7.12.16

Da Tribu celebra um Natal Criativo no 15o Circular

Miriti, látex, gemas vegetais, madeira, cerâmica, fibras de jupati e tucumã estão entre as diversas matérias-primas que são transformadas em adornos e utilitários criativos pelos 7 artesãos paraenses ganhadores do Prêmio SEBRAE TOP 100 do Artesanato Brasileiro. Para reunir estes artesãos que vêm de Abaeté, Santarém, Soure, São Sebastião da Boa Vista e Belém, a Da Tribu promove uma ação de natal na loja morada, de 11 a 24 de dezembro, para aqueles que quiserem prestigiar o pequeno negócio, comprando direto do produtor. Na Rua Carlos Gomes, 117, entre Campos Sales e Frutuoso Guimarães.

Durante todo o dia do Circular, que acontece no próximo dia 11 (domingo), a Da Tribu contará com programação cultural, começando com a Yoga - um encontro consigo mesmo às 8h, depois a contação de história às 10h com a atriz Ester Sá: “O Essencial é invisível aos olhos”, uma livre adaptação do livro “O PEQUENO PRÍNCIPE”.  O Clássico de Antoine de SaintExupéry ganha versão contada pela atriz, que revive com a plateia as aventuras do príncipe em sua viagem. 

Adereços sentimentais da vida da atriz entram em cena como a flor de crochê presenteada por sua avó. Emoção e sentimento se entrelaçam pela história do livro nesta aventura de dar sentido ao árido deserto do planeta terra. Sebo Jaya Livros, Massagens Relaxantes com Yash Luna e o Lounge na Laje com DJ Byanka complementam a programação, que se encerrará com a Banda Feira Equatorial às 18h30. Feira Equatorial é uma banda parauara formada em 2015 em Belém, formada por Thalia Sarmanho (vocal), Son Maximiana (violão), Yago Mathias (baixo), Pedro Nascimento (guitarra), Beatriz Santos (sintetizadores) e Ismael Rodrigues (bateria).

A sua sonoridade ora poder ser etérea ora pode ser tátil e quente como a luz do sol, com ilustrações mentais como se fosse uma outra página do tempo, tudo isso tendo como influência o som da MPB tropicalista, Clube da Esquina, rock progressivo e música popular paraense. 

As letras falam de natureza, das estrelas, do céu e do chão nosso de cada dia, da observação do cotidiano nas coisas ditas mais simples, assim como também na ação e presença do Amor que está em tudo; desde o olhar daquele na Terra até ao campo do majestoso cenário que é o Cosmo.  

Para quem acompanha a programação do Circular e quer fazer um pit stop para alimentar o corpo, além da alma, comidinhas serão servidas durante todo o dia. Nesta edição do Circular o cardápio contará comCamarão à Da Tribu, Arroz Ponteado (veg) e Caldo Verde Paraense no almoço, e lanches de unha de caranguejo da Bita, Frango ao Creme, Quiche de Jambu e Quiche de Queijo.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL 
domingo, 11/12

8h - Yoga com Tunga Vidya
9h às 19h - Exposição de Produtos Top 100 do Artesanato Brasileiro
9h - Sebo Jaya Livros
9h - Massagens Relaxantes com Yash Luna 
10h - Contação de História “O Essencial é invisível aos olhos”, com Ester Sá
16h - Lounge na Laje com DJ Byanka
18h30 – Banda Feira Equatorial


Exposição - Prêmio SEBRAE TOP 100 do Artesanato Brasileiro

1.   Arte em Fibra de Jupati – São Sebastião da Boa Vista/Marajó

O grupo de mulheres Arte em Fibra de Jupati produz diversos objetos de decoração, utilitário e uso pessoal, a partir do artesanato tradicional da Fibra, extraída da Palmeira Jupatizeiro. É uma expressão da Cultura Paraense e uma fonte de renda para essas mulheres ribeirinhas.




2.   Associação Trançados do Arapiuns - Santarém/Tapajós

A Associação Trançados do Arapiuns produz suas peças utilizando palha de tucumã e tingimento natural, com manejo comunitário consciente. Há duas linhas de produtos: utilitários (descanso de panela, sous-plat,fruteira, caixas para café da manhã, suporte de cuia, cachepô) e decorativos (brindes, balaios, porta-caneta, luminárias, mandalas, espelhos). O empreendimento gera renda para os artesãos e preserva, pela técnica de confecção, uma tradição cultural de herança indígena.

3.   Ayty Artesanato- Belém/PA

A AYTY produz suas peças utilizando resíduos de madeireiras e marcenarias, por meio de processos artesanais. Sua linha de produtos inclui embalagens, peças decorativas e utilitários, tais como bandejas, porta-garrafa, porta-copo e porta-cartão. 

Os produtos AYTY são especiais por fazerem parte da cadeia de sustentabilidade. Sua exclusividade reside na arte da marchetaria complementada pelo design moderno e arrojado que personaliza cada produto.

4.   Da Tribu – Belém/PA

A Da Tribu lança vista à tecnologia da Floresta, o encauche, técnica utilizada nos acessórios que trazem leveza e flexibilidade ao nosso ponteio. Nativa árvore mulher, a seringueira continua nutrindo os povos que vivem dos produtos florestais não madeireiros. O látex, sua resina, é poderosa fonte estética.

5.   Mãos Caruanas – Soure/Marajó

A Mãos Caruanas produz arte em cerâmica inspirada na história milenar da cultura ceramista dos índios Marajoaras. 

Assim, surgiram as jóias naturais marajoaras e caruanas, que apresentam formas e desenhos inspirados na iconografia das cerâmicas arqueológicas e na simbologia mística das energias da natureza, os Caruanas. A empresa possui técnicas de manejo ambientalmente amigáveis, que preservam cultura e natureza em peças de design, panelas de barro e vasos marajoaras. 

6.   Miriti da Amazônia – Abaetetuba/Baixo Topajós

O Núcleo de Produção Miriti da Amazônia se constitui em uma entidade que atua com jovens e adolescentes na fabricação de artesanato de miriti, que é uma tradição da cultura abaetetubense. Oportunizamos, assim, aos jovens participantes, um trabalho que gera renda e experiência na criação de peças artesanais de cunho artístico. 

7.   Mônica Matos – Jóias da Amazônia – Belém/PA

Designer e produtora de jóias busca inspiração na cultura Amazônica de onde extrai as formas e elementos que se traduzem em peças exclusivas. Combina elementos nobres como ouro, cobre e prata com gemas vegetais produzidas por meio da extração artesanal e sustentável de pigmentos naturais. As peças refletem não só a beleza e os encantos da Amazônia, mas também o compromisso com a preservação da cultura e do meio ambiente. 

6.12.16

Delcley Machado é atração na véspera do feriado

Foto: Divulgação (enviada pelo artista)
Nesta quarta-feira, 7, véspera de feriado, o artista, que está com um novo trabalho a caminho, vai apresentar músicas autorais e de compositores imortais. A programação inicia com happy hour das 17h ás 20h e, a partir das 22h, segue com o show de jazz. Na Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Entrada R$ 10,00.

O músico guitarrista será acompanhado por outros grandes e renomados músicos da cidade, Jacinto Kahwage (teclados), Edvaldo Cavalcante (bateria) e Príamo Brandão (baixo).  “Vou tocar algumas coisas de outros compositores, como Enio Morricone, Pat Metheny, Dori Caymmi. Temporal, que dá nome a este show é o nome do meu terceiro disco que, aliás, levarei para disponibilizar na Casa do Fauno. Em janeiro inicio a gravação de um novo disco”, diz Delcley Machado, que atualmente também faz a direção musical do novo trabalho do violonista, cantor e compositor Mário Moraes.

Delcley adianta que em seu novo trabalho, conta com a parceria do poeta Jorge Andrade, de Zé Maria Siqueira, além dos músicos e também letristas Floriano Santos, Leandro Dias e Marcelo Sirotheau. “Eles me mandam a letra e eu faço a música e os arranjos. Gosto de fazer esse processo no estúdio, mas claro que já tem muita coisa pronta pra gravar”, diz ele e adianta aqui o nome do novo álbum, “Quintal”. 

“O título remete á intimidade, são canções, sambas, mas com tratamento jazzístico”, conclui ele que promete dar uma ou outra palhinha, já no show desta quarta-feira. Delcley Machado nascido no ano de 1973 e inicio na música por meio das rodas de choro promovidas pelo seu pai, músico veterano que participou como percussionista na Orquestra na Rádio Marajoara, em Belém.

Hoje com seus 25 anos de carreira é reconhecido pelo seu virtuosismo e técnica pessoal, já participou de vários trabalhos dentro e fora do estado e do País, dividindo palco com músicos como: Toninho Horta, Claudio Nucci, Zezé Mota, Fernando Merlindo, Nema Antunes, Ney Conceição, Lula Barbosa, Vital Lima, Walter Freitas e muitos outros.

O músico também tem participações em gravações e arranjos em discos dos principais artistas do Pará e do Brasil, hoje tendo em sua discografia três CD'S Intitulados: "Urbi Et Orbi", "Cordacesa" e "Temporal" é músico marcante na trajetória da música instrumental do Estado do Pará.

Serviço
Delcley Machado toca "Temporal", no Quintal Instrumental da Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Entrada R$ 10,00.

Diálogos: cinema e literatura na Casa das Artes

Cinema e literatura a partir da leitura do romance Lavoura Arcaica e a adaptação cinematográfica realizada por Luiz Fernando Carvalho. 

Estas questões estão no curso “Lavoura Arcaica e outros diálogos entre Cinema e Literatura”. Nos dias 6, 7, 12, 13 e 14/12, das 15h às 19h, na Casa das Artes. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no local ou pelo link http://migre.me/vCzWP.  Haverá emissão de certificados.

O curso será ministrado pelo jornalista e mestre em Estudos Literários pela UFPa, José Augusto Pachêco, e tem como objeto de estudo o livro “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar, e a obra cinematográfica homônima de Luiz Fernando Carvalho, entre outras adaptações literárias para o cinema. O curso se debruça sobre as análises possíveis no processo de adaptação como recriação da obra. Para tal estudo, a visão teórica de autores como Freud, Bataille, Marcuse e Nietzsche, em seus pontos convergentes, para melhor compreensão dos cortes, acréscimos e transgressões, presentes no estudo da adaptação literária para o cinema. 

O sentido de transcrição (ou releitura) da linguagem literária para a linguagem cinematográfica, remete aos primórdios da sétima arte, com o rito iniciático das ambições imagéticas de D.W. Griffith, sob a influência declarada das construções narrativas de Charles Dickens. E voamos mais longe, para fora do planeta, com o texto de Julio Verne (Da terra à lua) e H. G. Wells (Os primeiros homens na lua), sob o domínio do prestidigitador Georges Méliès no curta-metragem “Viagem à lua”. 

Os ventos modernistas trouxeram Picasso, Beckett, Stravinsky, Joyce, Andrade e outros visionários que imprimiram novos procedimentos do “fazer artístico”, enquanto o cinema, nascido no casamento perfeito entre mãos e técnica, foi lentamente se rendendo à narrativa linear da tradição de contar histórias, salvo as exceções autorais e independentes de tentáculos mercadológicos.

Na crença de que as linguagens não se sobrepõem, mas apontam para novas perspectivas de análise, a oficina tem como meta desvelar significados verbais e não-verbais nesta agonia, nesta tensão entre a palavra e a imagem.

Sobre o ministrante - Augusto Pacheco possui graduação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará. Pós-graduação Especialização em Imagem & Sociedade - Estudos sobre Cinema-UFPa. É autor da Monografia: “Os Maias. Diálogos entre a linguagem cinematográfica e a teledramaturgia brasileira”. Com Mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará, defendeu a dissertação: “Lavoura arcaica - diálogos entre cinema e literatura e outras interfaces”, que será base também neste curso.

Serviço
Curso “Lavoura Arcaica e outros diálogos entre Cinema e Literatura. Dias 6, 7, 12, 13 e 14/12, das 15h às 19h. Taxa: R$ 20.  70 Vagas. Local: auditório da Casa das Artes. Local: auditório da Casa das Artes. Praça Justo Chermont, 236 (ao lado da Basílica de Nazaré). Inscrições: http://migre.me/vCzWP

Percussionista Carlos Pial (MA) traz oficina a Belém

O músico maranhense atualmente morando em Brasília vai estar na cidade pelo projeto Ouro de Mina, um show em homenagem ao músico Papete, falecido em maio deste ano, a partir das 21h, no Fiteiro, como já divulgamos aqui no blog. Na sua estadia, olha que bacana isso, ele aproveita e soma com os músicos percussionistas de Belém, oferecendo uma oficina gratuita intitulada “Percussão Sem Fronteira”, que será realizada no mesmo dia do show, um puco mais cedo, às 16h, na loja Pro Music.

Pial acumula a experiência de ter tocado com grandes nomes da música nacional e internacional. São 20 anos de carreira, na área da música instrumental brasileira. Além de muitos shows, ele já tem quatro CDs autorais gravados: Maranhafricanizado (2002), Perfusão (2005), Etnia (2012) e Misturado (2014). E também já lançou dois DVDs, sendo um deles uma videoaula, “Cajon – Ritmos Brasileiros” (2013). Já o DVD Alquimia dos Sons, é um show gravado ao vivo em 2015.

Nessas duas décadas de estrada, Carlos Pial teve seu trabalho reconhecido durante o evento anual realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - Prêmio Universidade FM, como melhor música instrumental em 2003 e melhor percussionista em 2004, 2006, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.

Participou de festivais e eventos musicais por vários estados do Brasil e no Exterior –  I Festival de Música Instrumental (BNB) em Fortaleza e Crato (CE), em 2006 - Kulturfest – Mês da Cultura Alemã no Brasil, em 2007 - Guajajara das Artes em São Luís (MA), em 2007 - Turnê pela Europa (Alemanha, Suíça e Inglaterra), em 2007 - Amazônia das Artes (SESC) em Boa Vista (RR) e Macapá (AP), em 2008 - IX festival i instrumental de Cavalcante (GO), em 2013 - Festival de Jazz e Blues de Barreirinhas (MA), em 2014. 

Dividiu palco com grandes artistas nacionais e internacionais como Terry Winter, Oven Gray, Éric Donaldson, Naná Vasconcelos, Daúde, Jair Rodrigues e Negra Li. E também tocou com os conterrâneos Papete, Alcione, Sávio Araújo, Chiquinho França, Josias Sobrinho, César Nascimento, Flávia Bittencour e outros.

Seu nome e seu trabalho figuram, hoje, no rol dos grandes percussionistas do Brasil. Atualmente morando em Brasília, divide seu tempo ministrando aulas no Instituto Carlos Pial (ICP), realizando shows, gravando e ministrando oficinas e workshops pelo Brasil. 

Serviço
Percussão sem Fronteiras. Workshop dia 09 de dezembro às 16h - na PRO MUSIC – AV. João Paulo II, nº 1834 – MARCO – BELÉM/ PA. Inscrições no local - Evento Gratuito. Info: (91) 3352-6770.

5.12.16

Ouro de Mina - um show para homenagear Papete

"Ouro de Mina – Um sonho musical possível - Um  show para Papete". É assim que o projeto Ouro de Mina passou a ser chamado após a partida do músico Papete, em maio deste ano. Além da composição original com Erasmo Dibell e Murillo Rego, o show conta com as participações especiais de Carlos Pial, Rui Mário e Marquinho Carcará. A apresentação, em Belém, será nesta sexta-feira, 9, a partir das 21h, no Fiteiro. A entrada é 1kg de alimento não perecível.

O Projeto Ouro de Mina  nasceu com o objetivo de realizar um show musical inusitado, com repertório marcante, performances diferenciadas.

Incluiu intervenções literárias e mais que tudo a vontade suprema em fazer com que a platéia pudesse sentir toda a essência da musica apresentada, com ênfase à magia, aos mistérios, às lendas e à paixão que sempre permearam a música brasileira, muito embora algo inerente à música universal também pudesse ser alvo de outras performances, sempre dentro da escolha feita com a máxima exigência quanto à estética e à qualidade relacionadas à musica brasileira.

A ideia do projeto contempla o conceito da forma de executar música de qualidade, com ênfase para a formação de seus componentes, que desde a infância convivem com a ancestralidade cultural de sua terra, onde as lendas, mistérios, danças, ritmos e cânticos se mesclam em sintonia com a herança ali deixada pelos negros africanos da etnia Gêge. São esses negros que legaram ao Maranhão uma das mais belas culturas étnico-religioso-culturais, a Mina Gêge, resultante de uma maciça influência que os escravos processaram junto à população local.

As primeiras apresentações foram realizadas em 2013, pelo programa Caixa Cultural para ocupação de seus espaços, com absoluto sucesso e demonstrações de alegria, surpresa positiva e espanto por parte do público presente, que não imaginava poder assistir algo com aquele conteúdo e qualidades inquestionáveis. 

Na época, o músico Papete integrava o projeto, mas faleceu em maio deste ano, transformando de forma categórica a intenção inicial do projeto, dando um sentido de celebração à memória deste músico que foi de suma importância para o cenário artístico musical do País. José de Ribamar Viana, conhecido como Papete, nasceu na cidade de Bacabal, no Maranhão no dia 8 de novembro de 1947. 

Foi cantor, compositor e um importante percussionista brasileiro trabalhou como produtor, pesquisador e arranjador. Foi eleito um dos três melhores percussionistas do mundo quando participou do Festival de Jazz de Montreux na Suíça nos anos de 1982, 1984 e 1987. 

Acompanhou o músico italiano Angelo Branduardi na década de 80, se apresentou com o saxofonista japonês Sadão Watanabe, com Toquinho e Vinicius, e posteriormente com Toquinho, por treze anos fazendo com este mais de mil apresentações em mais de vinte países.

Trabalhou com os maiores artistas da MPB, como Paulinho da Viola, Miúcha, Rosinha de Valença, Paulinho Nogueira, Marília Medalha, Chico Buarque, Sá e Guarabira, Almir Sater, Rita Lee, Diana Pequeno, Renato Teixeira, Martinho da Vila, entre outros. 

Serviço
"Ouro de Mina  - Um Sonho Musical Posível - Um Sghow para Papete". Dia 09 de dezembro, às 21h, no Fiteiro Bar Av. Visconde de Souza Franco, às 21h. Entrada é 1kg de alimento não perecível. Patrocínio das Centrais Elétricas do Maranhão, Governo Estadual do Maranhão e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Adaptação de clássico traz temas atuais ao palco

A obra "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, é um clássico da nossa literatura, e continua mais atual do que nunca. É o que mostra  “Severino do Brasil”, que conta a história de um retirante nordestino para revelar a realidade atual vivida em todo o país nos dias de hoje. O espetáculo ganha curta temporada, nos dias 9 e 10 de dezembro, às 20h, no auditório da Fibra - Av. Gentil Bittencourt, 1144. Ingresso R$ 30,00 e R$ 15,00.

Leitura obrigatória para todos nós, brasileiros, o clássico de João Cabral de Melo Neto já teve também adaptações para televisão e para o cinema de animação, além do teatro. Mostrando a trajetória de Severino, que vaga pelo sertão e se depara com a morte, funerais de sertanejos, cujas mortes foram causadas pela seca.

O retirante segue em busca de trabalho até chegar a Recife, capital, achando que teria um futuro melhor, mas acaba indo morar nos mangues, onde várias famílias sobrevivem caçando caranguejos. "Morte e Vida Severina" é um auto, no qual, apesar de todas as mazelas sofridas pelas personagens, nasce uma criança, na noite de natal, significando que apesar de tanta morte, ainda, existe esperança na vida.

A obra  de João Cabral é de 1955, mas o espetáculo “Severino do Brasil”, adaptação recente para o teatro, traz à tona discussões importantes como a escassez, poses de terra, injustiças e as condições de miséria que estão no livro, e também continuam presentes no cotidiano do país, o que nos leva a crer que na verdade somos todos Severinos. Foi com este viés que o diretor Silvio Sá, da Sá Produções Artísticas conduziu sua montagem.

"Quando eu resolvi montar o “Severinos do Brasil”, eu quis dar um teor mais crítico. Mostrar que o retirante não está restrito só ao nordestino e, que  essa caminhada deixou de ser só do nordeste e passou a ser geral, de várias regiões do Brasil, que também estão sofrendo com isso", diz Sílvio Sá, diretor geral do espetáculo, realizado pela Sá Produções Artísticas.

Silvio Sá - Nascido na cidade de Belém do Pará, no dia 01 de maio de 82, o ator, diretor e produtor de teatro e cinema Silvio Sá possui 26 anos de carreira e é formado como ator pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal – UFPA, com rápida passagem pelo curso de Formação de Atores da Estúdio em Ação – PA.

Com especialização em interpretação para o cinema no estúdio de cinema e TV Fatima Toledo – SP, e em atuação para o teatro na CAL – Casa das Laranjeiras – RJ, Silvio já fez participação como ator em mais de 25 espetáculos, incluindo os premiados: Verde ver o Peso, Amor de Perdição, Morte e vida Severina, De morto e Louco todo mundo tem um pouco, e dirigiu 8 espetáculos, 4 curtas, participou de vários comerciais dentro e fora de Belém. 

Ficha Técnica
Direção: Sílvio Sá
Dramaturgia: João Cabral de Melo Neto
Produção: Jefferson Cartilho.
Produção Executiva: Amanda Mendonça
Social Média: Carla Renata Cruz
Realização: Sá Produções Artísticas

Apoio
Espaço Cultural Valmir Bispo
Antiquário dos Azulejos 
Fibra 

Elenco
Ana Glenda, Ana Paula, Bonnie Cabral, Crísllan Soares, Douglas Rodrigues, Geovanna Santos, Jefferson Cartilho, Lua Miranda, Luan Calderone, Lucas Serejo, Moisés Andrade, Rodrigo Moraes, Tarsila França, Valéria Nascimento, Vanessa Duarte, Victor Souza.

Serviço
Dias 09 e 10 de dezembro, sempre às 20h. Auditório da Fibra - Av. Gentil Bittencourt, 1144 - Nazaré, Belém – PA. Ingressos: R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia. Informações: (91) 982070426/ 983117969 (whats app).

Uma conversa sobre gestão artística independente

Fotoativa Portas Abertas conversa sobre gestão e programas de residência em espaços independentes, com convidados que trazem referências cruzadas de atuação desde outras localidades do país.  Nesta quinta-feira, dia 08 de dezembro, às 19h, com entrada franca.

A mesa inaugura o ciclo de debates do projeto "Não sou daqui, nem sou de lá", sobre gestão, curadoria e residência artística em rede, contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 12ª Edição, do qual a Fotoativa é parceira.

Na contemporaneidade, o artista tem assumido cada vez mais um papel multidisciplinar, de alguém que pensa sistemicamente os diferentes elementos políticos, sociais, econômicos e educacionais que conformam não apenas seu trabalho artístico, mas também os veículos, metodologias e plataformas que habilitam esta produção, ou seja, seus canais de circulação.

Galeria Peninsula, em POA-RS
No Brasil, não apenas, mas com grande força, e, principalmente, como modo de resistir às exigências institucionais do mercado de arte, esta tem se tornado uma estratégia recorrente entre artistas nas diferentes regiões - quando não a única maneira encontrada para viabilizar suas produções. 

Camila Fialho da Fotoativa (Belém/PA), Fernanda Brenner do Pivô (São Paulo/SP), Nadam Guerra do Terra Una (Liberdade/MG), Denis Rodriguez e Leonardo Remor, ambos da Península (Porto Alegre/RS) participam da mesa com mediação da artista e curadora Mônica Hoff (Florianópolis/SC). 

Em um primeiro momento, cada um deles apresentará seu próprio espaço e como se articulam seus programas de residência e intercâmbio. O segundo momento será pautado por questões que permeiam o dia a dia dessas estruturas, voltadas à investigação e difusão da arte contemporânea no Brasil.

Leonardo Remor
Andressa Cantergiani, Denis Rodriguez e Leonardo Remor são os 3 artistas-gestores do espaço Península, situado em Porto Alegre, e propositores do projeto "Não sou daqui, nem sou de lá". 

Dentre os temas a serem abordados, destacamos: os limites e negociações para a promoção de práticas artísticas em instalações históricas; as configurações formais desses espaços e as suas implicações; o entorno e o trabalho junto a comunidades específicas; o tipo e os sentidos de prática artística produzidos nestes contextos; o extenso volume de comunicação na formação das redes de atuação de espaços como estes entre outros.

Os artistas saem em residência nos 3 espaços em rede (Fotoativa, Terra Una e Pivô) e em seu retorno recebem um 4º artista, selecionado através de convocatória pública, em Porto Alegre. “Não sou daqui, nem sou de lá...” pretende com isso ser um projeto simultaneamente de formação, produção, debate, difusão e intercâmbio das práticas artísticas, curatoriais e de gestão realizadas nestes contextos.

Andressa Cantergiani, em performance na Galeria Peninsula 
Andressa Cantergiani realiza, neste momento, sua residência no Terra Una, em Minas Gerais, com o acompanhamento de Nadan Guerra. E Leonardo Remor, no Pivô, em São Paulo, com acompanhamento de Fernanda Brenner. 

Resultados - Em Belém do Pará, a Fotoativa é a anfitriã do projeto e está recebendo o artista Denis Rodriguez para uma residência artística, cujo trabalho desenvolvido culmina com a abertura de uma exposição no dia 11 de dezembro, a partir das 15h, dentro da programação do Circular campina Cidade Velha, em sua 15a edição. Ao longo de sua estada, o artista conta com o acompanhamento crítico-curatorial de Camila Fialho, do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Associação Fotoativa.

A quarta e última residência, a ser realizada em fevereiro de 2017 na Península, em Porto Alegre, contará com o acompanhamento da curadora Kamilla Nunes, de Florianópolis.  As inscrições estão abertas até 18 de dezembro. Informações aqui: https://goo.gl/rellD6 . O projeto prevê ainda a produção de uma publicação com o registro das experiências e debates e textos que buscam situar e refletir sobre tais práticas no contexto brasileiro.

Mais informações: Associação Fotoativa · http://fotoativa.org.br  -  (91) 9 8060-1418 · (91) 9 9250-9990 · (91) 3225-2754. Travessa Frutuoso Guimarães, 615 · Bairro da Campina · Belém/PA

1.12.16

VKTrio mostra Jivelox 10 anos no Sesc Boulevard

Depois de se apresentar, em outubro, no Teatro Waldemar Henrique, e em novembro, na Casa do Fauno, o VKTrio leva o show dos 10 anos do CD Jivelox ao público do Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho Frabça, em frente à Estação das Docas), nesta quinta-feira, 1, a partir das 19h. Entrada Franca.

Formado por Vadim Klokov (piano), Carlos "Canhão" Brito (bateria) e Antonio Salazar Cano, o grupo produz um som intrigante, onde jazz, erudito e blues se misturam, resultando em um som potente e estimulante. 

O trabalho do VKTrio foi retomado este ano com a volta de Vadim Klokov a Belém desde meados deste ano. Conhecido no meio musical paraense, por seu trabalho erudito como Fagotista, seu instrumento de estudo e pesquisa, no VKTrio ele assume o piano para trazer o ‘espírito’ Jivelox à tona e também mostrar novas composições executadas pelo trio.

O VKTrio surgiu em 2009, quando Vadim e Carlos  “Canhão” (A Euterpia e Albery Project) moravam em São Paulo. “Na época morávamos junto numa casa dividida por vários músicos onde começamos a ensaiar”, conta Vadim. 

“Depois se juntou a nós Saulo Rodrigues, um excelente baixista de Atibaia (SP), e com esta formação se apresentaram em várias casas e clubes de Sampa”, relembra ele que em Belém fez o convite a Tom (A Euterpia e O Não Lugar) para assumir o baixo.
CD Jivelox traz participações especiais

O neologismo da união das palavras Jiv - vivo, raiz da palavra vida em russo, e Velox - veloz em latim – Jivelox significa "vida intensa", dando nome ao primeiro CD do músico russo Vadim Klokov, gravado no Brasil, influenciado pelas transformações que as diferenças entre Moscou e Belém lhes suscitaram. 

O álbum levou quase dois anos pra ser concluído, foi lançado em 2006. Reúne 15 composições com as influências do erudito, rock, rock progressivo e estará à venda no Waldemar Henrique.  Traz participações especiais de Luís Pardal, Delcley Machado, Daniel Delatuche, Albery Albuquerque, Príamo Brandão, Any Lima e outros. 

“Esse trabalho desenvolveu-se sob as graças das transformações que as diferenças culturais entre Moscou e Belém suscitaram em mim”, reflete o músico. As letras em russo foram compostas por Vadim; as inglesas têm parceria de Isabela de Luca; e os versos em português são de Carolina Diniz e também de Isabela de Luca. Todos os arranjos são de Klokov, que junto com o músico Elton Brandão, produziu a obra.

O encarte tem a figura de uma obra do ilustrador peruano, naturalizado norte-americano, Boris Vallejo, que cedeu a imagem depois de ouvir o CD e se apaixonar pelo trabalho.  O CD teve apoio da loja Ná Figueredo, responsável pela parte gráfica e venda. E as fotos do encarte são de Walda Marques.

Vadim atuou como músico e professor da Fundação Carlos Gomes, Universidade do Estado do Pará – UEPA – e tocou na OSTP – Orquestra Sinfônica do teatro da Paz. Em 2006, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Pró-Música, Orquestra Sinfônica da Petrobras. Em 2007 mudou para Tebas, pequena cidade de Minas Gerais, onde começou a criar projetos independentes. Em 2009 foi morar em São Paulo. Voltou várias vezes à Moscou, mas continuou voltando como músico convidado para o Festival Internacional de Música do Pará. 

Agora, ele planeja outras participações do VKTrio em festivais de música no país e no exterior, além da gravação de um novo disco. Além de músico, o artista também é artista plástico e está com exposição aberta até meados de dezembro, na Casa do Fauno (Aristides Lobo, 1061 - Reduto). "Banquete Amazônico" reúne nove telas inspiradas nas experiências de Vadim, que vive entre a cultura russa e paraense. 

28.11.16

Estúdio Reator comemora 05 anos de performance

Dia 30 de novembro, o Estúdio Reator abre as suas portas para receber artistas da performance de Belém, Salvador e Montevidéu. A programação marca os cinco anos do espaço experimental e apresenta trabalhos do projeto Conexão Curimbó. A programação é gratuita e começa as 20h.

Desde 2010, quando iniciou suas atividades, o Estúdio Reator já foi o "palco" e o laboratório para espetáculos diversos, híbridos, de várias linguagens. Dança, teatro, performance, música, instalação sonora, fotografia, vídeos, projeções. 

Criado e conduzido pelo cenógrafo, diretor e performer Nando Lima e vários colaboradores, o Reator se coloca entre o sonho e o irreal, o absurdo e a realidade. Em 2015, extrapolando seu espaço físico, iniciou o ano com uma ocupação na Casa das Onze Janelas, o Museu de Arte Contemporânea de Belém, que depois foi parar no Funarte, em Brasília. Este ano desenvolveu um projeto que misturou performance, projeções e memória, transitando entre dois bairros da cidade, no projeto "Reator Eterno", premiado pelo Rumos Itaú Cultural.

Acreditando na experimentação da performance, na troca artística e sensorial, em produzir coisas que possam tirar o outro de seu cotidiano, o Reator comemora cinco anos e oferece ao público a Mostra de Performances do Conexão Curimbó, projeto que este ano reuniu em residência artística, intérpretes de Curitiba, Salvador, Manaus, Brasília, Recife, Santarém e Belém. Durante o processo de construção de cada trabalho, os artistas participaram de oficinas com os pesquisadores e coreógrafos: Jai Bispo, Márcio Nonato, Daniel Moura, em parceria com os músicos Edson Santana, Ricardo Costa, Armando de Mendonça e Diego La Percussa.

Mostra de Performance Conexão Curimbó

Fotos: Suane Melo
Os trabalhos a serem apresentados, se posicionam no campo da arte experimental sem obedecer a fronteiras rígidas entre linguagens e modos de expressão.

Daniel Moura abre a mostra com a performance “Protocolo.DOC”. Danilo Bracchi segue com “Uma Coreografia para Minha Calça”. A uruguaia Patrícia Mallarini apresenta “Retorno”. Cleber Cajum trás “Casa de Caba”. E, encerrando a noite, no espaço externo ao Reator, o baiano Márcio Nonato performa “O que é Isso - Exp. 01: Adiadne”. Cada performance dura de 10 a 15 minutos.

O realizador do projeto, o coreógrafo e pesquisador Danilo Bracchi, reafirma a necessidade de implodir conceitos do corpo em uma época marcada por revisões de paradigma de civilização, inclusive de ordem biopolítica.

“O Conexão Curimbó busca um outro corpo na cena contemporânea, e se quer um espaço de convívio e implosão de antigos valores tanto na dança quanto na formação cidadã. Tão importante quanto experimentar novas linguagens artísticas é ser um laboratório de viver com o outro”, afirma o coreógrafo paulista radicado em Belém.

Serviço
Mostra de Performances - 05 anos do Estúdio Reator. Horário: 20h. Endereço: Trav. 14 de abril, nº 1053, ao lado do Yamada Plaza. Entrada franca.

(Holofote Virtual com Assesoria de Imprensa)

Os indígenas nos festivais de cinema da Amazônia

Vicente Carelli em filmagens nas aldeias
A causa indígena foi presente nos  festivais de cinema realizados este mês na região norte. O 7o Festival Pachamama, no Acre, a 7a Mostra de Cinema da Amazônia , no Pará, e a 14ª edição do Cineamazônia, festival latino-americano de cinema ambiental, em Rondônia, que trouxeram o tema à tona.

Exibição de documentários, em Rio Branco, e presença de indígenas, de várias etnias, em Belém e a homenagem à Krenak, em Porto Velho (RO).

Destacando a temática sob outra perspectiva para o público, vista de longe das lentes da mídia convencional, o longa "Martírio", do cineasta e documentarista brasileiro Vicente Carelli, foi exibido na abertura da Mostra de Cinema da Amazônia, em Belém, na última segunda-feira, 21, e na sexta-feira, 25, no Festival Pachamama, em Boa Vista, dentro da Mostra Competitiva de Longas, da qual saiu premiado como Melhor Filme.

Na abertura da mostra paraense, a exibição de "Martírio" foi precedida por um momento ritualístico. Indígenas de várias etnias chegaram ao hall do Ismael Nery, no Centur, e o atravessaram, cantando em ritual, até o cine Líbero Luxardo. No palco, deram boas vindas ao público e com palavras sobre sua cultura nos anteciparam questões de luta indígenas que veríamos ainda no documentário de Vicente Carelli.

Abertura da Mostra de Cinema da Amazônia
O documentarista acompanha, por  três décadas, a jornada dos índios Kaiowa, para retomada de suas terras tomadas pela expansão do agronegócio.

O cinema tem não só servido de porta voz dessa causa, como tem a sua própria voz. Nem sempre, porém, o que vemos são seus belos rituais ou imagens do cotidiano de uma cultura que luta para preservar suas tradições e garantir seus direitos.

Em "Martírio", entre tantos outros aspectos e momentos da história, abordados, é chocante ver os registros feitos por uma câmera deixada por Vicente, em uma das aldeias que visitou no Mato Grosso do Sul. Nessa hora, passamos a testemunhas de um ataque de policiais, que atiram em direção à casa, em que crianças, jovens e velhos indígenas vivem em permanente estado de terror, em um pedaço já muito restrito.

"Martírio" é um filme obrigatório para todo mundo. Emociona a resistência dos Kaoiwá, a determinação de pegar de volta o que há centenas de anos lhes vem sendo tomado. Preferem tombar, a recuar. E também é espantoso e nos indigna, porque mostra o lado obscuro das manobras políticas que tentam impedir a todo custo a Funai em autorizar a demarcação às terras dos Kaiowa. Todo mundo precisa ver esse filme, repito.

Em Porto Velho um grande líder é homenageado

Krenak recebe o Mapinguari, em Porto Velho


O Cineamazônia abriu na quinta (24), homenageando Ailton Krenak, uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro. Ele recebeu o cobiçado Troféu Mapinguari do festival, como reconhecimento a sua importância na luta. 

"Foi como se tivesse sido uma grande aula de vida. A homenagem feita pelo Cineamazônia ao militante das causas indígenas Ailton Krenak transformou-se num momento de crítica ao atual momento da vida política do Brasil e, principalmente, um manifesto pelo respeito à diversidade, à identidade e ao meio ambiente", escreveu o jornalista Ismael Machado, que acompanhou a cerimônia realizada no Teatro Banzeiros. 

No palco, Krenak emocionou a todos. "Se os meninos crescem, vão para a escola, aprendem aquelas matérias básicas, fazem isso que chamam de ensino médio, batalham um curso técnico, vão para a universidade, vão se especializar em alguma coisa e na hora de exercer a sua profissão, eles vão cair na mão dessas corporações irresponsáveis, que vão um dia encher uma barragem de lama e derramar ela em cima de um rio, deixam a perspectiva de futuro duvidoso para as futuras gerações", disse Krenak.

Discurso para uma plateia emocionada
Ailton Krenak foi a liderança central na luta indígena dos anos 1980 que culminou com a garantia de direitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988. É um dos fundadores da União das Nações Indígenas e a Aliança dos Povos da Floresta, além do Núcleo de Cultura Indígena, o Programa de Índio (Fonte: Agenda Porto Velho) 

"Um dos grandes momentos da homenagem feita à liderança indígena ocorreu quando foram exibidos trechos do histórico discurso de Ailton Krenak na Comissão Constituinte em 1987. Na ocasião, um ainda jovem Krenak falou emocionado que a Constituição de 1988 seria um retrocesso para os índios, enquanto pintava o rosto de negro, como luto. Krenak reviu essas imagens de forma emocionada. Lamentou que muita coisa ainda esteja por ser feita. Um exemplo lembrado na cerimônia foi que até agora, a atual presidência não sinalizou a escolha de um novo presidente para a Funai, que está sem comando", relata Ismael Machado.

É preciso dar mais voz 

Cena de "Martírio"
Os festivais da região norte, o cinema e o audiovisual como um todo, têm somado para a difusão de diversos outros temas ligados ao meio ambiente na Amazônia.

A causa indígena, de âmbito internacional, é uma das mais importantes e talvez seja necessário fazer mais, muito mais para chamar atenção do mundo. "Martírio" nos deixa perplexos diante de tanta hipocrisia em curso para a devastação não só da floresta como de todos os povos da Amazônia.

Dos três festivais, a Mostra de Cinema da Amazônia, ainda segue em Belém e depois se expande para outros municípios paraenses, até dia 6 de dezembro. O Cineamazonia e o Pachamama encerraram no último sábado, 26. O próximo festival na região é o FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, de 8 a 10 de dezembro, no município de Bragança, Pará.