18.7.17

Daniel dú Blues e Vai Filipe na 2a Mississipi Night

Prestes a lançar EP, Daniel Dú Blues faz mais uma edição da Mississippi Night, com Vaifilipe, no Apoena, próxima quinta-feira, 20.  Enquanto apresentam os clássicos do blues, a dupla também traz um aperitivo dos trabalhos autorais que estarão disponíveis ao público em breve.  

Não é à toa que o Estado Norte Americano dá nome à noite de blues. Berço do estilo musical, foi em Mississipi que  surgiram os primeiros e principais cantores, como B. B. King e o lendário Robert Johnson. Mesmo depois de quase um século, os novos músicos de blues costumam se inspirar nos originais e as composições clássicas continuam sendo cultuadas.

Por isso mesmo, canções das décadas de 40, 50 e 60 voltam ao repertório da apresentação, após o sucesso do primeiro evento realizado em junho, quando Filipe Faraon também tocou duas de suas músicas autorais instrumentais, uma delas, "Kill Bill", foi lançada e consta na programação da Rádio Cultura; a outra está quase pronta e logo estará no Soundcloud do guitarrista.

Daniel Dú Blues tem cinco músicas prontas de seu primeiro EP, a ponto de sair da fábrica para ser vendido, com apoio do selo Ná Figueiredo. Há parcerias com Nilson Chaves, Vaifilipe e da banda Carcaça de Playboy, da qual Daniel fez parte e que volta à ativa como participação especial. Mas essas músicas prontas e ensaiadas não fazem parte do show de quinta-feira. 

Maurício Panzera e Vaifilipe
O guitarrista resolveu mesclar outras canções autorais, em meio aos blues clássicos que deve apresentar. "A gente vai fazer um grande lançamento do meu EP, por isso ainda não quero antecipar o que vai rolar. Mas tenho tocado outras autorais, que farão parte do álbum completo, quando for lançado", explica Daniel.

A segunda edição da Mississippi Night repete a participação especial de Arthur Bestene, que canta The Doors. A banda é composta por Alípio Catete, Rafael Faraon e Maurízio Panzera. Tem também participações especiais com Elias Cadete, DJ Sandro Picolé, DJ Kauê, o guitarrista Carlos Solaris e o gaitista André Araújo. Além da banda Carcaça de Playboy, com Beto Crimson e Ícaro Suzuki.

Serviço
Show Mississippi Night com Daniel Dú Blues e Vaifilipe. É no Apoena, quinta-feira, 20, às 20 horas. Ingressos R$ 10,00. Av. Duque de Caxias, 450 - Marco.

12.7.17

Festival abre espaço aos ritmos latino amazônicos

Guitarrada das Manas marca presença
O Festival Latinidade iniciou ontem, no anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação das Docas, com a discotecagem do DJ Azul, e o show de Félix Robatto + Guitarrada das Manas. Nesta quarta-feira, 12, tem Pinduca, que convida Bruno Benitez, e amanhã (13), Mundo Mambo, que convida o violonista Nego Nelson. Entrada franca.

Fotos: Caio Romano

O festival vai até amanhã. Em todos os dias, o DJ Azul marca presença, a partir das 18h. Ontem depois de seu precioso set de música paraense, Félix Robatto entrou em cena e não deixou ninguém parado e muito menos com medo de chuva. A água que caiu só serviu pra deixar a plateia mais agitada.

E hoje tem novidade. Para o show desta quarta-feira, 12, Pinduca preparou um repertório especial, com carimbós e músicas com pegadas mais latinas de sua obra. O músico e cantor Bruno Benitez diz que se sente honrado em dividir o palco com ele que é um dos grandes medalhões da música paraense.

Paraense não é tapioca, mesmo!
“Hoje é um daqueles dias que dá um frio na barriga. Terei a honra de cantar uma música com o grande Pinduca, um cara importante. Vou cantar “Cavalo Velho”,  que é um clássico latino. Pinduca me falou que estava passeando pela Colômbia, quando ouviu pela primeira vez, comprou o disco e se apaixonou. Fez uma versão que vamos cantar, ele em português e eu em espanhol”, diz Bruno Benitez.

O Festival Latinidade é mais um espaço que dá voz a um movimento musical cada vez mais notório, que nos traz de volta nossas raízes latino amazônicas. Tem muita gente compondo e tocando lambada novamente, guitarrada, cúmbia, que são as máximas desses gêneros que nos ligam com a América Latina. 

O evento vai encerrar nesta quinta-feira, 13, com show  do grupo Mundo Mambo, que já tem 15 anos de trajetória. O grupo nasceu com objetivo de tocar música latina e acabou sendo agraciado pelo novo movimento da música paraense que trouxe de volta os ritmos de influências latinas. Além de tocar seu repertório latino amazônico, o grupo vai receber um dos maiores violonistas paraenses, Nego Nelson, com trajetória de mais de 30 anos.

Muita ginga latino amazônica
“Também vou tocar com o Mundo Mambo, fui um dos fundadores, e hoje a gente se encontra pelos festivais e mostras de música. Vamos fazer um excelente show a ainda termos oportunidade de tocar com Nego Nelson, sou fã”, diz Brno Benites.

Idealização da MM Produções, com incentivo da Lei Tó Teixeira, Prefeitura de Belém e patrocínio da Unama, instituição do Grupo Ser Educacional, o festival iniciou em março, no Teatro Margarida Schivasappa, seguiu em mais quatro finais de semana, em junho, no Fiteiro, e está encerrando agora, ao ar livre, com entrada franca, na Estação das Docas. 

“O festival é mais um espaço para o reconhecimento da nossa pluralidade musical, que ganhou fôlego nos anos 40 e 50 pelas ondas do rádio”, diz Márcio Macedo, produtor e idealizador do projeto.

Festival de verão abriu com Félix segue até quinta-feira, 13
O festival não poderia estar encerrando de maneira melhor. A presença boa de público, mostra que, além da produção ter acertado nas atrações, que Belém esta carente de programações neste período. O local também foi acertado, pois oferece mais segurança e estacionamento para quem vem com a família de carro. 

“Para o ano que vem pretendemos aprimorar este formato que começa no teatro, passa pelos salões para dançar e encera ao ar livre, trazendo pessoas de todas as idades que curtem a nossa boa música paraense. Para os artistas esperamos que este seja mais um espaço para que mostrem suas produções. Ganhamos todos, estamos felizes”, finaliza Márcio Macedo.

Filipe de Maria mostra músicas de seu primeiro EP

Filipe de Maria apresenta o show “Iluminar”, que traz repertório variado, incluindo “Iluminar”, música que dá título do EP de estreia do cantor, cujas canções serão mostradas, em primeira apresentação pública, nesta quinta-feira, 13, a partir das 22h, na Casa do Fauno. O músico será acompanhado por Alexey Moreira, no contrabaixo, Edinho Quaresma, na guitarra, Johnathan Botelho, teclado e sanfona, e Samir Barroso, na bateria. E ainda, as participações das cantoras Lívia Mendes e Malu Guedelha.

O som de Filipe traz uma sonoridade livre de rótulos de estilo, que pode soar folk, rock, blues... soa mesmo como música que é feita sem compromisso com o pensamento usual e formas convencionais, mas com a verdade musical do artista. Além de cantar, Filipe também toca o violão e gaita.  Há dois anos trabalhando na carreira, uma fase de descoberta musical, onde ele pôde trabalhar em cima de composições que entraram no EP.

“Fiz uma busca por sonoridades, estilos e conceitos pra esse primeiro trabalho. O iluminar é o início de tudo, ele marca toda essa trajetória até o presente momento, além de ser também o início de um novo tempo na minha carreira. O EP traz cinco canções, que representam toda essa proposta envolvendo a música em várias dimensões, estilos e sons. O estilo é diverso envolvendo sons derivados do rock, do folk, blues além de uma linguagem pop da música brasileira que são bem presentes neste EP”, diz Filipe.

O EP contou com a parceria de músicos reconhecidos no cenário musical, como Tiago Belém, Joel Leal, Alexey Moreira e o guitarrista Kim Freitas que produziu com Filipe algumas das canções. “A pluralidade de ideias e a música multiforme foram os grandes segredos deste trabalho. No Iluminar, a união e a mistura fizeram a diferença no resultado”, comenta o artista. 

Após a apresentação do show na Casa do Fauno, o músico pretende circular com o trabalho em outros espaços. Em agosto (6), o EP será lançado no YouTube e SoundCloud e logo também estarão em outras plataformas e lojas virtuais, além da versão física que será vendida nos shows. 

“Nesta quinta faremos um pocketshow repleto de música e expressão. Além das canções do EP, mostraremos também algumas outras músicas que fazem parte desse processo de descoberta na carreira até aqui. Conto com uma banda de apoio afiadíssima, além da participação de duas grandes amigas e cantoras da nova geração, Lívia Mendes e Malu Guedelha”, reforça ele.

Serviço
Casa do Fauno. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Mais informações: 91 98705.0609.

11.7.17

Tem “Amostra Aí” de Verão no Casarão do Boneco

Programação infantil de qualidade para a criançada. A dica é o Amostra Aí do Casarão do Boneco, com a história “O menino do rio doce” e o espetáculo “Sorteio de Contos”, além da exposição de bonecos, comidinhas e loja com brechó, livros, CD’s e DVD’s de produções locais. Neste sábado, 15, a partir das 18h30.

Leonel Ferreira, ator da Cia de Teatro Madalenas traz contação inspirada na obra de Ziraldo. Valendo-se de uma linguagem em que é poesia e prosa, ao mesmo tempo, a história conta a vida de dois personagens - um menino e um rio. “O menino tinha certeza de que havia nascido no dia em que viu o rio. Na sua memória, não havia nada antes daquele dia. Os dois se misturam e se completam como uma coisa só até que o tempo defina os caminhos por onde seguir.”

Logo em seguida, Lucas Alberto, ator integrante da Cia Sorteio de Contos, apresenta o espetáculo “ Sorteio de Contos”, estreando uma história nova que pode ser sorteada, pois o espetáculo conta com um jogo de cartas, que são sorteadas com o público e assim as histórias vão sendo contadas. É um espetáculo teatral fundamentado em 3 brincadeiras tradicionais de roda: O coco-de-roda, o samba-de-roda e a capoeira- angola.

Ambos os trabalhos são de integrantes do coletivo que ocupa o Casarão do Boneco, e que tem mantido programações mensais na casa, tanto para manutenção do espaço enquanto uma referência de apresentações teatrais buscando formação de plateia, mas também um local de pesquisa, ensaio e produções de diferentes linguagens.

A programação é PAGUE O QUANTO PUDER, você pode contribuir de outras maneiras entrando em contato com os organizadores que estarão presentes no dia do evento, e pra saber mais sobre as atividades que são desenvolvidas.

Serviço
Amostra Aí. Neste sábado, 15, a partir das 18h30, no Casarão do Boneco. Av. 16 de Novembro, 815. Ingresso: Pague o quanto puder.

10.7.17

Festival Latinidade esquenta o verão do paraense

Lambada, merengue, cúmbia, mambo, carimbó, guitarrada, salsa e música latina, com Félix Robatto, Pinduca, Bruno Benitez e Mundo Mambo. De terça, 11, a quinta, 13, a programação começa às 18h, com a discotecagem do DJ Azul, o cara o MusicaParaense.Org. As atrações iniciam às 19h30. Tudo com entrada franca, na Estação das Docas, ao ar livre, na beira do rio.

Félix Robatto abre a programação nesta terça-feira, 11, trazendo seu trabalho autoral, com músicas de seus dois discos “Equatorial Quente Úmido” e “Belemgue Banguer”, composições do grupo La Pupuña e ainda a participação de Renata Beckman, guitarrista que também atua na Orquestra Pau e Cordista de Carimbó, e da multi instrumentista Beá Santos, que compõem o projeto Guitarrada das Manas. 

O guitarrista e percussionista, que fundou a banda La Pupuña e produziu discos de Gaby Amarantos e Lia Sophia, e assina a direção musical do DVD Mestre Vieira - 50 Anos de Guitarrada, já vem animando as quintas-feiras de Belém com a Lambateria, no Fiteiro, e promete novas emoções para o Festival Latinidade, no qual se apresentará pela segunda vez, pois foi um dos convidados do show de lançamento do festival, ainda em março. 

O carimbó do rei e a veia latina do festival

A quarta-feira, 12, é dia de rei. Pinduca, que dispensa maiores apresentações, vai fazer um show bem “misturado”, como ele mesmo disse a pouco no telefone ao Holofote Virtual. 

“Vou pegar músicas mais antigas e mostrar um repertório mais latino, combinando com o festival”, afirmou. 

Será um show de grandes sucessos de sua carreira nos mais variados estilos musicais paraenses e também latinos como os merengues, comacheras, rumbas e outros. Neste show, ele terá como convidado o guitarrista e multi instrumentista, Bruno Benitez, 

O cantor e músico tem 38 discos gravados, em 44 anos de carreira, de 1973 a 2017, onde se inclui vinis e CDs, além do primeiro DVD, intitulado “40 Anos de sucesso do Rei do Carimbó”, gravado em junho de 2006 e o segundo, intitulado “Gente do Norte”, gravado em junho de 2013 no Portal da Amazônia. Pinduca já fez shows por quase todo o Brasil e apresentações na América Latina, África e Europa. 

O Mundo Mambo encerra o festival, na quinta-feira, 13, trazendo como convidado o violonista Nego Nelson. No repertório tem salsa tradicional, fusões de ritmos paraenses e releitura da obra dos compositores amazônicos.  O grupo é formada pelo músico Bruno Benitez: Percussão, guitarra e voz; Josibias Ribeiro: Trombone; Harley Bichara: Sax e flauta; Daniel Delatuche: trompete; Bruno Mendes: percussão; Daví Benitez: piano e Beto Taynara: Contrabaixo.

Itinerância iniciou em março

O festival é uma idealização da MM Produções, com incentivo da Lei Tó Teixeira, Prefeitura de Belém e patrocínio da Unama, instituição do Grupo Ser Educacional. 

Criado com objetivo de trazer ao público uma fatia generosa da produção musical paraense, com influência dos ritmos latinos em nossa região, o  Festival Latinidade foi lançado em março deste ano, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, com Bruno Benitez e participações de Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem, e Félix Robatto. 

De caráter itinerante, voltou à cena no mês de junho, com quatro shows realizado no espaço Fiteiro. No dia 9 de junho, Bruno Benitez, o anfitrião do festival, recebeu a banda Warilou, e no dia 16, o Arraial do Pavulagem. Em seguida, no dia 23, o evento conotu com o show O Brega é Rock, com Joelma Kláudia e Mahrco Monteiro, e fechando o mês, na sexta-feira, dia 30, teve a participação do show da banda Fruta Quente.

Serviço
Festival Latinidade. Dias 11, 12 e 13 de julho, das 18h às 22h. No anfiteatro São Pedro Nolasco, Estação das Docas. Entrada franca.

2.7.17

Retratos Imaginários de Petchó Silveira em Belém

Antes mesmo de ser inaugurada oficialmente, a Vila Container recebe, na próxima quinta, 6, a exposição Retratos Imaginários,  de Petchó Silveira, inaugurando a galeria Azimute, que integra um novo empreendimento cultural na capital paraense. A visitação poderá ser feita até o dia 17 de agosto, gratuitamente.

Na série de obras, o artista usa pinceladas carregadas e cores fortes para expressar a fragilidade e a efemeridade humana. As referências dos trabalhos vêm de fotografias garimpadas em livros, revistas e na internet. “Uso essas imagens como ponto de partida para minhas pinturas, me apropriando de suas imagens e imaginando suas histórias”, diz o artista, que expõe individualmente pela primeira vez graças à galeria Azimute.

As experiências artísticas de Petchó Silveira começaram no início da década de noventa, quando encontrou na pichação uma maneira de se expressar. Pouco depois, naturalmente buscou contato com outras linguagens artísticas. Na fundação Curro Velho, se aprofundou nos estudos com a orientação de artistas plásticos como Jair Junior, Elliene Tenório, mestre Nato, Jocatos e Acácio Sobral.

Em 1999, participou do 8º Salão Primeiros Passos do Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU), no qual veio a ser o primeiro colocado na edição de 2002. Em 2000, participou de oficinas de gravura e xilogravura, além de workshops de escultura no extinto Instituto de Artes do Pará (IAP).
Tem obras no acervo do próprio CCBEU, no de colecionadores particulares de Belém e de outros estados. Atualmente trabalha com pinturas figurativas.

Vila Container - O espaço tem inauguração oficial prevista para o mês de agosto e outras informações mais detalhadas devem ser divulgadas em breve.

Destinado a empreendimentos e eventos culturais em geral, tem como objetivo de movimentar e fomentar a produção cultural da cidade, tornando-se uma extensão do espaço público, apostando na consolidada tendência internacional de utilizar containers para juntar empreendedorismo e moradia.

“Nosso objetivo é fomentar arte e cultura em um ambiente privado com cara de público. É um espaço que será acessível a todos que queiram expor sua arte e ainda colaborar em outras instâncias. Queremos atrair pessoas dispostas a construir uma nova história de incentivo aos interesses do setor criativo da cidade”, comenta Almir Trindade, um dos idealizadores do Vila Container.

Serviço
Galeria de Arte Contemporânea Azimute - Vila Container - Avenida Magalhães Barata, número 62. Entre 14 de Março e Alcindo Cacela. Das  9h às 19h. Mais informações: (91) 99100-5634 / (91) 98017-9935. 

Escurinho realiza oficina e dois shows em Belém

O músico pernambucano Escurinho faz o show "Mùsica Nua", em Belém. Na sexta, 14, no Sesc Boulevard, e sábado, 15, além da apresentação, ministra uma oficina de percussão na Casa do Fauno. A inscrição já está aberta e custa R$ 35,00 e pode ser realizada no local. Vagas limitadas. Mais informações pelo fone 91 98705.0609.

Escurinho é compositor, cantor e percussionista, atuante também no teatro, como ator, e na criação de trilhas. Sua formação musical vem da infância quando acompanhava o pai, que se apresentava cantando em festas e a convivência com as manifestações populares do interior do nordeste. Em Catolé do Rocha, na década de 70, fundou com alguns amigos, entre eles o cantor paraibano Chico César, o grupo “Ferradura”, marcando os festivais e shows do sertão paraibano.

A oficina ministrada por ele será realizada das 14h às 17h, destinada a qualquer pessoa que se interesse em conhecer ritmos como o baião, xote, coco, ciranda, maracatu, forró e outros. Ele apresentará aos participantes, a utilização de instrumentos convencionais e não convencionais, do corpo e da voz, dando prioridade a elementos rítmicos da cultura Nordestina, tais como os instrumentos convencionais zabumba, pandeiro, triângulo, maracá, alfaia, agogô, caixa e outros, e instrumentos não convencionais, como chapas de zinco, cano de pvc, garrafas de vidro e plástico, cadeira, mesa e outros). 

“Este trabalho tem como objetivo despertar nas pessoas seu lado criativo através da musica, incentivar o interesse pelo trabalho coletivo através da formação de bandas e de grupos de estudos, incentivar o interesse pela cultura nordestina, como nossas crenças, danças, costumes e canções da nossa tradição e ajudar a compreender o corpo como fonte sonora”, diz o músico.

Escurinho tem um trabalho conhecido por agregar regionalismo com pesquisas de sons indígenas e africanos numa combinação explosiva com o rock. Interprete performático, pesquisador da música nordestina, com trajetória de quase 30 anos de carreira, quatro CDs, um DVD e turnês nacionais e internacionais realizados. 

Acústico traz repertório da carreira do músico

O show “Música Nua” traz em versão acústica músicas de diferentes épocas de sua carreira, com participação de Jr. Espínola. É um show de percussão, cordas e músicas com pouca roupa. 

“As canções nascem geralmente forjadas por um instrumento melódico ou de ritmo, ou simplesmente só pela voz. E permanecem por um tempo, nuas, quer dizer, sem arranjos que lhe der um sotaque, uma personalidade ou um estilo. Pressuponho que naturalmente, elas por si só já trazem tudo isso em se, mesmo nuas ou seminuas”, diz. 

“Para vesti-las com essa roupagem mínima trago, além da minha percuteria, o violão e a guitarra de Jr. Espinola, apresentando músicas do seu CD Cine Parahyba”, comenta o músico. “O público terá oportunidade de ficar mais próximo do palco e dialogar com as canções”, finaliza Escurinho. No repertório, estão músicas como Fantasma, Budismo Moderno, Savanas, Camisa Amarela, Boi Tungão, Cadê as Flores, Usura, Sai de casa e Lá vem a onda. 

Jr. Espínola é guitarrista paraibano, que começou a estudar música em 1978 em João Pessoa e já morou em vários lugares onde fez diversos cursos, dos quais se destaca Música Popular Brasileira, na Escola Música de Minas (MG), fundada por Milton Nascimento e Wagner Tiso.

Em Los Angeles (EUA), graduou-se em Guitarra e Engenharia de Som na GIT & RIT Musicians Institute. Cursou Engenharia de Som na escola Rio Música, no Rio de Janeiro, e no Instituto de Áudio e Vídeo (IAV), em São Paulo, já tocou com vários músicos paraibanos e atualmente faz parte do cash da banda de Escurinho.

Serviço
Oficina de percussão com o percussionista Escurinho, das 14h às 17h. Inscrições - R$ 35,00 -, na Casa do Fauno - R. Aristides Lobo, 1061. Mais informações: 91 98705.0609. O show "Mùsica Nua" será apresentado, na sexta, 14, às 19h, no Sesc Boulevard, com entrada franca, e na Casa do Fauno, às 22h, no sábado, 15 de julho. Couvert R$ 15,00.

1.7.17

Daniel Esteves autografa livros na Casa do Fauno

Em visita relâmpago a Belém, o roteirista Daniel Esteves, do selo Zapata Edições, autografa, neste sábado, às 20h, a série “São Paulo dos Mortos” e o livro “Por Mais Um Dia com Zapata”. Na oportunidade, o público bate papo com ele, que também é professor de HQs na escola HQ em FOCO, em São Paulo. O blog o entrevistou enquanto ele passeava pela cidade, que por sinal, ainda não conhecia. Tudo pelo whatsapp, viva a tecnologia. 

Pela manhã soube que Daniel estaria em Belém para a noite de autógrafos e a temática de zumbis logo me chamou atenção. Curto histórias de terror, humor, aventura e ainda mais se tiver pitadas de crítica social. O chamei pelo facebook e logo trocamos os números de whatsapp. Perguntei o que o trazia a Belém. 

“Trabalho há 15 anos na área e sei que a distribuição já é muito difícil, tanto para pequenas e como para as grandes editoras, imagina para os independentes como eu. Tenho um selo de quadrinhos independente e aproveito viagens, para divulgar e distribuir esse material. É difícil espalhar nossos livros pelo Brasil, um país muito grande”, ressalta ele, que já foi premiado com o HQMIX, em 2007, como roteirista revelação e, em 2009 e 2012, com o Troféu Angelo Agostini, como melhor Roteirista Brasileiro.

Lançamentos e a vertente histórica na produção da Zapata

Além de "Por mais um dia com Zapata" e "São Paulo dos Mortos", ele já editou e escreveu "M Blues", "Nanquim Descartável", "O Louco a Caixa e o Homem", "147", "Pelota", "3 Tiros e 2 Otários", entre outros. Já escreveu para a Editora Nemo, "A Luta contra Canudos", "Herança Africana no Brasil", "As Aventuras do Capitão Nemo: Profundezas".

E participou das coletâneas: "Front, Quadreca", "Garagem Hermética", "Quadrinhópole", "Café Espacial", "Calafrio", "Archimedes Bar", "Entre 4 Linhas", "4 Estações", "Zumbis e outras criaturas das trevas", "Petisco Apresenta", "Jam, Subversos", "Contos da Madrugada", "Subterrâneo", entre outras.

“Por mais um Dia com Zapata”, laçado em 2015, é uma HQ histórica, sobre Emiliano Zapata (1879-1919). A obra refaz os passos do revolucionário desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca.

“Eu além de roteirista em quadrinho, sou formado em história, e aí já havia um desejo antigo de fazer um quadrinho sobre o Zapata, tanto que até meu selo se chama Zapata Edições, que já publicava quadrinhos antes desse livro do Zapata. 

Talvez este seja um dos livros que eu mais curti fazer. É um quadrinho sobre política, revolução, que trata da questão da terra, fazendo uma relação com esta questão no Brasil”,  conta.


Aventuras com zumbis e crítica social em São Paulo

“São Paulo dos Mortos” tem até o momento três volumes. São histórias de Zumbis, ambientadas em São Paulo. "A serie, lançada em 2013, teve origem num caso emblemático ocorrido em São Paulo, na Comunidade dos Pinheiros, em São José dos Campos, em que mais de três mil famílias foram desalojadas pelo governo do Estado de São Paulo. Depois eu continuei produzindo e a última edição saiu no final do ano passado e acaba tendo esse misto com um pouco de terro, um pouco de humor e críticas sociais”.

O primeiro volume traz cinco histórias que se passam em bairros da cidade, cada uma delas, com tema, cenário e personagens diferentes. “Essa da comunidade de Pinheiros, explora o tema da habitação, mas tem até uma historia sobre futebol, dentro desse universo dos zumbis”, explica Daniel.

"O volume dois, que saiu em 2014, traz uma historia só, o Motoboy, que trabalha neste universo dos mortos, arrumando coisas difíceis pras pessoas. E o volume três, conta o roteirista, volta ao formato do primeiro, com cinco historias, também cada uma com tema e personagens diferentes".

Há situações localizadas na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, no Zoológico e na Igreja Universal.  "Em cada um dos três volumes temos a presença de uma personalidade como convidada. No primeiro volume temos a presença do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no segundo, o empresário Roberto Justus e, na terceira, o bispo Edyr Macedo”, diz.


Entre os novos projetos uma série para TV

Tanto os três volumes da série quanto o livro que ele lança autografa hoje, já foram lançados em São Paulo e outras cidades brasileiras, participando de eventos de quadrinhos e literários. 

Enquanto faz este movimento, distribuindo as publicações já lançadas, Daniel Esteves toca outros projetos. Ele pretende adaptar uma de suas histórias para uma série de TV. “Estou participando de um edital para o desenvolvimento do projeto, depois ainda precisaremos ir atrás de uma TV para as exibições”, diz. 

Daniel agora desenvolve um quadrinho sobre histórias latino-americanas, ambientadas em momentos históricos, como a guerra do Paraguai e outras historias não muito longas. Está vindo aí também mais uma história para a série “São Paulo Morta”, com uma personagem que apareceu no volume três, e que tem um cachorro zumbi, que não ataca os humanos. “Estou desenvolvendo o universo dessa personagem e também estou voltando a mexer numa história de ficção científica, para tentar lançar este ano”, conclui.

Serviço
Noite de autógrafos com Daniel Esteves. A partir das 20h, na Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa. Entrada franca. Mais informações; 91 98705.0609.

30.6.17

Pavulagem derruba os mastros da quadra junina

1o  domingo, final do cortejo, sem palco
Lá vem o Pavulagem pelas ruas de Belém. Neste domingo, 2, encerrando os festejos do mês com a derrubada dos mastros juninos, iniciando às 9h, com a Banda de Sopros da Associação Musical de Santa Cruz do Arari, na escadinha da Estação das Docas. Vai rolar Dona Onete, Lia Sophia, lambadas e clássicos do brega paraense, além das canções do anfitrião.

Fotos: Dah Passos

O Arraial do Pavulagem exalta as cores, os ritmos e os saberes dessa terra. O compromisso continua após três décadas de desafios, apostando na capacidade transformadora da cultura, honrando a memória de quem ajudou a construir essa história e contribuindo para um mundo melhor de se viver inspirada na sabedoria dos grandes mestres populares da Amazônia e do Brasil. 

“É o resultado desse trabalho de dedicação para a difusão e o fortalecimento da cultura brasileira praticada em nossa região. Nesse momento, nos resta compreender a tarefa de continuar aprimorando nossas metas e organizando esse sonho lindo que é o Arraial do Pavulagem. Vida longa e entusiasmo para todos nós”, diz Ronaldo Silva, um dos fundadores do grupo.

Na Praça dos Estivadores, o Grupo de Carimbó Sancari pede passagem com os sons dos tambores para iniciar a cerimônia de derrubada dos mastros, simbolizando o encerramento da quadra junina. Mas antes de derrubá-los, tem o desafio de subir nos mastros e recuperar a bandeira de São João lá no alto, uma brincadeira inspirada nas festividades de santo do interior do Pará. 

O domingo promete momento emoções. Logo após a derrubada dos mastros, o Batalhão da Estrela sobe a Avenida Presidente Vargas colorindo e alegrando a rua com os sons e os bailados das quadrilhas, das toadas de boi e do carimbó em um festejo com destino definido: a Praça da República tomada de gente que se encontra domingo após domingo para cantar e dançar com a banda Arraial do Pavulagem.

O evento conta com o apoio da Fundação Cultural do Pará, Estação das Docas, Fundação Hemopa, Santa Casa de Misericórdia e Prefeitura Municipal de Belém, que voltou atrás, após protestos dos brincantes nas redes sociais, e colocou o palco para as apresentações ao final do cortejo, na Praça da República.

Valorização de 30 anos de história

No palco, no segundo domingo depois que o povo reivindicou. 
O Arraial do Pavulagem é Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Belém, oficializado em votação unânime do projeto de lei na Câmara Municipal de Belém, no último dia 27 de março. Um reconhecimento inegável e que já vem de muito tempo, principalmente por parte daquele que realmente o consagra, ou seja, o povo brasileiro e de todos aqueles que o acompanham de pertinho nestas três décadas. Espera-se que a votação dos vereadores possa agora garantir mais que uma sessão solene.

Vale lembrar que o Carimbó também se tornou Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em uma luta também extensa de mais de dez anos, mas o que vemos pelo interior do Pará são mestres esquecidos e uma nova geração desinteressada em levar adiante a tradição, por que ainda é bem pouco o incentivo e a política pública que lhe é direcionada, garantindo seu repasse e sua permanência. A guitarrada também foi decretada patrimônio cultural do Estado do Pará, mas se não fosse um ritmo, que se desdobra em projetos independentes, e projeta a música do Pará no mundo, politicamente também morreria à míngua.

Serviço
Arrastão do Pavulagem 2017 – Cortejo de encerramento da quadra junina. Derrubada dos Mastros de São João. A partir das 9h, na escadinha da Estação das Docas + 9h30 – Apresentação do Grupo de Carimbó Sancari e derrubada dos Mastros de São João na Praça dos Estivadores + 10h – Saída do cortejo com destino à Praça da República + 11h30/12h – Show do Arraial do Pavulagem e convidados na Praça da República. 

28.6.17

Estúdio Reator apresenta sua MostraMídiaMovediça

As noites quentes de verão e o escurinho do cinema não serão mais os mesmos depois do cineclube contemporâneo que o Estúdio Reator vem propor à cidade, a partir deste final de semana, abrindo o verão. Haverá projeções na sexta, 30, e sábado, 1º de julho, e novas incursões enigmáticas e sensoriais, na próxima semana, dias 7 e 8, sempre a partir das 19h. O convite diz que é para ativar o olhar em direção à luz e a tudo do muito que nos move, comove, remove, e amalgama sombra e cor. A entrada é quanto puder.

A MostraMídiaMovediça traz curtas, longas, ficção, videoarte, performances, videodanças, documentários, e mais o que você não terá como imaginar se não for ao Estúdio Reator. É para olhar, falar, ouvir e tocar o outro, além de degustar bebidinhas e petiscos deliciosos. 

A produção em contínuo processo do Estúdio Reator chega ao público com releituras, reedições e algumas estreias. A programação não provoca apenas o olhar, mas o encontro em bate papos entre os que se interessam e se incomodam, provocam a vida e realizam arte, como um exercício de (re)criação.

Em todos os dias, haverá performance e projeção, antes mesmo que o público pise dentro do espaço. Começa na rua. Por isso, chegue no horário. A seguir, você será convidado a subir as escadas para o Reator, onde a Tenda de Yeyé Porto afetará seu paladar e onde também poderá ser vista a mostra de vídeos em looping, originados em produções do Reator. Na sala central, a atração principal. No Teraço, encerrando tudo, música e projeções de imagens.

Na programação de abertura, nesta sexta-feira, 30, na frente do Reator, haverá uma vídeo instalação inspirada nas peças “Um Grito Parado”, música de Toquinho e texto de Francisco Guarniery, e “Gota D’Água”,  música e texto de Chico Buarque, uma alusão direta ao momento atual do país. Na sala principal tem Sessão Movediça, com curadoria de videos de Ana Lobato, Dudu Lobato e nando Lima. No Terraço o som será de vinil e a projeção em videomapping. Os detalhes você confere na programação postada no finalzinho desta matéria.

Em processo de expansão e (re) criações

A Maquina de Morel, videoperformance - Nando Lima
Tudo isso traz à tona um fluxo de coisas que dizem respeito ao Estúdio Reator. Ao longo de um ciclo de sete anos a ser completado em novembro, o espaço se abre a experimentações que se interligam pela imagem e pela performance, conectadas a diversas outras linguagens da arte.

“O que vamos mostrar é mais uma faceta disso tudo, na verdade, mas o que é comum nesta ideia é estar trabalhando sempre na borda, no limite das linguagens, chegando ao lugar em que elas ficam borradas e se misturam. É isso que a gente vem fazendo desde que iniciamos o Reator e seguimos fazendo”, diz Nando Lima, que fundou o Estúdio em 2010.

A estreia para o público, no início de 2011, foi com o espetáculo “À Sombra de dom Quixote”, do Coletivo Miasombra, e que bem traduz tudo o que se acaba de dizer acima. O Holofote Virtual estava presente nesta abertura e desde então vem acompanhando, ora mais de perto, ora nem tanto, as envergaduras de parcerias que desencadearam diversos outros processos, seja pela colaboração, conexão direta e até espécies de residências artísticas no Reator.

“E justamente, por conta de tudo isso, temos uma gama enorme de materiais que nos permitem ir para uma fronteira mais borrada do teatro, da dança, da música, e cada uma dessas linguagens abre um leque de novas possibilidades. Especificamente agora a chave central são as imagens em movimento, sendo, ao mesmo tempo, algo para te mover e te engolir. Por isso MostraMídiaMovediça”, ressalta Nando.

De volta ao verão

Belterra, de Luciana Magno
Esta é também uma retomada de verão. Ano passado, não houve programação. O Yellow Cake, projeto que vinha sendo desenvolvido no mês de julho, abrindo o Reator nos finais das tardes ao público, não rolou, porque Nando trabalhava outro projeto, o “Reator Eterno”, premiado pelo Edital Rumos Itaú Cultural e que volta, em parte, na programação da MostraMídiaMovediça, neste sábado, 1º de julho, em frente ao Reator, na rua, para a qual foi criado o projeto.

O Reator Eterno levou quatro meses de trabalho intenso e ao final teve um resultado vasto. “O projeto construiu uma montanha de material para ser processado e que vai gerar várias outras coisas. Tenho vontade de fazer uma mostra permanente, não aqui, mas na Rua 3 de Maio, à beira do canal chamado Honorato Filgueira, onde a gente foi filmar o vídeo À Margem do Canal

Atualmente, o Reator trabalha na edição do “Jantar Zumbi”, espetáculo gravado para ser transformado em um filme de longa metragem. “Temos 30 horas de imagens captadas por dez câmeras, das quais pretendo tirar duas horas de filme editado, no máximo. Editamos isso diariamente e queremos lançar em maio de 2018. Quando e como ainda está sendo articulado”, diz Nando.

“O espetáculo reuniu 11 atores com agendas dificílimas, foi bem complicado de realizar, só conseguimos ensaiar todos juntos uma semana antes da apresentação. Foram rês meses tramando, dentro de um cronograma apertado”, conclui.

Vídeos inéditos entram na mostra

Umbral, Dir. Ana Lobato
A programação da MostraMídiaMovediça traz três momentos inéditos, dois deles a serem apresentados no dia 7 de julho, na Sessão Movediça.

A documentarista e professora do curso de cinema da UFPA, Ana Lobato, exibe pela primeira vez “Umbral”, vídeo de 3 minutos que realça a “travessia vivenciada através dos tempos; passos que não passam”, como define a sinopse. E “Bailarina Fassbinder”, com direção de Felipe Cortez, que retrata uma personagem inspirada no teatro de Luis Otávio Barata e no cinema de Rainer Werner Fassbinder, que ganha vida pela interpretação do bailarino e coreógrafo Danilo Bracchi. Tem cinco minutos.

No dia 8, a atração inédita será a mais nova performance “Black Rock”, de Nando Lima, também com apresentação na sala principal do REATOR. O trabalho aborda a impermanência das coisas e do mundo e surgiu anos atrás quando nando mirou em algumas pedras com encaixe que pareciam ser tijolos. Ele juntou vários, que pesaram quase tonelada e trouxe de Salinas para Belém. O que ele fez com isso, vamos ver agora, em 70 minutos.

PROGRAMAÇÃO
Estúdio Reator - Travessa 14 de abril 1053, entre Av. Magalhães Barata e Gov. José Malcher

Sexta-Feira, 30 de junho
19h - Abertura
  • Grito Parado, e A Gota de Água - Videoinstalação (Na frente do Estúdio REATOR) 
  • Tenda da YeYé (no hall de entrada do REATOR) - Cachacinha+Cervejas+Sucos+Petiscos

20h - Sessão Movediça (Sala principal)
  • Belterra (Dir. Luciana Magno/2015/2min44) - Obra apresentada, durante a Exposição Alastramento, no ATELIÊ397 / SP;
  • Castelo de Sonhos (ou o instante da morte) - (Dir. José Viana/ SP/ 2015/2017/3min.26) - Registro da obra apresentada, durante a Exposição Alastramento, no ATELIÊ397.
  • A Maquina de Morel  (Dir. Nando Lima /SP/2015/2017/61min.)- Registro poético/videoperformance, realizado por Nando Lima durante a abertura da Exposição Alastramento, no ATELIÊ397.
  • Segundas Intenções - Conversa sobre o pensamento artístico, poéticas, registros, documentação, e a onipresença das mídias de captação de imagem em movimento - Convidados: Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Camila fialho, Elaine Arruda, José Viana, Keyla Sobral, Lucas Gouvêa, Luciana Magno, Luis Júnior, Marcílio Costa, Nando Lima, Pablo Mufarrej, Paula Sampaio, Wellington Romário, Veronique Isabelle

22h - Sessão Lunática (no Terraço do Estúdio REATOR)
  • JAZZandHOPPER - audição com Leo Bitar, o jazz e seus timbres assombrados, vozes soberbas, som de vinil. Somando a delirios e vislumbres de quadros, representações realistas da solidão na contemporaneidade, o eterno verão de Edward Hopper.

Sábado, 1º de julho 
19h - Reator Eterno - Videoinstalação na frente do Estúdio REATOR
  • Tenda da YeYé (Hall de entrada) - Cachacinha+Cervejas+Sucos+Petiscos 
  • LooP-Vídeos (Hall de entrada) - Mary Ann + O Pier - De Tadeu Lobato (produção de 2012) 

20h - Sessão Movediça (no Estúdio sala principal do REATOR)
  • Cine-performance: Sangue, Sangue (2017 /30 min.) - De Tadeu Lobato, Alberto Amaral, Nando Lima - Memória e consciência nasceram pelas violências praticadas contra determinado ser vivo, como forma de gravar com sangue no corpo determinadas experiências. Já o esquecimento é uma forma de superar essa violência, uma possibilidade de abertura às energias plásticas, à alegria.
  • Segundas Intenções: conversa em torno da memória, esquecimento, marcas, vivências ins- critas nas fotografias. Convidados: Afonso Medeiros, Nani Tavares, Alberto Amaral, Armando Sobral, Tadeu Lobato, Rosangela Britto, Iomana Rocha, Iara Souza

22h - Sessão Lunática (Terraço)
Insulada - o ato de se transformar em ilha - 
de: Rosilene Cordeiro - Pedro Olaia - Dudu Lobato - Alesson Barros 
mesa cheia de gostos, fluidos da pele, seivas da floresta, sonoridades aquosas, pulsantes.

Sexta-feira, 07 de julho 
19h: e:Eletrans Videoinstalação (na frente do Estúdio REATOR)
  • Tenda da YeYé (Hall de entrada) - Cachacinha+Cervejas+Sucos+Petiscos 

20h -Sessão Movediça (Sala principal)
  • Acalmia (Dir. Ana Lobato - 2010 - 9min.) - O corpo ora é acolhido pelo mar, se movimenta no seu balanço, expande e transforma o impulso que recebe, ora se move em sentidos e intensidades distintos dos produzidos pelo fluxo da maré, numa espécie de embate propulsor. 
  • Rosalina (Dir. Ana Lobato - 2014 0- 22 min) - O filme aborda a história de Rosalina, irmã cobra de Ana Bahia Pereira, fruto de uma relação extra-conjugal mantida por seu pai, Veríssimo. O pai batiza sua filha-cobra com o nome de Rosalina, que passa a viver no rio Jatuíra, nas imediações de sua residência. Rosalina é também uma entidade de cura da Umbanda, que baixa em sua irmã Ana, o que acontece em poucas ocasiões, como no dia de seu aniversário, a 30 de agosto, que costuma ser festejado por sua irmã, com um bolinho e toque de tambor.
  • Rebuçado (Dir. Ana Lobato/ 2015/ 7 min.) - O oculto, velado. O que está na origem ou no âmago. O íntimo e o profundo. Enfim, "Rebuçado": um experimento em videodança que explora estéticas em trânsito entre diferentes tribos, sabores e desejos. Partituras corporais são indutoras de imagem e som para uma reflexão audiovisual sobre cidades imaginárias, prisões interiores e indiferença. A vida segue doce em compasso delicado, um espírito stiletto pisa em doces, Bboys e conecta, em edição, as cenas. A música dança o músico-dançarino e a performance se completa em três corpos do diverso. Ao fim, o doce nem importa tanto assim. Pode ser pisado. E esquecido.
  • Umbral - Estreia (Dir. Ana Lobato/ 2017/3min) - Travessia vivenciada através dos tempos; passos que não passam.
  • Bailarina Fassbinder - Estreia (Dir. Felipe Cortez/2017/5 min) - Uma personagem inspirada no teatro de Luis Otávio Barata e no cinema de Rainer Werner Fassbinder ganha vida pela interpretação do bailarino e coreógrafo Danilo Bracchi.
  • Segundas Intenções: conversa sobre modos de produção, poéticas, filmes de guerrilha, baixo orçamento, maneiras possíveis de realização - Convidados: André Mardock, Ana Lobato, Cleber Cajun, Felipe Cortez, Nando Lima, Marcelo Rodrigues, Armando de Mendonça, Alex Damasceno, Lucas Escócio.

22h - Sessão Lunática (no Terraço do Estúdio REATOR)
"Em Caso de Emergência Quebre o Vidro" - inspirado na Dramaturgia de Denio Maués.
Com: Dudu Lobato - set list dos anos 80/90, Pauli Banhos - locução e Nando Lima – vídeos.

Sábado, 8 de julho
19h - E:Eletrans videoinstalação (na frente do Estúdio REATOR)
  • Tenda da YeYé (no hall de entrada do REATOR) - Cachacinha+Cervejas+Sucos+Petiscos 

20h - Performance Black Rock  - De Nando Lima - Estreia (2017 duração: 70 minutos) -  Na sala principal - A impermanência das coisas e do mundo. A sincronicidade, a experiência de observar ou sentir esses padrões, os encontros, as arestas dos desejos, os nivelamentos e deslizes que experimentamos nesses momentos nos deslocam para o próximo nível de nossa vida; e passamos por necessidades, tentativas, perdas, posses e mesmo a morte (que é de cada um) se desdobra em elos e sequências necessárias, para que tudo continue.

26.6.17

A Cia Sorteio de Contos no final de semana do Sesc

O teatro e a cultura popular de raiz, os jogos de roda e as brincadeiras populares brasileiras norteiam um espetáculo que coloca nas mãos do público a escolha de três histórias a serem encenadas. Sorteio de Contos será apresentado no Sesc Boulevard, neste sábado, 1º , e domingo, 2 de julho, às 10h, com entrada franca.

A pesquisa central desse trabalho é fundamentada nas expressões artísticas da Capoeira Angola, Coco-de-roda, Samba-de-roda e Teatro de Rua, tornando o espetáculo festivo e livre para todas as idades, principalmente para os curumins. 

"A dramaturgia do espetáculo tem o intuito de apresentar sérios problemas sociais para as crianças, mas com resoluções simples, que optem pela generosidade, o amor e a inteligência como forma de soluções para os problemas da nossa sociedade", diz o ator e contador de histórias, Lucas Alberto.

Além das cinco histórias que vem sendo contadas nas diversas apresentações já realizadas pela Cia do Sorteio de Contos, outras duas cartas serão colocadas na roda, desafiando ainda mais a atuação do ator criador. E o objetivo é ir incorporando, a cada nova temporada, novas histórias ao seu acervo. Tudo é feito de forma lúdica, espontânea e bem conduzido por Lucas.

Na cena inicial, criando um elo com o público, o personagem Ubirá, que se auto identifica como o Servo do Caos, canta a Ciranda-do-Sorteio onde se explica algumas regras, já tomando a atenção da plateia. Depois escolhe alguém que irá puxar três das cinco cartas que oferecem histórias a serem contadas. Cada carta tem um nome e sua origem vinda de três regiões diferentes do mundo: O continente Africano, a América Latina e o Oriente.

Mais duas cartas entram no jogo do sorteio

O púbico que já esteve na plateia dessas apresentações já pôde ouvir "A história do professor e seu aluno", sobre a relação entre um antigo e mestre e seu aluno; "Savitre", sobre uma princesa astuta enganou que enganou a morte e era temida pelos homens, além de "O conto das areias", que relata o sonho que um garoto de 12 anos teve depois de ter escutado os contos do mais velhos da aldeia e ainda a história indígena "Makunaima", que revela demônios engolidores de gente.

Desta vez, serão colocadas no jogo do sorteio, pela primeira vez, a carta "Como Ananse se tornou o dono de todos os contos", em que o contador de histórias, vindo da África, revela como conseguia, através de seu conhecimento de mundo e perspicácia, negociar qualquer coisa com qualquer pessoa. 

A outra carta traz como inspiração as históricas tentativas de divisão de terras brasileiras e o sapateado do Coco Raízes do Arcoverde. "Homenagem ao Agricultor" fala sobre a importância de plantar igualdade, dividir o amor e colher amizades.

Desafios para o ator contador de histórias

"O espetáculo agora se torna mais desafiante para mim como ator e mais divertido para o público", explica Lucas Alberto. "Agora são sete as opções de histórias e cada conto é diferente um do outro, vindos de lugares diferente, com soluções cênicas diferentes", finaliza o ator.

A companhia também mantém suas ações artísticas na casa de cultura Casarão do Boneco, um espaço auto-gestionado por um coletivo de artistas. No Casarão, a companhia mantém, junto com parceiros, o Coco-do-Casarão, um grupo de estudos sobre esta tradição, e apresenta seus materiais cênicos durante a mostra mensal de teatro do Casarão do Boneco o Amostr Aí.

Ficha técnica
Direção Paulo Ricardo
Produção: Atelier de Nanan
Figurino: Nanan Falcão e Maria Angélica Alberto
Luz: Thiago Ferradas
Artes plásticas: Mauricio Franco
Comunicação multimídia e Atuação: Lucas Alberto.
Apoio: Casarão do Boneco.

Serviço
Espetáculo teatral: Sorteio de Contos. neste sábado, 1º , e domingo, 2 de julho, às 10h, com entrada franca no Sesc Boulevard - Av. Castilho França, em frene à Estação das Docas. Informações: 91 98955.9135 ou e-mail: sorteiodecontos@gmail.com. 

24.6.17

Márcio Câmara: O Som Direto no Cinema Brasileiro

O livro Som Direto no Cinema Brasileiro: fragmentos de uma história, de Márcio Câmara será lançado em Belém nesta sexta-feira, 30, às 18h30, na Livraria Fox (Travessa Dr. Moraes 584 - Batista Campos). O evento inclui um masterclass com o realizador audiovisual e técnico de som direto, que também é professor e pesquisador do tema.

O livro é resultado de uma pesquisa inédita que aborda as técnicas de gravação utilizadas e o papel criativo dos profissionais em filmes que fizeram história. O autor já está em Belém fazendo o som direto do novo filme de Roger Elarrat "Eu, Nirvana", com quem trabalhou em Juliana Contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista. 

Já um conhecido do meio artístico do cinema paraense, Márcio Câmara (Fortaleza, Ceará, 1963), já participou também em Belém de filmes de Jorane Castro - Para ter onde ir, Ribeirinhos do Asfalto, Quando a chuva chegar, Invisivéis Prazeres Cotidianos, Mulheres Choradeiras e com Marta Nassar em A Origem dos Nomes.

Lançou em 2017 o longa metragem documentário Do Outro Lado do Atlântico, premiado em Cabo Verde, Berlin e Rio de Janeiro e exibido em Lagos, Nova Iorque, Lisboa, Habana e Trieste, e em diversas cidades brasileiras. O filme será exibido em Belém, no dia 3 de julho, seguido de debate, com o diretor no Cine Olympia.

O livro "Som Direto no Cinema Brasileiro" é baseado na pesquisa de dissertação de mestrado do autor apresentada na Universidade Federal Fluminense. A obra resgata o caminho percorrido pelo profissional que exerce a função de técnico de som direto no cinema. Na obra, o autor defende a importância técnica e criativa do som direto para a densidade narrativa de um filme. 

Uma das contribuições importantes do livro está o encontro com Mark Van der Willigen, profissional da área que morou por 20 anos no Brasil e que esse ano ganhou o prêmio de melhor som pela Associação Brasileira de Cinematografia pelo seu trabalho em Chatô. 

Willigen participou de filmes da retomada do cinema brasileiro, imprimindo rigor técnico, por meio de equipamentos de gravação de som que ainda não estavam disponíveis no Brasil, disseminou conhecimento e formou diversos técnicos que atuam no cinema brasileiro.

O doutor em Comunicação pela UFF e autor de Som no Cinema Brasileiro, Fernando Morais da Costa, assina o prefácio. Referência no campo de estudos de som no Brasil, o professor afirma que o texto de Márcio Câmara é o resultado das inquietações que movem o profissional, no que diz respeito ao papel criativo do técnico de som direto. 

“A minha ideia foi propor uma pesquisa sobre a participação criativa do Técnico de Som Direto dentro da cadeia audiovisual. Para falar disso, utilizei de conversas com diferentes Técnicos de Som Direto, de diferentes épocas, com destaque no cinema brasileiro, para que eles me indicassem a participação criativa de cada um dentro da cadeia de produção de som no cinema brasileiro. Com isso consegui construir uma pequena história, mesmo que fragmentada, do desenvolvimento e da prática do som direto no cinema brasileiro”, diz  Márcio Câmara.

O livro será lançado na Livraria Fox com a realização do masterclass onde o autor abordará a trajetória do som direto no cinema brasileiro desde dos anos 60 até hoje, com a exibição de entrevistas gravadas com os participantes dessa história, além de trechos de filmes que assinalam a participação criativa desses profissionais. Evento aberto ao público com entrada gratuita, às 18:30hrs.

Realizador e Técnico de Som de Direto

Graduado em Cinema pela San Francisco State University, Márcio é Mestre em Comunicação, na área de Estudos de Cinema, pela Universidade Federal Fluminense. Produziu. 

Já dirigiu dirigiu Rua da Escadinha 162 (2003), ganhador de 30 prêmios entre eles o de Melhor Documentário Curta Metragem Brasileiro pela Academia Brasileira de Cinema (2004) e os também premiados Identidades em Trânsito (2007), Torpedo (2009), Saudade de Andrea (2010), Doido pelo Rio (2011), Joaquim Bralhador (2014) e Quitéria (2016), que fizeram carreiras em diversos festivais e mostras nacionais e internacionais. 

Foi indicado cinco vezes ao prêmio de Melhor Som Direto pela Associação Brasileira de Cinematografia e quatro vezes ao da Academia Brasileira de Cinema pelo som direto de filmes como A Ostra e o Vento (1996), Lavoura Arcaica (1999), Deus é Brasileiro (2001), Peões (2002), Amélia (2002), Cinema, Aspirinas e Urubus (2003), Zuzu Angel (2004), Os Desafinados (2005), Mutum (2007), Salve Geral (2008), Elvis e Madona (2009), Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (2010), Jogos da Paixão (2012) e Fera na Selva (2017).

Lançamento Literário
Som Direto no Cinema Brasileiro: fragmentos de uma história 
Autor Márcio Câmara / RDS Editora, 100 págs
valor R$40,00
Dia 30 de junho de 2017 (sexta-feira), às 18:30hrs
Livraria FOX - Trav. Dr. Moraes, entre Av. Conselheiro Furtado e Rua dos Mundurucus

23.6.17

Joelma e Mahrco Monteiro no Festival Latinidade

Espetáculo com repertório que reúne os principais clássicos de dois estilos musicais que sempre fizeram sucesso junto ao público, o show “O Brega é Rock”, com Joelma Kláudia e Mahrco Monteiro, é atração do Festival Latinidade, nesta sexta-feira, 23, no Espaço Fiteiro (Doca), a partir das 21h. Ingresso R$ 20,00, e meia R$ 10,00.

O baile O BREGA É ROCK é um punhado de clássicos bregas em ritmos de rock e vice-versa. Um portal para décadas anteriores com a pegada das batidas atuais. Uma trama aonde o roqueiro dança brega e o bregueiro dança rock!

Trazendo a latinidade da música amazônica, o festival traz desta vez dois shows completos e dançantes. “Além da minha banda, os convidados trazem seus shows no formato completo, não são de participação com duas ou três músicas. E, neste caso, um trabalho novo que teve poucas apresentações, mas todas com muito sucesso”, ressalta Bruno.

“O Brega é rock” faz releitura de bregas e rocks, com versões misturadas. “Achei a ideia muito interessante, porque acaba que isso nos traz uma leitura da cultura do rock e do brega, mostrando o lado mais globalizado da cultura Amazônica”, diz o cantor e multi-instrumentista Bruno Benitez, o anfitrião do Festival latinidade.

O músico mostra em sua apresentação as músicas de seu CD ainda inédito “Miscigenado” e clássicos da música latina. “Faço meu trabalho autoral, mas trago coisas da minha pesquisa sobre ritmos latinos e principalmente dos ritmos latino amazônicos, criados e gravados na região há muito tempo”, continua Bruno.

A noite dá direito a oficinas de dança durante o show do Bruno Benitez, ministrada pelos professores Joelson Chaves e Jean Patrick. A discotecagem fica a cargo de José Ramos, pesquisador musical e idealizador da festa Salsa Night, tradicional no calendário da dança de salão. No setlist muita Cumbia, merengue, salsas, lambadas e sons latino-amazônicos. 

Idealizado pela MM Produções, o Festival Latinidade tem incentivo da Lei Tó Teixeira, Prefeitura de Belém e patrocínio da Unama, instituição do Grupo Ser Educacional, O Festival Latinidade segue na semana que vem com show da banda Fruta Quente, na sexta-feira, dia 30 de junho, também no Fiteiro. 

Serviço
“Festival Latinidade”, com o baile “O Brega é Rock”, com Joelma Kláudia e Mahrco Monteiro + Miscigenado, com Bruno Benitez. Nesta sexta, dia 23 de junho. Espaço de Show Fiteiro (Doca), às 21h.  Ingressos R$ 20,00. Mais informações: 91 3355.8668.

Auto da Lua Crescente se apresenta no Amostra Aí

Além da contação de história com Nanan Falcão, Adriana Cruz e Cincinato Jr, a programação deste Amostra Aí conta com o grupo Auto da Lua Crescente, da Fundação Curro Velho, que apresentará “O Presente de Sinhazinha”. Neste sábado, 24, a partir das 18h30, no Casarão do Boneco - Av. 16 de Novembro- 815. Ingresso é Pague o Quanto Puder.

Projeto cênico que vem se desenvolvendo há três anos, no Curro Velho, o Auto da Lua Crescente teve origem em uma oficina em que se trabalhou a pesquisa sobre folguedos populares, que se tornou a linguagem principal do grupo. 

Desde então apresentam espetáculos teatrais inspirados na cultura popular, sempre embalados por cancioneiro e ritmos principalmente paraenses, mas também sendo inspirados por grandes artistas brasileiros, como Clara Nunes, Jakson do pandeiro, Antonio Nobrega, entre muitos outros.

Neste mês de junho, o Auto da Lua CRescente traz como brinquedo, os folguedos juninos tradicionais. Encenando "O Presente de Sinhazinha", uma comédia de boi bumbá, o grupo homenageia os grandes mestres desse gênero popular.

História de guarda-roupa pra começar

Antes da apresentação do Auto da Lua Crescente, o público assiste duas contações de histórias. “As histórias que meu guarda-roupa guarda”, Nanan Falcão re-conta os fios que tecem a linha de tempo da humanidade se perguntando: Imaginem se as roupas falassem? 

O que aquela blusa de duas décadas atrás contariam sobre você? E aquele vestido de sua avó, como ele contaria a história de sua família? A atriz  traz várias narrativas, construídas a partir de sua pesquisa pessoal com figurino, que passa pela China, onde descobriram a calça mais antiga do mundo, até as costuras da atual América, com calças Saruel.

E aquela sobre uma Festa no Céu

Em seguida, “A Festa no Céu”, com Adriana Cruz e Cincinato Jr., traz um sapo que arma de tudo para chegar numa festa para bichos voadores, sem ser convidado. "Conto esta história como os antigos, lendo e brincando com o livro, com muita musicalidade, acompanhada do músico Cincinato Marques Jr. ao violão", diz Adriana Cruz. 

Produção e comidinhas

A produção do Amostra Aí fica por conta de Leonel Ferreira, Paulo R. Nascimento, Lucas Alberto, Fátima Sobrinho, Thiago Ferradaes, Maurício Francco, integrantes do coletivo que ocupa a casa. Tamb[em tem comidas típicas juninas e veganas com Alimentação Gentil, os doces da dona Socorro e o tradicional chopp da dona Simone do Bairro de Fátima. 

AMOSTRA AÍ

18h30 - As histórias que meu guarda-roupa guarda
19h00 - A festa no céu
19h30 - O Presente de Sinhazinha

Serviço
Amostra Aí. Dia 24 de junho, às 18h30. No Casarão do Boneco - Av. 16 de Novembro, 815, próx. Praça Amazonas. Ingresso: Pague O Quanto Puder. Mais informações: (91)32418981/ salvecasarao@inbust.com.br. Apoio: Holofote Virtual/ Padaria 16 de Novembro.