23.11.17

Cantora faz show à francesa Na Casa do Artista

Elsa Scapicchi chegou semana passada em Belém e seguiu para Boa Vista (RR), onde se apresentou com Victor Piaini e Sérgio Barros, no IBVM Jazz Festival. Viagem rápida e ela já está de volta e se apresenta, nesta quinta-feira, 23, às 19h, Na Casa do Artista, em Icoaraci. A cantora será acompanhada pelo músico percussionista Carlos Canhão. E a noite ainda terá participação especial de Nazaré Pereira. Ingresso R$ 15,00 -  28 lugares. Mais informações: 91 998891.3224.

Falando pouco português e inglês, ela se comunica por meio de sua música e língua espanhola. Assim, Elsa divide com o público a experiência de viajar pelo mundo fazendo música. "Já passei por lugares incríveis, levando e conhecendo música, uma grande oportunidade para um artista", diz.

Para a artista, poder levar a sua música para outro continente e de outra cultura é um sonho realizado. Segundo ela, a música, principalmente a brasileira é uma das suas grandes influências desde a infância. "Queria aprender a tocar piano, mas era muito caro, juntei uma grana ainda criança e investi no violão. Hoje eu gosto dessa troca musical, a minha cultura com a cultura musical brasileira que tem grandes interpretes" explicou.

Elsa Scapicchi e Carlos Canhão
Elsa Scapicchi comprou sua guitarra aos 13 anos e mergulha na música como autodidata até 25 anos. A partir daí aprende harmonia e improvisação de jazz, integrando "Big band of Camargue" e se apresentando em diversos projetos artísticos.

Fez o show "Les Bells”, com o Grupo 3sunny Blues, criação da Associação Jazz au Soleil. Em seguida ainda formou a “Dinastia do Biquíni” e o Duo Elzasa. Durante três anos, passou pela formação musical no IMFP (Musical Training Institute of Salon), cantando e tocando violão, além de fazer teatro e participar do grupo vocal e percussão.

Atualmente, a cantora toca e canta na Big Band da Petite Camargue, realiza trabalho sobre a história do Jazz "A máquina para voltar ao jazz", com Patrick Pellet; é professora freelancer na Chorus School, ensina canto, guitarra e jazz. A partir da improvisação vocal, ela realiza o projeto "Jazzy de despertar musical", em que trabalha com crianças e adultos com deficiência, em ambientes psiquiátricos. Criou também o show "Donza the little crocodile", com um grupo de adultos com deficiência.

Programação Na Casa do Artista segue até 2018

Elsa com Werne Souza e Canhão, após o ensaio da tarde
Aberta desde 4 de novembro, a programação trimestral do espaço cultural Na Casa do Artista, em Icoaraci, segue até janeiro de 2018. Ainda nesta semana, no sábado, 25, o encerramento da exposição individual "Sobre Voos", de Sinval Santos, conta com sarau reunindo o Grupo de Carimbó Cobra Venenosa e os poetas Apolo da Caratateua, Jorge André, Norma Teixeira, Reginaldo Cesar e Vitor Gabriel + Lançamento do Livro “Poema Pássaro e outros versos migratórios”, de Clei Souza. Na Casa da Artista, em Icoaraci.

PROGRAMAÇÃO TEMPORADA NA CASA DO ARTISTA

Exposições até 25/11
Faeli Moraes no Projeto Sacolagem
Lucia Gomes no Foto Sima
Sinval Santos – Sobre Voos Na Casa do Artista
Werne Souza – Acervo Na Casa do Artista

Quinta-feira, 23/11, às 19h 
Show com a cantora Francesa Elsa Scapicchi  (Ingressos 15,00 – 28 lugares)

Sábado, 25/11, às 19h
Sarau Sobre Voos com participação do Cobra Venenosa, Apolo da Caratateua, Jorge André, Norma Teixeira, Reginaldo Cesar e Vitor Gabriel + Lançamento do Livro “Poema Pássaro e outros versos migratórios” de Clei Souza.

Sexta, 01/12, às 19h
Roda de Conversa: Saberes, identidade, tecnologias na produção 
de Cerâmica em Iocaraci

Sábado, 02/12, às 19h
Lançamento do Livro “Amazônia, Cultura e Cena Política no Brasil”
Abertura da exposição “Operárias” de Werne Souza - Coquetel: Sabores e Saberes.

Sábado, 09/12, às 21h
Show “Sem Chumbo nos Pés” do músico paraibano Naldinho Freire (Ingresso 20,00 - 28 lugares) + Exposição “Operárias”.

Sábado, 13/01/2018, às 19h
Abertura da exposição “Retratos” de Feli Moraes no Quarto de Convidados
Peça Teatral: Amor é um Sentimento - Dir. Maurício Franco. Elenco: Maridete Daibes e Jorge Cunha (ingresso 10,00 – 28 lugares).

De sexta a domingo - 19, 20, 21/01/18
Oficina e encontro de Contação de Histórias com Ymaraz Almeida Maiores (RJ). informações no período do evento.

Anote: O Espaço Na Casa do Artista fica na Rua Júlio Maria, n. 67, próximo à orla. Confira os detalhes até 2018, a seguir. Outras informações, pelo fone 91 98891.3224.

21.11.17

Villa Lobos com homenagem na Semana do Músico

A programação de abertura é hoje (21),  no Teatro Margarida Schivazappa – Centur, a partir das 19h, com apresentação do Madrigal e Banda da Uepa, seguindo até sexta, 24, com o concerto da Banda Sinfônica da Escola Lauro Sodré, regida por Silas Borges

A Semana do Músico 2017 traz como tema central “Villa Lobos 130 anos”,  referência ao grande compositor brasileiro. Na ocasião, o maestro João Bôsco Silva Castro será homenageado pela instituição por sua grande influência em corais.

Durante os dias do evento haverá palestras, mesas redondas, comunicações orais, na Sala de Recitais e apresentações culturais no Espaço de Convivência do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Nos dias 22 e 23 ocorrerá sessões de cinema com filmes do compositor Villa Lobos, no 2º andar do Bloco 3 do Centro.

Além das atividades relacionadas à Semana, no dia 21, terça-feira, será inaugurado o Laboratório de Apreciação Doutor José Luiz Araújo Mindello. Direcionado ao curso de Licenciatura em Música, o espaço foi idealizado com o acervo doado pelo médico que levou o nome do local. 

Grande apreciador da música, José Luiz faleceu em 2010 e sua família realizou a doação de vários discos de vinil, fitas, partituras, que serviram para a criação do ambiente, organizado por Lívia Negrão, professora da Uepa e responsável pela coordenação dos laboratórios.

“O laboratório será mais um espaço que vai acrescentar no aprendizado dos alunos. Ele foi feito mediante a doação de acervo do meu grande amigo José Luiz. No espaço montamos os discos de vinil, conseguimos uma vitrola e tudo poderá ser usado pelos alunos, materiais que são raros, de música erudita e diversificadas”, contou Eliane Cutrim, coordenadora do curso de Música.

Os interessados em participar da Semana podem se inscrever na coordenação de música, ou na hora do evento. A programação de abertura do dia 21, no Centur, tem entrada franca, mas quem desejar pode levar 1kg de alimento não perecível para a campanha de arrecadação direcionada à creche Cordeirinho de Deus.

Para conferir a programação completa, clique aqui.

(Com informações da assessoria de imprensa. Fotos: Nailana Thiely)

19.11.17

“Sobre Voos” de Sinval Santos Na Casa do Artista

A exposição individual de Sinval Santos vai se despedindo do público no sábado, 25 de novembro, a partir das 19h, com um sarau trazendo participação do Grupo Cobra Venenosa e dos poetas Apolo da Caratateua, Jorge André, Norma Teixeira, Reginaldo Cesar e Vitor Gabriel + Lançamento do Livro “Poema Pássaro e outros versos migratórios”, de Clei Souza. Na Casa da Artista, em Icoaraci.

As obras em estilo surrealista de tendencia minimalista, como explica o artista, trazem figuras de aves se metamorfoseando em humanos, um estilo que ele começou desenvolver nos anos 1990, quando passou a abordar temas regionais e depois começou a mesclar a figura de aves com pessoas.

O vernissage de Sobre Voos abriu, no dia 4 de novembro, a programação trimestral do espaço cultural Na Casa do Artista, inaugurando o “Quarto do Convidado”, um cantinho especial  para receber obras de artistas visitantes. É a primeira exposição individual de Sinval Santos, que já participa de mostras coletivas desde os anos 1980.

Produzindo temas ligados à política, enquanto arte engajada e de protesto, em que denuncia situações produzidas pela corrupção, nesta nova fase, Sinval direciona a atenção sobre uma performance, segundo ele, mais intimista e preocupada com a estética, mas não descolada de uma de suas militâncias na atualidade, o veganismo. As aves que compõem seus desenhos e pinturas, se transformando em humanos trazem como mensagem a necessidade de libertação.

"Precisamos nos libertar dos padrões de humanidade, para que possamos nos alimentar do verdadeiro néctar da vida e voarmos livres de tantas coisas desnecessárias e perniciosas que nos aprisionam, entre elas o carnivorismo e o onivoríssimo”, afirma Sinval.

O convite para expor Na Casa do Artista foi feito em setembro, pelos anfitriões, a produtora cultural Auda Piani e o artista plástico Werne Souza, que também assina a curadoria. e que escolheu inicialmente 20 trabalhos, até que um telefonema da molduraria aflorasse o lado místico de Sinval. 

“O funcionário ligou para dizer que havia mais uma obra escondida na embalagem e eu imediatamente autorizei que também fosse emoldurada. E não deixei de pensar na numerologia, pois passaram a ser 21 quadros, seriam três vezes sete, número sagrado, e a somatória de dois mais um, voltariam aos três, formando uma pirâmide poderosa e com uma lua cheia em seu interior que na noite de 4 de novembro iluminou Na Casa do Artista, com tanta gente que aprendi a admirar, numa noite de sarau e muita alegria”, relembra.

Formado em Artes Visuais pela UFPA no antigo Curso de Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas, ele atualmente vem trabalhando como professor, em três turnos, deixando o tempo curto para se dedicar à carreira artística, mas sem desistir também.

“Venho desenhando, principalmente em técnica mista (lápis de cor, grafite, canetas esferográficas e hidrográficas e às vezes colagens) e prioritariamente, em papel tamanho A4, resultando em um número bem significativo de desenhos que precisam ser expostos”, comenta o artista.

Mergulhando no universo das artes, Sinval já integrou também alguns coletivos. O Atelier Livre, em 1988, que reunia na Escola de Arte Oficina, artistas iniciantes e já consagrados como o Alixa, Graça Santana, Klinger de Carvalho, André Nascimento, Cristina Albuquerque e Miro, com a intenção de discutir, produzir e divulgar trabalhos autorais, e em 1990, a ASAA - Associação de Amor à Arte -, coordenado por sua irmã, a artista plástica Edineia Sindona, que conseguiu promover mais de 40 exposições.

Além de artista visual e professor,  Sinval Santos também é poeta e músico autodidata. Toca violão e possui várias composições instrumentais. Também é letrista, faz melodias e, ainda por cima, como ele mesmo diz, se atreve a interpretar. Escreve poesias e contos e possui duas publicações caseiras: “Despertada Amazônia” e “Pólen Mizando a Educação”.

Música francesa e outras atrações até 2018

A programação do espaço vai até janeiro de 2018. No próximo dia 23, antes mesmo do Sarau da exposição Sobre Vôos, haverá show com a cantora e violonista francesa Elsa Scapicchi, acompanhada pelo percussionista Carlos Canhão e participação da cantora Nazaré Pereira.  São apenas 28 lugares por apresentação, com ingresso a R$ 15,00.

Anote:  O Espaço Na Casa do Artista fica na Rua Júlio Maria, n. 67, próximo à orla. Confira os detalhes até 2018, a seguir. Outras informações, pelo fone 91 98891.3224.  

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 23/11, às 19h 
Show com a cantora Francesa Elsa Scapicchi  (Ingressos 15,00 – 28 lugares)

Sábado, 25/11, às 19h
Sarau Sobre Voos com participação do Cobra Venenosa, Apolo da Caratateua, Jorge André, Norma Teixeira, Reginaldo Cesar e Vitor Gabriel + Lançamento do Livro “Poema Pássaro e outros versos migratórios” de Clei Souza.

Sexta, 01/12, às 19h
Roda de Conversa: Saberes, identidade, tecnologias na produção 
de Cerâmica em Iocaraci

Sábado, 02/12, às 19h
Lançamento do Livro “Amazônia, Cultura e Cena Política no Brasil”
Abertura da exposição “Operárias” de Werne Souza - Coquetel: Sabores e Saberes.

Sábado, 09/12, às 21h
Show “Sem Chumbo nos Pés” do músico paraibano Naldinho Freire (Ingresso 20,00 - 28 lugares) + Exposição “Operárias”.

Sábado, 13/01/2018, às 19h
Abertura da exposição “Retratos” de Feli Moraes no Quarto de Convidados
Peça Teatral: Amor é um Sentimento - Dir. Maurício Franco. Elenco: Maridete Daibes e Jorge Cunha (ingresso 10,00 – 28 lugares).

De sexta a domingo - 19, 20, 21/01/18
Oficina e encontro de Contação de Histórias com Ymaraz Almeida Maiores (RJ). informações no período do evento.




16.11.17

Animação Icamiabas ganha lançamento simultâneo

"As Icamiabas na Cidade Amazônia", a terceira série contemplada pelo Edital Cultura de Audiovisual, terá lançamento simultâneo neste sábado (18), às 10h, na TV Cultura do Pará e no Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará.

O imaginário deu lugar à fantasia e serviu de inspiração para o Iluminuras Estúdio criar a animação. Neste sábado, a sessão especial do Líbero Luxardo, conta com um bate papo com os criadores, que vão falar sobre o processo criativo da série. e ainda com uma oficina de maquiagem e cosplays, além de um quiz que valerá brindes.  

A produção paraense traz lendárias guerreiras da Amazônia, as Icamiabas, mulheres fortes e que não costumavam levar desaforo para casa. Tinham como missão, proteger a tribo e, assim, evitar ataques de possíveis invasores. Em cinco episódios, que se passam 

A animação, em 2D, tem cinco episódios e se passa na fantástica Cidade Amazônia, onde os antigos Deuses se aposentaram e os conflitos entre os seres encantados e os humanos passaram a ser resolvidos por suas enviadas, as Icamiabas. 

Iuna, Laci, Conori e Thyhi são quatro meninas guerreiras, cada uma regida por uma fase da lua, que dividem sua rotina entre as tarefas comuns do dia a dia e as batalhas engraçadas para manter a harmonia na cidade. Cada personagem possui uma personalidade diferente, o que deu um tom divertido à série. A direção é de Otoniel Oliveira, que também assina a criação ao lado de Petrônio Medeiros e Andrei Miralha. 

"Apesar de falar da Amazônia, a série tem uma temática universal. Nossa preocupação foi criar um produto com referência amazônica e da nossa cultura local. As pessoas vão perceber que temos toda uma arquitetura tapajônica e marajoaras nas cenas. Por exemplo, a Cidade Amazônia é uma versão fantástica de Belém, onde as árvores vivem pertinho dos prédios. Bacana destacar também é que montamos uma equipe de animadores para dar conta do trabalho e formamos nova turma de animadores em Belém. Então, isso aqueceu o mercado, pois trouxemos capacitação também", explica Andrei Miralha.

Para atrair a atenção do público, principalmente o infantil, os animadores apostaram na temática da representatividade, que foi inserida de forma dinâmica nos cinco episódios. O roteiro ágil e recheado de referências locais também ganhou dublagens carregadas com o vocabulário regional e paraense.

"Se a gente gosta de ver super-heróis porque não fazer fantasias de poder com indígenas? Com mulheres amazônicas? Então, além das personagens e dessa estrutura toda, a gente construiu a narrativa com referências de todas as cidades do Norte porque achamos que a representatividade do Norte ainda é pequena dentro desse segmento da animação. 

Queremos que a audiência e as crianças vissem um lugar em que elas pudessem se reconhecer, ao mesmo tempo em que fosse um lugar fantástico para despertar a animação. Queremos que as pessoas de fora também vejam um lugar possível da realidade amazônica", destaca Otoniel Oliveira, diretor da série.

As Icamiabas são velhas conhecidas do telespectador da TV Cultura do Pará. Em 2012 a animação ganhou espaço na interprogramação da emissora em três episódios de um minuto cada. O sucesso foi tão grande que o estúdio de animação se inscreveu no Edital Cultura de Audiovisual, em 2014, e teve a ideia aprovada para realizar a série. E, dessa vez, a missão foi grande. 

Com a proposta de fomentar o mercado no Pará, o estúdio contratou uma equipe com 25 pessoas e formou novos animadores em Belém. Isso só foi possível porque o Iluminuras Estúdio recebeu orçamento total de R$ 500 mil, conforme previa o edital.

"Estou fazendo animação há quase três anos, antes disso eu só trabalhava criando ilustrações para algumas empresas. Ai surgiu a oportunidade do curso no Iluminuras para ingressar na equipe que trabalharia nas Icamiabas. Depois de 30 dias de treinamento, fui selecionado e fiquei muito feliz. Eu me descobri profissionalmente produzindo a série. Fiquei fascinado com a animação e decidi trabalhar com isso pelo resto da vida, é uma coisa que me dá muito prazer e onde me sinto realizado", conta Gizandro Santos, de 29 anos, um dos animadores paraenses contratados pelo Iluminuras.

Edital - "As Icamiabas na Cidade Amazônia" foi umas das quatro séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). No total, foram destinados R$ 3 milhões para produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 milhão de contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Até o final do ano, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual.

Serviço
A animação segue em exibição no dia 25 deste mês e dias 2, 9 e 16 de dezembro, às 16h45, na emissora.

(Holofote Virtual,  com informações assessoria do evento)

Festival Se Rasgum em noite na Estação das Docas

Emicida, Baiana System, Nazaré Pereira, Cidadão Instigado, Francisco El Hombre e o norte-americano Afrika Bambaataa são algumas das atrações da 12ª edição do Festival Se Rasgum, que iniciou esta semana em diversos espaços da cidade e encerra no sábado, 18 de novembro, no Parque dos Igarapés. Os shows desta quinta-feira, 16, serão na Estação das Docas, com entrada gratuita, e na sexta, 17, no Açaí Biruta.

A 12ª edição do Festival Se Rasgum abriu na terça-feira, 14, no Teatro Margarida Schivasappa, ontem teve shows no Café com Arte hoje tem mais na Estação das Docas, e amanhã, no Açaí Biruta. O encerramento será uma espécie de volta às origens, no Parque dos Igarapés – desta vez com três palcos. A programação também inclui painéis, debates e rodada de negócios e shows no Ziggy Hostel Club.

Na abertura, vimos os shows do Teatro Margarida Schivasappa. Marisa Brito, paulistana criada em Belém (e de volta a São Paulo), a dupla paranaense Estrela Leminski & Téo Ruiz e a cantora carioca Ava Rocha. Ontem, já no final da tarde do feriadão, o Café com Arte recebeu Alex Roots tocando reggae no quintal, e, na pista de cima, os DJs Felipe Proença, Tércio e Mancha (SP), além dos shows de Selvagens à Procura de Lei (CE) e as locais The Baudelaires e Dois na Janela.

Shows de quinta-feira e sexta-feira

Cidadão Instigado, amanhã no Açaí Biruta
Nesta quinta-feira, 16 de novembro, na Estação das Docas, haverá apresentações da banda Francisco El Hombre (SP/MEX), um dos nomes mais disputados nas programações de festivais. 

Quem vem antes é a cantora paraense Juliana Sinimbú e o show-homenagem Baile do Mestre Cupijó. Depois a festa segue para o Ziggy Hostel Club, com festa dedicada ao selo Balaclava, com show da banda Terno Rei (SP), e discotecagem de Fernando Dotta e Rafael Farah, diretores do selo.

Amanhã, sexta-feira, 17 de novembro, é noite de rock no Açaí Biruta, que começa com a discotecagem da festa cearense Fliperama, dos DJs Marquinhos e Thales. E a programação de shows começa com a novidade e frescor do baiano Giovani Cidreira, o peso paraense de Turbo e Molho Negro, a comemorada participação dos também baianos Maglore e o encerramento em grande estilo do Cidadão Instigado, comemorando seus 20 anos de carreira.

Encerramento no Parque dos Igarapés

Emicida no Parque dos Igarapés
E no dia 18 de novembro, sábado, último e maior dia do 12º Festival Se Rasgum, os portões se abrem às 16h em que os últimos raios de sol criam o clima de natureza para a maratona de shows em três palcos: Palco Oi (Pássaros), Palco Banco da Amazônia (Baíto) e Palco Estácio (Jungle). Com estrutura de bares, redário, food park, Feira de Arte & Moda e outras iniciativas pensadas no conforto e uso do público.

Vá de um palco a outro, começando com o Kikito, no Palco Estácio, e intercalando com o Palco Banco da Amazônia, com Andro Baudelaire. O zigue-zague musical segue com Inesita, André Prando (CE), Projeto Rivera (CE) e Muntchako (DF). Às 20h, começa o primeiro show no Palco Oi, com a cantora paraense Nazaré Pereira.

Depois o Palco Estácio volta com o show de Eloi Iglésias, seguido de Machete Bomb (PR) no Palco Banco da Amazônia e Baiana System no Palco Oi. Daí por diante é ficar ligado nos horários e programações, pois no Palco Oi ainda tem Emicida (SP), o lendário DJ norte-americano Afrika Bambaataa e o DJ carioca João Brasil. 

Baiana System
O Palco Estácio ainda segue com Os Reis do Eletro, Uaná System, DJs da Black Soul Samba e Meachuta. No Palco Banco da Amazônia, intercalando (e às vezes simultaneamente) com a banda carioca Ventre, o DJ Pro.efx, o coletivo Bell Hell e Bernardo Pinheiro e seu Baile Tropical encerrando a noite. Esse ano o 12º Festival Se Rasgum conta com o patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. 

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 16 de novembro
ESTAÇÃO DAS DOCAS
22h Francisco El Hombre (SP/Mex)
21h Baile do Mestre Cupijó
20h Juliana Sinimbú

Ziggy Hostel Club 
Noite Balaclava
1h - Terno Rei (SP)
 + DJ Fernando Dotta
+ DJ Rafael Farah

Sexta-feira, 17 de novembro
AÇAÍ BIRUTA
0h - Cidadão Instigado (CE)
23h - Maglore (BA)
22h – Molho Negro
21h - Turbo
20h – Giovani Cidreira (BA)
+ DJs Fliperama

Sábado, 18 de novembro
PARQUE DOS IGARAPÉS

Palco Estácio
17h – Kikito
18h - Inesita
19h - Projeto Rivera (CE)
21h - Eloi Iglésias
23h - Os Rei do Eletro
0h - Uaná System
1h - DJs Black Soul Samba + DJ Morcegão
3h – Meachuta

Palco Banco da Amazônia
17h30 - Andro Baudelaire
18h30 - André Prando (ES)
19h30 - Muntchako (DF)
21h30 - Machete Bomb (PR)
23h30 - Ventre (RJ)
0h30 - Pro.efx
2h - DJs Bell Hell
4h - Baile Tropical

Palco Oi
20h - Nazaré Pereira
22h - Baiana System
0h40 - Emicida (SP)
2h40 - Afrika Bambaataa (EUA)
3h40 - João Brasil (RJ)

3o Amazônia Mapping leva oficinas para Santarém

A terceira edição, de 22 a 25 de novembro, será em Belém, com projeções inéditas na fachada do Palácio Antônio Lemos e shows a céu aberto, e em Santarém, com oficinas de 28 de novembro a 1º de dezembro, além de projeções no Solar Barão de Santarém e música na orla. A programação completa também está disponível no site do FAM.

Este ano serão realizadas duas oficinas de arte e tecnologia em Santarém, município do oeste do estado onde o projeto aporta pela primeira vez. Artistas com trajetória internacional ministrarão os laboratórios criativos que abordam desde tópicos básicos do mapping a temas como criação de projeções interativas. As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do evento (www.amazoniamapping.com).

O vídeo mapping é uma das técnicas visuais mais inovadoras da atualidade, uma forma de projeção audiovisual que, aplicada a grandes estruturas, como edifícios e monumentos, permite que as imagens interajam com a arquitetura onde são exibidas, num resultado visual impactante e surpreendente. É como se a imagem “se dobrasse” sobre as superfícies, criando ilusões e distorções na arquitetura.  Vanguarda na região Norte do país, o FAM coloca a Amazônia na rota do mapping mundial. 

“É um projeto que busca a descentralização da produção e circulação de obras artísticas no país. Se propõe não somente a ser uma mostra de trabalhos de arte e tecnologia, mas tem um caráter formativo também, à medida que o projeto tem um forte pilar de instrumentalização da prática e do pensamento em arte e tecnologia, através das suas oficinas, todas gratuitas e destinadas a artistas, estudantes e público local”, diz Roberta Carvalho, artista visual, idealizadora e curadora do Festival, promovido pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos.           

A edição 2017 do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Vivo via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping, via Lei de Incentivo à Cultura Tó Teixeira.

Oficinas

Em Santarém, as oficinas serão ministradas na Biblioteca Paulo Rodrigues, localizada na Casa da Cultura, de 28 a 30 de novembro. Entre os convidados, o catarinense Leandro Mendes, o VJ Vigas, que é um dos maiores nomes do mapping no Brasil. 

Ele vai ministrar a oficina “Técnicas básicas de vídeo mapping”. “Os alunos terão a oportunidade de conhecer o princípio básico de um projeto utilizando a técnica do vídeo mapping, processos de produção de conteúdo, a base técnica e prática de mapeamento utilizando softwares específicos”, explica Vigas.

O artista paraense Luan Rodrigues também irá compartilhar sua experiência de audiovisual. Seu trabalho parte de elementos coletados em vivências junto a etnias indígenas da região amazônica. Luan combina grafismos, imagens e sons da cultura da floresta com batidas eletrônicas. A proposta será apresentada na oficina “VJing para performances audiovisuais”, destinada a interessados em desenvolver vídeo projeções interativas para espetáculos musicais.

Luan já trabalhou na concepção visual de artistas como Gaby Amarantos e Gang do Eletro. Na oficina, ele vai abordar as técnicas de criação audiovisual ao vivo para espetáculos, combinando banco de imagens e música.

Serviço
Festival Amazônia Mapping 2017, em Santarém. Oficinas dias 28, 29, 30/11. Inscrições no site do festival www.amazoniamapping.com. Apresentações artísticas dia 1/12, na Orla de Santarém - Solar do Barão de Santarém. Programação gratuita. A edição 2017 do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Vivo via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping, via Lei de Incentivo à Cultura Tó Teixeira.

Mostra traz imagens feitas com câmeras de sucata

O resultado de dois anos de produção e pesquisa compõe a exposição “Recódigo - Paisagem Hackeada”, de Ítalo Brito, que abre nesta quinta-feira (16), às 19h, na Associação Fotoativa, em Belém.

Produzir fotografias a partir de tecnologias obsoletas e sucatas foi o curioso desafio traçado pelo artista Italo Brito em sua busca por explorar os limites da imagem técnica. Num híbrido entre o analógico e o digital, o artista paraense montou aparelhos “na gambiarra”, unindo pedaços de diversas máquinas, e viu surgir imagens que revelam os ruídos dessas novas possibilidades da fotografia. 

São mais de 20 obras entre fotografia em papel algodão, projeção de vídeo, imagens em acetato, lambe-lambe e em tablets. “A exposição tem caráter experimental, então a proposta é incluir mais obras ao longo da mostra”, diz Italo. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Produção e Difusão Artística da Fundação Cultural do Estado do Pará/2017.

Arte de sucata

A pesquisa teve como base processual a desconstrução e criação de dispositivos produtores de imagens, utilizando câmeras fotográficas analógicas e digitais, smartphones, scanners, aparelhos e componentes eletrônicos, que haviam sido descartados ou estavam à venda.

“Combinei pinhole com um módulo eletrônico, uma câmera analógica destruída e remontada com partes de scanner. Daí, surgiram hibridações, na ‘gambiarra’ feita a partir de objetos que eu garimpei em feiras de São Paulo. Construí esses ‘novos’ aparelhos em casa ou no laboratório de pesquisa”, conta.

Italo passou os últimos anos em São Paulo dedicando-se a estudos no campo das artes visuais. Em 2016 foi selecionado para 15º Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos e participou da 3ª Mostra Senac da Pós-graduação do Senac. Em 2015, integrou a exposição coletiva do Festival de Fotografia do Sertão.  Este ano, ele volta para Belém e reúne os conceitos e técnicas explorados neste percurso.

As imagens produzidas durante a pesquisa trazem em sua visualidade as mutações, falhas e ruídos provocados pela transposição de suportes e a subversão dos aparelhos. Muitas assimilações e contágios foram provocados pelo cruzamento entre os diferentes aparatos e tecnologias. “Esta fusão, quase sempre precária, dos aparatos, contribuiu para potencialização de uma poética do acaso e suas errâncias, lugar onde pude assumir uma abordagem crítica sobre a produção das imagens técnicas e seus modelos industriais”, comenta o artista.

Serviço
Abertura da exposição “Recódigo - Paisagem Hackeada”, de Italo Brito, nesta quinta-feira, 16, às 19h, na Associação Fotoativa, localizada na Praça das Mercês, bairro da Campina, em Belém. A mostra segue em cartaz ate dia 21 de dezembro. Entrada franca. Para visita guiada e conversas sobre a exposição com o artista, agendar no número (91) 98872-8202.

14.11.17

Ney Ferraz Paiva mostra suas colagens poéticas

O poeta e artista visual Ney Ferraz Paiva é o artista convidado da programação de novembro da mini-galeria da Casa do Fauno. Ney Paiva apresenta suas colagens na exposição “Numa gaiola com pombos como Magritte”, com intercessões entre René Magritte, Haroldo Maranhão e Max Martins. Nesta sexta (17), às 19h. A entrada é franca.

Impressas em papel fotográfico e papel fosco, as colagens mostram conexões de fragmentação, resistência e permanência que ora aproximam ora afastam os universos poéticos dos artistas que inspiram a exposição. “Além de outras imagens de temas variados feitas por mim em diferentes períodos”, acrescenta Paiva.

Como parte integrante da exposição será feito um varal com imagens do pintor René Magritte e de colagens de Ney Ferraz, procurando um efeito de teia, ninho ou de pombos suspensos. “Incidindo na ideia recorrente da ilusão que a gaiola de Magritte almeja”, comenta o artista.

Também será exibido um vídeo, sem áudio, expondo as principais obras de Magritte, pintor nascido na Bélgica e um dos expoentes do surrealismo; suas obras quebram os limites entre a realidade e a ficção, mostrando um mundo onírico que repudia o convencional. 

A arte desse ícone do movimento surrealista é marcada pelo tema da liberdade, representada pelas várias versões da tela “O Terapeuta”, onde o personagem está sentado com uma bengala e uma bolsa. Na tela, esse indivíduo não tem face, está envolto por uma capa de tecido, e usa chapéu de palha. 

Abaixo da capa existe uma gaiola, com dois passarinhos, um dentro, e outro do lado de fora. Uma das possíveis interpretações da imagem é a metáfora da liberdade da mente, simbolizada pelos pássaros. Ao mesmo tempo essa liberdade é engaiolada em uma alusão ao embate que vivemos com as diferentes formas de aprisionamento da vida em sociedade.

Serviço
Exposição “Numa gaiola com pombos com Magritte”, colagens de Ney Ferraz Paiva. Neste sábado, 17, às 19h, na Casa do Fauno (Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa). Informações: 99808-2322.

13.11.17

Festival Se Rasgum abre com show de Marisa Brito

Fotos: Divulgação e Fernanda Brito Gaia
A cantora abre a programação oficial do 12º Festival Se Rasgum, nesta terça-feira, 14 de novembro, às 19h30, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. A noite ainda conta com apresentação da dupla paranaense Estrela Leminski e Téo Ruiz, além da cantora carioca Ava Rocha. O Holofote Virtual conversou com Marisa Brito, que vai apresentar neste show, as canções do EP além de outras composições autorais que ela escolheu como símbolos deste novo momento profissional. 

Carreira solo, parcerias outras, novas referências musicais. Tudo novo de novo. “É muito especial esse momento que eu estou vivendo e tocar em Belém é sempre muito importante, porque é o berço da minha carreira, é onde eu comecei tudo, é a raiz da minha vida e do meu trabalho”, diz a cantora.

Marisa Brito está de volta e se diz inteira, com amadurecimento para a nova jornada profissional que se mostra pulsante. Este será o primeiro show ao vivo após o lançamento do EP realizado em outubro, nas plataformas digitais. “Vou mostrar outras músicas do meu novo repertório, todas autorais, e com parcerias também”, complementa ela que será acompanhada pelos músicos paraenses Marcel Barreto, Andro Baudelaire,  Leonardo Pratagy e Adriano Souza.

O EP, que leva seu próprio nome, foi lançado oficialmente nas plataformas digitais no dia 10 de outubro. Houve prévia do lançamento no show que ela apresentou no dia 15 de setembro no Ziggy Hostel Club. “Estou feliz e radiante com tudo que está acontecendo. Eu ouço o EP e tudo que está ali, dialoga comigo, é Marisa. Tudo ali é minha cara, não tem uma virgula que não goste. Isso não tem preço", diz. 

O EP foi gravado nos estúdios Budokaos e Apce, em Belém, e no Greenhouse, em São Paulo-SP, com direção e produção de Vinícius Sauerbronn, arranjos de Marcel Barretto (Coração na Boca/Por trás do desenho/Falas) e Fábio Sampaio (Atalho). A mixagem é de Marcos Suzano, a masterização, de Alexandre Rabaço. 

Na capa, fotografia e arte, de Fernanda Brito Gaia e design de Thiago Fontin. Gravaram os músicos: Marcel Barretto, Marcos Suzano, Juari Dovenas, Eraldo Taylor, Bruno Cordeiro e Gus Solaris. Depois do Se Rasgum, os planos são começar a rodar com esse show em 2018, com shows em São Paulo, Cuiabá e Rio de Janeiro. Em 2018, a cantora vai gravar clipes das quatro músicas e vai lançar um single. 

Essência, coragem, amor e liberdade na música e na vida

No bate papo com Marisa, pedi que ela falasse um pouco do processo de criação de cada uma das músicas que estão no EP. A cantora diz que todas as canções falam sobre liberdade e coragem, sobre libertar o seu eu e não ter medo de mostrar para o mundo o que você é de verdade.

“Coração na Boca” é uma canção feita em parceria com Pietro Saraiva, que fez os primeiros versos, posteriormente desenvolvidos por Marisa, e com Marcelo Barreto, com quem ela finalizou a parte musical, aqui em Belém.  Pietro, que é marido de Marisa, mandou para ela os primeiros versos. 

“Eu me empolguei e escrevi mais coisas. Todas as outras partes que eu escrevi, eu escrevi pensando nele, então ele é a minha inspiração para esta música”, comenta. “Tem um refrão forte e a recepção do público tem sido muito boa, espero que todo mundo cante ela comigo no show. A música fala da coragem de amar, amar sem medo, livre, sem medo das barreiras e das dificuldades, sem bloqueios, mas ela também fala de amor próprio, tem os dois lados. Ter coragem de enfrentar os nãos internos, que ficam na nossa cabeça bloqueando as coisas”, define.

“... Caminho estranho, talvez o amor esteja num atalho torto” diz a canção “Atalho”, que ela fez sozinha, e que também fala de amor, “mas fala sobre os caminhos da vida, que às vezes a gente planeja e acha que vai ser tudo como se planejou, mas às vezes as melhores respostas estão em caminhos que a gente não esperava percorrer”, diz a cantora.

O EP também traz “Por trás do desenho”, a primeira música que ela compôs na vida. Marisa diz que ela veio pronta, com melodia e letra. “Cantarolei ela por muitos dias, adorava a melodia, mas a letra, nem tanto. Tinham só dois trechos que eu ainda gostava”, comenta ela que acabou enviando a composição para a amiga cantora e compositora também, Ana Clara.

“Tive a brilhante ideia de falar com a Ana Clara, que admiro muito e a gente tem muita sintonia. É nossa primeira parceria. Expliquei o que eu queria expressar, bem esse olhar do feminino, a conquista de uma mulher para um homem. É algo bem subjetivo. E aí ela refez a parte da letra, mantive umas três frases da original, e eu amei, foi uma parceria muito feliz, é um xodozinho essa música”.

Fechando temos “Falas”, a música com a qual Marisa vai abrir o show desta noite de terça-feira, no Teatro Margarida Schivasappa, no Centur. A cantora considera que esta é a canção que mais representa o seu atual momento, como se fosse um símbolo maior de sua transformação. 

“... Desmonto e reapareço, vejo tudo desde o começo”, diz a canção. “Eu olho tudo pra traz, o passado faz parte de mim, mas eu já sou outra pessoa, e quero neste novo trabalho me mostrar mais inteira, porque um trabalho com banda é um trabalho que fica mais diluído, as ideias são diluídas, naturalmente”, diz ela comparando os tempos em que cantava na Euterpia.

Falar de outras coisas, ouvir coisas novas, mudar as referencias “‘Falas’ traz essa gratidão ao que se foi, mas diz que é preciso olhar pra frente, se reconstruir e se libertar, sem medo de mostrar quem eu realmente sou. É também um recado para todas as pessoas, porque todo mundo passa por fases de transformação, em que precisa se reconhecer ou reinventar. Fala de pessoas que escondem muito sua voz, no sentido de expressar seu ser”, acredita.

Reconhecer nossas sombras. É outra mensagem que a música traz, ao abordar esse lado mais obscuro que todos temos, mas que muitas vezes ao esconder do outro também a negamos, perdendo a chance de reconhecer e lidar melhor com as dificuldades.

“É importante olhar para nossas sombras, para sermos mais inteiros. É tudo isso que ‘Falas’ representa. É a música de abertura do show porque é bem significativa, escolhi pra já chegar mostrando com ela toda a essência do EP, ela resume tudo”, afirma.

Carreira solo exigiu um tempo de recolhimento

Marisa Brito começou a cantar profissionalmente aos 15 anos, como vocalista da banda A Euterpia, que mesmo depois de desfeita, é ainda uma das mais badaladas, até hoje, em Belém do Pará. Foram cinco anos longe dos palcos, após onze anos dedicados ao grupo. Para chegar à carreira solo nem tudo foi tão fácil. Ela confessa que precisou passar por um tempo de reclusão, o necessário para aprender muita coisa e refletir, ouvir outros sons. 

Até seus 26 anos, pensou a música, gravou e fez inúmeros shows com A Euterpia. Foi com o grupo também, que ela saiu de Belém, onde passou a infância e parte da adolescência, e que retornou a São Paulo, sua cidade de origem, onde ela continua morando e de onde dispara seu novo trabalho. Na capital paulista, com o fim da Euterpia, Marisa Brito continuou se dedicando a música, só que fora dos palcos. 

“Durante todos esses anos, nunca me afastei da música, muito pelo contrário. Teve uma época que eu achei que não ia mais voltar a cantar nos palcos, mas tem uma hora que a coisa te chama e não tem jeito (risos). E nestes anos eu compus muito e assim escolhi as quatro canções para compor o EP, e que são muito significativas para este momento”, finaliza.

Cantora compartilha experiência com workshop

Trabalhando como preparadora vocal há 12 anos, ela vem dedicando sua vida a música, pois também toca violão e piano, compõe e dá aulas. E também dá aulas. E será toda esta experiência de professora de canto e artista que ela traz para o workshop que realizará no dia 15 de novembro, dentro da programação de formação do Festival Se Rasgum. 

“Pretendo falar um pouco sobre minha forma de trabalhar, pois trago na minha experiência prática, o palco, a gravação, meu estudo técnico e teórico, técnica vocal, a formação em canto lírico e popular. E também do Full Voice, meu estudo mais recente, uma técnica interessante para o canto não só o popular, e que pretendo compartilhar com as pessoas no workshop”, finaliza Marisa.

Serviço
12ª edição do Festival Se Rasgum. Abertura nesta terça-feira, 14, às 19h, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur, com programações até 18 de novembro, também no Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e Parque dos Igarapés. Patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum.

12.11.17

Casarão do Boneco abre inscrições para 3 oficinas

Produção cultural, teatro, dança e vídeo se misturam nos híbridos contextos que trazem cada uma das oficinas que iniciam nesta segunda-feira, 13 de novembro, no Casarão do Boneco. Ministradas por artistas que integram o coletivo, as ações serão oportunidade de compartilhar as reflexões e ações com profissionais das artes que vêm realizando projetos culturais atuantes em Belém.

Ana Carolina Marceliano é atriz, educadora e produtora integrante/fundadora do grupo Dirigível Coletivo de Teatro. Trazendo o projeto Brinquedos de Saúde, além de suas experiências no teatro desde a cena, direção, dramaturgia e gestão de projetos, ela convida o público a “colocar as ideias no papel para depois transformá-las em ação de fato”, algo que requer sensibilidade na escrita e uma escuta interna atenta ao que se deseja realizar e a quem vem servir o seu intento cultural.

A oficina Elaboração de Projetos Culturais terá 8 encontros para exercitar a elaboração de um projeto do início ao fim. Espaço de troca de experiências entre os participantes, também será um momento para ganhar uma boa consultoria para projetos em fase de elaboração.

“Toda empreitada cultural precisa antes ser sonhada para existir, por isso do dia 13 de novembro a 06 de dezembro, todas as segundas e quartas das 18h as 20h vamos sonhar juntos no Casarão do Boneco”, diz marina Cruz que também vai ministrar ofcina, ao aldo de Brenda Paixão.

Marina é facilitadora de encontros e comunicação interna no espaço Casarão do Boneco. Com vivências em dança contemporânea e técnicas circenses, ela também é Licenciada em Dança, pela Ufpa, e é integrante do coletivo de ocupantes Casarão do Boneco e grupo Projeto Vertigem. Brenda Paixão atriz e dançarina formada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA, desenvolve pesquisa sobre Ecodança.

Essa é a primeira proposta de oficinas das duas artistas juntas, um encontro para gerar outros encontros, a oficina de Contato Improvisação para composição coreográfica é antes de tudo um espaço para o movimento livre.

Ao todo serão 6 encontros, de 13 a 25 de novembro, tendo como foco exercícios de conscientização corporal a partir do contato improvisação, buscando o fortalecimento do corpo em exercícios de enraizamento, uma metáfora que também direciona o corpo a buscar suas potencialidades.
Essa oficina traz como mote o elemento terra para criar uma composição coreográfica, ressaltando que é a abertura de um ciclo, podendo ter iniciantes nessa prática, mas que sejam curiosos do corpo.

A terceira oficina será com Lucas Alberto, formado em Multimídia, integrante do coletivo que ocupa o Casarão do Boneco, diretor do grupo Sorteio de Contos, ator, educador, capoeira/tocador e experimentador de audiovisual. Realiza mensalmente os vídeos de divulgação da casa junto a parceiros. 

Ele vai partilhar da sua pesquisa entre o video e o teatro, WEBNarrações políticas para um mundo melhor. Serão cinco encontros de três horas cada, com discussões e práticas de narração para vídeo. O objetivo é que cada inscrito conclua a oficina com um mínimo material para posterior edição e postagem no canal do Youtube do Casarão do Boneco. Para a experimentação, o público deve levar textos que tenham conteúdo crítico, serão realizadas práticas de narração, gravação, estudo breve de luz, câmera e som. 

OFICINAS

Elaboração de Projetos Culturais
com Ana Carolina Marceliano
De 13 de novembro a 06 de dezembro (segunda e quarta)
19h às 21h
10 vagas

Contato Improvisação para composição coreográfica
com Marina Trindade & Brenda Paixão
De 13 a 25 de Novembro (seg, qua e sáb)
10h às 12h
10 vagas

WEBNarrações políticas para um mundo melhor
com Lucas Alberta da Cunha
De 4 a 8 de Dezembro (segunda a sexta)
15h às 18h
Mínimo de 5 e máximo 10 vagas

Serviço
Valor: R$ 60,00 cada oficina
Inscrições: (91) 989498021 / salvecasarao@inbust.com.br
Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro - 815)