga de Alfredo, um menino de Cachoeira do Arari, no Marajó, que vai para a cidade grande, Belém, para  terminar seus estudos), o livro se tornou raro nas livrarias e mesmo nos sebos, onde durante décadas, não se encontrava mais nenhum exemplar da primeira edição. Apesar de fazer parte de um conjunto, "Ponte do Galo" pode ser lido separadamente e independente dos outros livros do Ciclo, sem prejuízos para o leitor.

Dalcídio Jurandir nasceu em Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, em 1909 e faleceu em 1979. Escreveu onze livros, dos quais dez formam o Ciclo do Extremo-Norte. Recebeu com eles o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972, além de outros prêmios nacionais como o Prêmio Dom Casmurro, da Editora Vecchi, e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, da Pen Clube (ambos com seu primeiro livro “Chove nos campos de Cachoeira”). 

Ponte do Galo

Dalcídio Jurandir
Páginas: 248
Preço: R$ 34,90
Pará.grafo Editora / 2017
Capa: Eliseu Pereira
Prefácio: Paulo Nunes
Glossário: Rosa Assis
Ilustrações: Paloma Franca Amorim

FLIPA - Feira Literária do Pará - Livraria Fox: Travessa Dr. Moraes, 584, Belém, PA. O livro também já está à venda no site da editora: e-paragrafo.com.br/livraria