16.11.17

Animação Icamiabas ganha lançamento simultâneo

"As Icamiabas na Cidade Amazônia", a terceira série contemplada pelo Edital Cultura de Audiovisual, terá lançamento simultâneo neste sábado (18), às 10h, na TV Cultura do Pará e no Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará.

O imaginário deu lugar à fantasia e serviu de inspiração para o Iluminuras Estúdio criar a animação. Neste sábado, a sessão especial do Líbero Luxardo, conta com um bate papo com os criadores, que vão falar sobre o processo criativo da série. e ainda com uma oficina de maquiagem e cosplays, além de um quiz que valerá brindes.  

A produção paraense traz lendárias guerreiras da Amazônia, as Icamiabas, mulheres fortes e que não costumavam levar desaforo para casa. Tinham como missão, proteger a tribo e, assim, evitar ataques de possíveis invasores. Em cinco episódios, que se passam 

A animação, em 2D, tem cinco episódios e se passa na fantástica Cidade Amazônia, onde os antigos Deuses se aposentaram e os conflitos entre os seres encantados e os humanos passaram a ser resolvidos por suas enviadas, as Icamiabas. 

Iuna, Laci, Conori e Thyhi são quatro meninas guerreiras, cada uma regida por uma fase da lua, que dividem sua rotina entre as tarefas comuns do dia a dia e as batalhas engraçadas para manter a harmonia na cidade. Cada personagem possui uma personalidade diferente, o que deu um tom divertido à série. A direção é de Otoniel Oliveira, que também assina a criação ao lado de Petrônio Medeiros e Andrei Miralha. 

"Apesar de falar da Amazônia, a série tem uma temática universal. Nossa preocupação foi criar um produto com referência amazônica e da nossa cultura local. As pessoas vão perceber que temos toda uma arquitetura tapajônica e marajoaras nas cenas. Por exemplo, a Cidade Amazônia é uma versão fantástica de Belém, onde as árvores vivem pertinho dos prédios. Bacana destacar também é que montamos uma equipe de animadores para dar conta do trabalho e formamos nova turma de animadores em Belém. Então, isso aqueceu o mercado, pois trouxemos capacitação também", explica Andrei Miralha.

Para atrair a atenção do público, principalmente o infantil, os animadores apostaram na temática da representatividade, que foi inserida de forma dinâmica nos cinco episódios. O roteiro ágil e recheado de referências locais também ganhou dublagens carregadas com o vocabulário regional e paraense.

"Se a gente gosta de ver super-heróis porque não fazer fantasias de poder com indígenas? Com mulheres amazônicas? Então, além das personagens e dessa estrutura toda, a gente construiu a narrativa com referências de todas as cidades do Norte porque achamos que a representatividade do Norte ainda é pequena dentro desse segmento da animação. 

Queremos que a audiência e as crianças vissem um lugar em que elas pudessem se reconhecer, ao mesmo tempo em que fosse um lugar fantástico para despertar a animação. Queremos que as pessoas de fora também vejam um lugar possível da realidade amazônica", destaca Otoniel Oliveira, diretor da série.

As Icamiabas são velhas conhecidas do telespectador da TV Cultura do Pará. Em 2012 a animação ganhou espaço na interprogramação da emissora em três episódios de um minuto cada. O sucesso foi tão grande que o estúdio de animação se inscreveu no Edital Cultura de Audiovisual, em 2014, e teve a ideia aprovada para realizar a série. E, dessa vez, a missão foi grande. 

Com a proposta de fomentar o mercado no Pará, o estúdio contratou uma equipe com 25 pessoas e formou novos animadores em Belém. Isso só foi possível porque o Iluminuras Estúdio recebeu orçamento total de R$ 500 mil, conforme previa o edital.

"Estou fazendo animação há quase três anos, antes disso eu só trabalhava criando ilustrações para algumas empresas. Ai surgiu a oportunidade do curso no Iluminuras para ingressar na equipe que trabalharia nas Icamiabas. Depois de 30 dias de treinamento, fui selecionado e fiquei muito feliz. Eu me descobri profissionalmente produzindo a série. Fiquei fascinado com a animação e decidi trabalhar com isso pelo resto da vida, é uma coisa que me dá muito prazer e onde me sinto realizado", conta Gizandro Santos, de 29 anos, um dos animadores paraenses contratados pelo Iluminuras.

Edital - "As Icamiabas na Cidade Amazônia" foi umas das quatro séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). No total, foram destinados R$ 3 milhões para produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 milhão de contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Até o final do ano, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual.

Serviço
A animação segue em exibição no dia 25 deste mês e dias 2, 9 e 16 de dezembro, às 16h45, na emissora.

(Holofote Virtual,  com informações assessoria do evento)

Festival Se Rasgum em noite na Estação das Docas

Emicida, Baiana System, Nazaré Pereira, Cidadão Instigado, Francisco El Hombre e o norte-americano Afrika Bambaataa são algumas das atrações da 12ª edição do Festival Se Rasgum, que iniciou esta semana em diversos espaços da cidade e encerra no sábado, 18 de novembro, no Parque dos Igarapés. Os shows desta quinta-feira, 16, serão na Estação das Docas, com entrada gratuita, e na sexta, 17, no Açaí Biruta.

A 12ª edição do Festival Se Rasgum abriu na terça-feira, 14, no Teatro Margarida Schivasappa, ontem teve shows no Café com Arte hoje tem mais na Estação das Docas, e amanhã, no Açaí Biruta. O encerramento será uma espécie de volta às origens, no Parque dos Igarapés – desta vez com três palcos. A programação também inclui painéis, debates e rodada de negócios e shows no Ziggy Hostel Club.

Na abertura, vimos os shows do Teatro Margarida Schivasappa. Marisa Brito, paulistana criada em Belém (e de volta a São Paulo), a dupla paranaense Estrela Leminski & Téo Ruiz e a cantora carioca Ava Rocha. Ontem, já no final da tarde do feriadão, o Café com Arte recebeu Alex Roots tocando reggae no quintal, e, na pista de cima, os DJs Felipe Proença, Tércio e Mancha (SP), além dos shows de Selvagens à Procura de Lei (CE) e as locais The Baudelaires e Dois na Janela.

Shows de quinta-feira e sexta-feira

Cidadão Instigado, amanhã no Açaí Biruta
Nesta quinta-feira, 16 de novembro, na Estação das Docas, haverá apresentações da banda Francisco El Hombre (SP/MEX), um dos nomes mais disputados nas programações de festivais. 

Quem vem antes é a cantora paraense Juliana Sinimbú e o show-homenagem Baile do Mestre Cupijó. Depois a festa segue para o Ziggy Hostel Club, com festa dedicada ao selo Balaclava, com show da banda Terno Rei (SP), e discotecagem de Fernando Dotta e Rafael Farah, diretores do selo.

Amanhã, sexta-feira, 17 de novembro, é noite de rock no Açaí Biruta, que começa com a discotecagem da festa cearense Fliperama, dos DJs Marquinhos e Thales. E a programação de shows começa com a novidade e frescor do baiano Giovani Cidreira, o peso paraense de Turbo e Molho Negro, a comemorada participação dos também baianos Maglore e o encerramento em grande estilo do Cidadão Instigado, comemorando seus 20 anos de carreira.

Encerramento no Parque dos Igarapés

Emicida no Parque dos Igarapés
E no dia 18 de novembro, sábado, último e maior dia do 12º Festival Se Rasgum, os portões se abrem às 16h em que os últimos raios de sol criam o clima de natureza para a maratona de shows em três palcos: Palco Oi (Pássaros), Palco Banco da Amazônia (Baíto) e Palco Estácio (Jungle). Com estrutura de bares, redário, food park, Feira de Arte & Moda e outras iniciativas pensadas no conforto e uso do público.

Vá de um palco a outro, começando com o Kikito, no Palco Estácio, e intercalando com o Palco Banco da Amazônia, com Andro Baudelaire. O zigue-zague musical segue com Inesita, André Prando (CE), Projeto Rivera (CE) e Muntchako (DF). Às 20h, começa o primeiro show no Palco Oi, com a cantora paraense Nazaré Pereira.

Depois o Palco Estácio volta com o show de Eloi Iglésias, seguido de Machete Bomb (PR) no Palco Banco da Amazônia e Baiana System no Palco Oi. Daí por diante é ficar ligado nos horários e programações, pois no Palco Oi ainda tem Emicida (SP), o lendário DJ norte-americano Afrika Bambaataa e o DJ carioca João Brasil. 

Baiana System
O Palco Estácio ainda segue com Os Reis do Eletro, Uaná System, DJs da Black Soul Samba e Meachuta. No Palco Banco da Amazônia, intercalando (e às vezes simultaneamente) com a banda carioca Ventre, o DJ Pro.efx, o coletivo Bell Hell e Bernardo Pinheiro e seu Baile Tropical encerrando a noite. Esse ano o 12º Festival Se Rasgum conta com o patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. 

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 16 de novembro
ESTAÇÃO DAS DOCAS
22h Francisco El Hombre (SP/Mex)
21h Baile do Mestre Cupijó
20h Juliana Sinimbú

Ziggy Hostel Club 
Noite Balaclava
1h - Terno Rei (SP)
 + DJ Fernando Dotta
+ DJ Rafael Farah

Sexta-feira, 17 de novembro
AÇAÍ BIRUTA
0h - Cidadão Instigado (CE)
23h - Maglore (BA)
22h – Molho Negro
21h - Turbo
20h – Giovani Cidreira (BA)
+ DJs Fliperama

Sábado, 18 de novembro
PARQUE DOS IGARAPÉS

Palco Estácio
17h – Kikito
18h - Inesita
19h - Projeto Rivera (CE)
21h - Eloi Iglésias
23h - Os Rei do Eletro
0h - Uaná System
1h - DJs Black Soul Samba + DJ Morcegão
3h – Meachuta

Palco Banco da Amazônia
17h30 - Andro Baudelaire
18h30 - André Prando (ES)
19h30 - Muntchako (DF)
21h30 - Machete Bomb (PR)
23h30 - Ventre (RJ)
0h30 - Pro.efx
2h - DJs Bell Hell
4h - Baile Tropical

Palco Oi
20h - Nazaré Pereira
22h - Baiana System
0h40 - Emicida (SP)
2h40 - Afrika Bambaataa (EUA)
3h40 - João Brasil (RJ)

3o Amazônia Mapping leva oficinas para Santarém

A terceira edição, de 22 a 25 de novembro, será em Belém, com projeções inéditas na fachada do Palácio Antônio Lemos e shows a céu aberto, e em Santarém, com oficinas de 28 de novembro a 1º de dezembro, além de projeções no Solar Barão de Santarém e música na orla. A programação completa também está disponível no site do FAM.

Este ano serão realizadas duas oficinas de arte e tecnologia em Santarém, município do oeste do estado onde o projeto aporta pela primeira vez. Artistas com trajetória internacional ministrarão os laboratórios criativos que abordam desde tópicos básicos do mapping a temas como criação de projeções interativas. As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do evento (www.amazoniamapping.com).

O vídeo mapping é uma das técnicas visuais mais inovadoras da atualidade, uma forma de projeção audiovisual que, aplicada a grandes estruturas, como edifícios e monumentos, permite que as imagens interajam com a arquitetura onde são exibidas, num resultado visual impactante e surpreendente. É como se a imagem “se dobrasse” sobre as superfícies, criando ilusões e distorções na arquitetura.  Vanguarda na região Norte do país, o FAM coloca a Amazônia na rota do mapping mundial. 

“É um projeto que busca a descentralização da produção e circulação de obras artísticas no país. Se propõe não somente a ser uma mostra de trabalhos de arte e tecnologia, mas tem um caráter formativo também, à medida que o projeto tem um forte pilar de instrumentalização da prática e do pensamento em arte e tecnologia, através das suas oficinas, todas gratuitas e destinadas a artistas, estudantes e público local”, diz Roberta Carvalho, artista visual, idealizadora e curadora do Festival, promovido pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos.           

A edição 2017 do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Vivo via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping, via Lei de Incentivo à Cultura Tó Teixeira.

Oficinas

Em Santarém, as oficinas serão ministradas na Biblioteca Paulo Rodrigues, localizada na Casa da Cultura, de 28 a 30 de novembro. Entre os convidados, o catarinense Leandro Mendes, o VJ Vigas, que é um dos maiores nomes do mapping no Brasil. 

Ele vai ministrar a oficina “Técnicas básicas de vídeo mapping”. “Os alunos terão a oportunidade de conhecer o princípio básico de um projeto utilizando a técnica do vídeo mapping, processos de produção de conteúdo, a base técnica e prática de mapeamento utilizando softwares específicos”, explica Vigas.

O artista paraense Luan Rodrigues também irá compartilhar sua experiência de audiovisual. Seu trabalho parte de elementos coletados em vivências junto a etnias indígenas da região amazônica. Luan combina grafismos, imagens e sons da cultura da floresta com batidas eletrônicas. A proposta será apresentada na oficina “VJing para performances audiovisuais”, destinada a interessados em desenvolver vídeo projeções interativas para espetáculos musicais.

Luan já trabalhou na concepção visual de artistas como Gaby Amarantos e Gang do Eletro. Na oficina, ele vai abordar as técnicas de criação audiovisual ao vivo para espetáculos, combinando banco de imagens e música.

Serviço
Festival Amazônia Mapping 2017, em Santarém. Oficinas dias 28, 29, 30/11. Inscrições no site do festival www.amazoniamapping.com. Apresentações artísticas dia 1/12, na Orla de Santarém - Solar do Barão de Santarém. Programação gratuita. A edição 2017 do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Vivo via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping, via Lei de Incentivo à Cultura Tó Teixeira.

Mostra traz imagens feitas com câmeras de sucata

O resultado de dois anos de produção e pesquisa compõe a exposição “Recódigo - Paisagem Hackeada”, de Ítalo Brito, que abre nesta quinta-feira (16), às 19h, na Associação Fotoativa, em Belém.

Produzir fotografias a partir de tecnologias obsoletas e sucatas foi o curioso desafio traçado pelo artista Italo Brito em sua busca por explorar os limites da imagem técnica. Num híbrido entre o analógico e o digital, o artista paraense montou aparelhos “na gambiarra”, unindo pedaços de diversas máquinas, e viu surgir imagens que revelam os ruídos dessas novas possibilidades da fotografia. 

São mais de 20 obras entre fotografia em papel algodão, projeção de vídeo, imagens em acetato, lambe-lambe e em tablets. “A exposição tem caráter experimental, então a proposta é incluir mais obras ao longo da mostra”, diz Italo. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Produção e Difusão Artística da Fundação Cultural do Estado do Pará/2017.

Arte de sucata

A pesquisa teve como base processual a desconstrução e criação de dispositivos produtores de imagens, utilizando câmeras fotográficas analógicas e digitais, smartphones, scanners, aparelhos e componentes eletrônicos, que haviam sido descartados ou estavam à venda.

“Combinei pinhole com um módulo eletrônico, uma câmera analógica destruída e remontada com partes de scanner. Daí, surgiram hibridações, na ‘gambiarra’ feita a partir de objetos que eu garimpei em feiras de São Paulo. Construí esses ‘novos’ aparelhos em casa ou no laboratório de pesquisa”, conta.

Italo passou os últimos anos em São Paulo dedicando-se a estudos no campo das artes visuais. Em 2016 foi selecionado para 15º Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos e participou da 3ª Mostra Senac da Pós-graduação do Senac. Em 2015, integrou a exposição coletiva do Festival de Fotografia do Sertão.  Este ano, ele volta para Belém e reúne os conceitos e técnicas explorados neste percurso.

As imagens produzidas durante a pesquisa trazem em sua visualidade as mutações, falhas e ruídos provocados pela transposição de suportes e a subversão dos aparelhos. Muitas assimilações e contágios foram provocados pelo cruzamento entre os diferentes aparatos e tecnologias. “Esta fusão, quase sempre precária, dos aparatos, contribuiu para potencialização de uma poética do acaso e suas errâncias, lugar onde pude assumir uma abordagem crítica sobre a produção das imagens técnicas e seus modelos industriais”, comenta o artista.

Serviço
Abertura da exposição “Recódigo - Paisagem Hackeada”, de Italo Brito, nesta quinta-feira, 16, às 19h, na Associação Fotoativa, localizada na Praça das Mercês, bairro da Campina, em Belém. A mostra segue em cartaz ate dia 21 de dezembro. Entrada franca. Para visita guiada e conversas sobre a exposição com o artista, agendar no número (91) 98872-8202.

14.11.17

Ney Ferraz Paiva mostra suas colagens poéticas

O poeta e artista visual Ney Ferraz Paiva é o artista convidado da programação de novembro da mini-galeria da Casa do Fauno. Ney Paiva apresenta suas colagens na exposição “Numa gaiola com pombos como Magritte”, com intercessões entre René Magritte, Haroldo Maranhão e Max Martins. Nesta sexta (17), às 19h. A entrada é franca.

Impressas em papel fotográfico e papel fosco, as colagens mostram conexões de fragmentação, resistência e permanência que ora aproximam ora afastam os universos poéticos dos artistas que inspiram a exposição. “Além de outras imagens de temas variados feitas por mim em diferentes períodos”, acrescenta Paiva.

Como parte integrante da exposição será feito um varal com imagens do pintor René Magritte e de colagens de Ney Ferraz, procurando um efeito de teia, ninho ou de pombos suspensos. “Incidindo na ideia recorrente da ilusão que a gaiola de Magritte almeja”, comenta o artista.

Também será exibido um vídeo, sem áudio, expondo as principais obras de Magritte, pintor nascido na Bélgica e um dos expoentes do surrealismo; suas obras quebram os limites entre a realidade e a ficção, mostrando um mundo onírico que repudia o convencional. 

A arte desse ícone do movimento surrealista é marcada pelo tema da liberdade, representada pelas várias versões da tela “O Terapeuta”, onde o personagem está sentado com uma bengala e uma bolsa. Na tela, esse indivíduo não tem face, está envolto por uma capa de tecido, e usa chapéu de palha. 

Abaixo da capa existe uma gaiola, com dois passarinhos, um dentro, e outro do lado de fora. Uma das possíveis interpretações da imagem é a metáfora da liberdade da mente, simbolizada pelos pássaros. Ao mesmo tempo essa liberdade é engaiolada em uma alusão ao embate que vivemos com as diferentes formas de aprisionamento da vida em sociedade.

Serviço
Exposição “Numa gaiola com pombos com Magritte”, colagens de Ney Ferraz Paiva. Neste sábado, 17, às 19h, na Casa do Fauno (Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa). Informações: 99808-2322.

13.11.17

Festival Se Rasgum abre com show de Marisa Brito

Fotos: Divulgação e Fernanda Brito Gaia
A cantora abre a programação oficial do 12º Festival Se Rasgum, nesta terça-feira, 14 de novembro, às 19h30, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. A noite ainda conta com apresentação da dupla paranaense Estrela Leminski e Téo Ruiz, além da cantora carioca Ava Rocha. O Holofote Virtual conversou com Marisa Brito, que vai apresentar neste show, as canções do EP além de outras composições autorais que ela escolheu como símbolos deste novo momento profissional. 

Carreira solo, parcerias outras, novas referências musicais. Tudo novo de novo. “É muito especial esse momento que eu estou vivendo e tocar em Belém é sempre muito importante, porque é o berço da minha carreira, é onde eu comecei tudo, é a raiz da minha vida e do meu trabalho”, diz a cantora.

Marisa Brito está de volta e se diz inteira, com amadurecimento para a nova jornada profissional que se mostra pulsante. Este será o primeiro show ao vivo após o lançamento do EP realizado em outubro, nas plataformas digitais. “Vou mostrar outras músicas do meu novo repertório, todas autorais, e com parcerias também”, complementa ela que será acompanhada pelos músicos paraenses Marcel Barreto, Andro Baudelaire,  Leonardo Pratagy e Adriano Souza.

O EP, que leva seu próprio nome, foi lançado oficialmente nas plataformas digitais no dia 10 de outubro. Houve prévia do lançamento no show que ela apresentou no dia 15 de setembro no Ziggy Hostel Club. “Estou feliz e radiante com tudo que está acontecendo. Eu ouço o EP e tudo que está ali, dialoga comigo, é Marisa. Tudo ali é minha cara, não tem uma virgula que não goste. Isso não tem preço", diz. 

O EP foi gravado nos estúdios Budokaos e Apce, em Belém, e no Greenhouse, em São Paulo-SP, com direção e produção de Vinícius Sauerbronn, arranjos de Marcel Barretto (Coração na Boca/Por trás do desenho/Falas) e Fábio Sampaio (Atalho). A mixagem é de Marcos Suzano, a masterização, de Alexandre Rabaço. 

Na capa, fotografia e arte, de Fernanda Brito Gaia e design de Thiago Fontin. Gravaram os músicos: Marcel Barretto, Marcos Suzano, Juari Dovenas, Eraldo Taylor, Bruno Cordeiro e Gus Solaris. Depois do Se Rasgum, os planos são começar a rodar com esse show em 2018, com shows em São Paulo, Cuiabá e Rio de Janeiro. Em 2018, a cantora vai gravar clipes das quatro músicas e vai lançar um single. 

Essência, coragem, amor e liberdade na música e na vida

No bate papo com Marisa, pedi que ela falasse um pouco do processo de criação de cada uma das músicas que estão no EP. A cantora diz que todas as canções falam sobre liberdade e coragem, sobre libertar o seu eu e não ter medo de mostrar para o mundo o que você é de verdade.

“Coração na Boca” é uma canção feita em parceria com Pietro Saraiva, que fez os primeiros versos, posteriormente desenvolvidos por Marisa, e com Marcelo Barreto, com quem ela finalizou a parte musical, aqui em Belém.  Pietro, que é marido de Marisa, mandou para ela os primeiros versos. 

“Eu me empolguei e escrevi mais coisas. Todas as outras partes que eu escrevi, eu escrevi pensando nele, então ele é a minha inspiração para esta música”, comenta. “Tem um refrão forte e a recepção do público tem sido muito boa, espero que todo mundo cante ela comigo no show. A música fala da coragem de amar, amar sem medo, livre, sem medo das barreiras e das dificuldades, sem bloqueios, mas ela também fala de amor próprio, tem os dois lados. Ter coragem de enfrentar os nãos internos, que ficam na nossa cabeça bloqueando as coisas”, define.

“... Caminho estranho, talvez o amor esteja num atalho torto” diz a canção “Atalho”, que ela fez sozinha, e que também fala de amor, “mas fala sobre os caminhos da vida, que às vezes a gente planeja e acha que vai ser tudo como se planejou, mas às vezes as melhores respostas estão em caminhos que a gente não esperava percorrer”, diz a cantora.

O EP também traz “Por trás do desenho”, a primeira música que ela compôs na vida. Marisa diz que ela veio pronta, com melodia e letra. “Cantarolei ela por muitos dias, adorava a melodia, mas a letra, nem tanto. Tinham só dois trechos que eu ainda gostava”, comenta ela que acabou enviando a composição para a amiga cantora e compositora também, Ana Clara.

“Tive a brilhante ideia de falar com a Ana Clara, que admiro muito e a gente tem muita sintonia. É nossa primeira parceria. Expliquei o que eu queria expressar, bem esse olhar do feminino, a conquista de uma mulher para um homem. É algo bem subjetivo. E aí ela refez a parte da letra, mantive umas três frases da original, e eu amei, foi uma parceria muito feliz, é um xodozinho essa música”.

Fechando temos “Falas”, a música com a qual Marisa vai abrir o show desta noite de terça-feira, no Teatro Margarida Schivasappa, no Centur. A cantora considera que esta é a canção que mais representa o seu atual momento, como se fosse um símbolo maior de sua transformação. 

“... Desmonto e reapareço, vejo tudo desde o começo”, diz a canção. “Eu olho tudo pra traz, o passado faz parte de mim, mas eu já sou outra pessoa, e quero neste novo trabalho me mostrar mais inteira, porque um trabalho com banda é um trabalho que fica mais diluído, as ideias são diluídas, naturalmente”, diz ela comparando os tempos em que cantava na Euterpia.

Falar de outras coisas, ouvir coisas novas, mudar as referencias “‘Falas’ traz essa gratidão ao que se foi, mas diz que é preciso olhar pra frente, se reconstruir e se libertar, sem medo de mostrar quem eu realmente sou. É também um recado para todas as pessoas, porque todo mundo passa por fases de transformação, em que precisa se reconhecer ou reinventar. Fala de pessoas que escondem muito sua voz, no sentido de expressar seu ser”, acredita.

Reconhecer nossas sombras. É outra mensagem que a música traz, ao abordar esse lado mais obscuro que todos temos, mas que muitas vezes ao esconder do outro também a negamos, perdendo a chance de reconhecer e lidar melhor com as dificuldades.

“É importante olhar para nossas sombras, para sermos mais inteiros. É tudo isso que ‘Falas’ representa. É a música de abertura do show porque é bem significativa, escolhi pra já chegar mostrando com ela toda a essência do EP, ela resume tudo”, afirma.

Carreira solo exigiu um tempo de recolhimento

Marisa Brito começou a cantar profissionalmente aos 15 anos, como vocalista da banda A Euterpia, que mesmo depois de desfeita, é ainda uma das mais badaladas, até hoje, em Belém do Pará. Foram cinco anos longe dos palcos, após onze anos dedicados ao grupo. Para chegar à carreira solo nem tudo foi tão fácil. Ela confessa que precisou passar por um tempo de reclusão, o necessário para aprender muita coisa e refletir, ouvir outros sons. 

Até seus 26 anos, pensou a música, gravou e fez inúmeros shows com A Euterpia. Foi com o grupo também, que ela saiu de Belém, onde passou a infância e parte da adolescência, e que retornou a São Paulo, sua cidade de origem, onde ela continua morando e de onde dispara seu novo trabalho. Na capital paulista, com o fim da Euterpia, Marisa Brito continuou se dedicando a música, só que fora dos palcos. 

“Durante todos esses anos, nunca me afastei da música, muito pelo contrário. Teve uma época que eu achei que não ia mais voltar a cantar nos palcos, mas tem uma hora que a coisa te chama e não tem jeito (risos). E nestes anos eu compus muito e assim escolhi as quatro canções para compor o EP, e que são muito significativas para este momento”, finaliza.

Cantora compartilha experiência com workshop

Trabalhando como preparadora vocal há 12 anos, ela vem dedicando sua vida a música, pois também toca violão e piano, compõe e dá aulas. E também dá aulas. E será toda esta experiência de professora de canto e artista que ela traz para o workshop que realizará no dia 15 de novembro, dentro da programação de formação do Festival Se Rasgum. 

“Pretendo falar um pouco sobre minha forma de trabalhar, pois trago na minha experiência prática, o palco, a gravação, meu estudo técnico e teórico, técnica vocal, a formação em canto lírico e popular. E também do Full Voice, meu estudo mais recente, uma técnica interessante para o canto não só o popular, e que pretendo compartilhar com as pessoas no workshop”, finaliza Marisa.

Serviço
12ª edição do Festival Se Rasgum. Abertura nesta terça-feira, 14, às 19h, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur, com programações até 18 de novembro, também no Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e Parque dos Igarapés. Patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum.

12.11.17

Casarão do Boneco abre inscrições para 3 oficinas

Produção cultural, teatro, dança e vídeo se misturam nos híbridos contextos que trazem cada uma das oficinas que iniciam nesta segunda-feira, 13 de novembro, no Casarão do Boneco. Ministradas por artistas que integram o coletivo, as ações serão oportunidade de compartilhar as reflexões e ações com profissionais das artes que vêm realizando projetos culturais atuantes em Belém.

Ana Carolina Marceliano é atriz, educadora e produtora integrante/fundadora do grupo Dirigível Coletivo de Teatro. Trazendo o projeto Brinquedos de Saúde, além de suas experiências no teatro desde a cena, direção, dramaturgia e gestão de projetos, ela convida o público a “colocar as ideias no papel para depois transformá-las em ação de fato”, algo que requer sensibilidade na escrita e uma escuta interna atenta ao que se deseja realizar e a quem vem servir o seu intento cultural.

A oficina Elaboração de Projetos Culturais terá 8 encontros para exercitar a elaboração de um projeto do início ao fim. Espaço de troca de experiências entre os participantes, também será um momento para ganhar uma boa consultoria para projetos em fase de elaboração.

“Toda empreitada cultural precisa antes ser sonhada para existir, por isso do dia 13 de novembro a 06 de dezembro, todas as segundas e quartas das 18h as 20h vamos sonhar juntos no Casarão do Boneco”, diz marina Cruz que também vai ministrar ofcina, ao aldo de Brenda Paixão.

Marina é facilitadora de encontros e comunicação interna no espaço Casarão do Boneco. Com vivências em dança contemporânea e técnicas circenses, ela também é Licenciada em Dança, pela Ufpa, e é integrante do coletivo de ocupantes Casarão do Boneco e grupo Projeto Vertigem. Brenda Paixão atriz e dançarina formada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA, desenvolve pesquisa sobre Ecodança.

Essa é a primeira proposta de oficinas das duas artistas juntas, um encontro para gerar outros encontros, a oficina de Contato Improvisação para composição coreográfica é antes de tudo um espaço para o movimento livre.

Ao todo serão 6 encontros, de 13 a 25 de novembro, tendo como foco exercícios de conscientização corporal a partir do contato improvisação, buscando o fortalecimento do corpo em exercícios de enraizamento, uma metáfora que também direciona o corpo a buscar suas potencialidades.
Essa oficina traz como mote o elemento terra para criar uma composição coreográfica, ressaltando que é a abertura de um ciclo, podendo ter iniciantes nessa prática, mas que sejam curiosos do corpo.

A terceira oficina será com Lucas Alberto, formado em Multimídia, integrante do coletivo que ocupa o Casarão do Boneco, diretor do grupo Sorteio de Contos, ator, educador, capoeira/tocador e experimentador de audiovisual. Realiza mensalmente os vídeos de divulgação da casa junto a parceiros. 

Ele vai partilhar da sua pesquisa entre o video e o teatro, WEBNarrações políticas para um mundo melhor. Serão cinco encontros de três horas cada, com discussões e práticas de narração para vídeo. O objetivo é que cada inscrito conclua a oficina com um mínimo material para posterior edição e postagem no canal do Youtube do Casarão do Boneco. Para a experimentação, o público deve levar textos que tenham conteúdo crítico, serão realizadas práticas de narração, gravação, estudo breve de luz, câmera e som. 

OFICINAS

Elaboração de Projetos Culturais
com Ana Carolina Marceliano
De 13 de novembro a 06 de dezembro (segunda e quarta)
19h às 21h
10 vagas

Contato Improvisação para composição coreográfica
com Marina Trindade & Brenda Paixão
De 13 a 25 de Novembro (seg, qua e sáb)
10h às 12h
10 vagas

WEBNarrações políticas para um mundo melhor
com Lucas Alberta da Cunha
De 4 a 8 de Dezembro (segunda a sexta)
15h às 18h
Mínimo de 5 e máximo 10 vagas

Serviço
Valor: R$ 60,00 cada oficina
Inscrições: (91) 989498021 / salvecasarao@inbust.com.br
Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro - 815)

Docs musicais no telão do Cine Líbero Luxardo

O Festival Internacional IN-EDIT já teve oito edições nacionais com peças documentais audiovisuais voltadas para a música. Pela segunda vez, no Festival Se Rasgum, a mostra reúne nove documentários musicais, que serão exibidos em dois dias, segunda-feira, 13, e terça-feira, 14 de novembro, a partir das 19h, no Cine Líbero Luxardo. Entrada franca.

Além da mostra de documentários, a 12ª edição do Festival Se Rasgum espalha sua programação mais uma vez pelo Teatro Margarida Schivasappa, Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e, de volta às origens, no Parque dos Igarapés – desta vez com três palcos. Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios, dia gratuito etc. 

Esse ano o 12º Festival Se Rasgum conta com o patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. 


Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum. Mais informações e a programação completa, no site do festival.


MOSTRA IN-EDIT -  Cine Líbero Luxardo - a partir de 19h


Terça-feira, 13 de novembro
Bambas
Direção: Anná - 20’ 
O Samba é feminino? Diversas mulheres sambistas de São Paulo, de diferentes lugares, classes sociais e idades falam sobre como se impor em um ambiente em que ainda é, predominantemente, masculino.

Piano Forte
Direção: Anabela Roque - 10’ 
Maurício Maia é um músico amador, autodidata. Vive na Baixada Fluminense, suburbio do Rio de Janeiro. Cada vez que quer tocar piano, ele empreende uma viagem desde a periferia até ao centro da cidade. Maurício acredita que a sua música vai guiar o seu futuro, ter um piano é fundamental.

Samba de Cacete - Alvorada Quilombola
Direção: André dos Santos, Artur Arias Dutra - 26’ 
O Samba de Cacete é uma tradição cultural da comunidade negra que vive às margens do Rio Tocantins, na região de Oueiras, no Pará. Intimamente ligado ao trabalho na lavoura, o filme mostra suas canções e danças, surgidas no tempo da escravidão.

Bendito Batuque 
Diretor: Chico Galvão, Edgard Galvão - 29’ 
A Família Soledade, que vive em um bairro distante em Piracicaba é formada por exímios batuqueiros de umbigada, um ritmo ancestral trazido por negros provenientes de Angola e Congo. Na festa de São João, eles reúnem a comunidade e, junto com batuqueiros de outras cidades, celebram a fertilidade e comungam suas raízes africanas.

House Sounds 
Direção: Bruno Ramos - 18’ 
Dois manos da periferia de São Paulo são os responsáveis por divulgar a cultura do Soundsystem nas quebradas da cidade. Aqui, eles mostram as dificuldades do processo de construção do sistema e as influências da música jamaicana em suas vidas.

Quarta-feira, 14 de novembro - Cine Líbero Luxardo - a partir de 19h

Cinebiogravura
Direção: Luís Rocha Melo - 28’ 
Com apenas recortes de jornal, pedaços de cartas e fotos, o diretor Luiz Rocha Melo conta a história de seu pai, um radialista que comandou um programa de jazz nos anos 50 no Rio de Janeiro, apresentando artistas como Thelonius Monk e Sonny Rollins a seus ouvintes.

Eu sou Raul Torres, violeiro sim Sinhô 
Direção: Leandro Ferrari, Daniel Figueira - 25’ 
Raul Torres foi um dos grandes compositores e pesquisadores da música caipira na primeira metade do século XX. Através de depoimentos de músicos e pesquisadores, o documentário relembra sua história e sua importância para o enraizamento da música caipira no cenário musical.

A vida é um improviso
Direção e Produção: Vicente Oliveira - 28’ 
A complexidade e a riqueza musical contida na livre improvisação musical se manifesta em diversos gêneros populares de norte a sul do país. Através de depoimentos e apresentações de grandes músicos do cenário nacional, entramos em contato direto com o universo musical de cada artista, podendo compreender um pouco mais sobre a improvisação na música instrumental brasileira.

Cena Musical Contemporânea em 4 Tempos - São Paulo 
Direção: Tamy Marraccini - 20’ 
Três compositores contemporâneos apresentam seus processos criativos e diversas influências: imagens, acontecimentos, situações, lembranças, sonoridades, ritmos, reminiscências sonoras, O filme é uma pequena amostra da cena da música contemporânea de São Paulo, esse movimento musical tão pouco conhecido do grande público.

11.11.17

Spok Quinteto traz frevo ao Margarida Schivasappa

O grupo vem de Pernambuco e se apresenta com seu mais novo show, neste sábado (11), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro.

Acompanhado por quatro músicos, em espetáculo intimista, os músicos estão pela primeira vez na capital paraense. Para este novo espetáculo, Spok escolheu os instrumentistas pela   originalidade e  timbre e para acompanhá‐lo: Adelson  Silva  (bateria), Renato   Bandeira   (viola), Beto   Hortis   (sanfona) e Hélio Silva (baixo).

No repertório, o tradicional ritmo do carnaval de Recife, com frevos que fazem parte do  universo  das  manifestações  pernambucanas, seja de rua, bloco ou canção, além de baiões, caboclinhos (tipo de música folclórica pernambucana), cirandas, com uma  roupagem que enfatiza a liberdade de execução dos músicos. 

"O frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve o apaixonado Spok, que é saxofonista e arranjador e faz as apresentações com um quê de jazz - o que torna o trabalho original.

O Spok Quinteto é uma parte da SpokFrevo Orquestra, criada em janeiro de 2001, em Recife, comandada pelo virtuoso Spok e formada por 18 jovens músicos pernambucanos com o intuito de dar ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos, harmonias arrojadas e onde os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos que lembram as performances de jazz.

Em agosto de 2003 tocaram com sucesso no festival Les Rendez-vous de L´Erdre em Nantes (França), no V Mercado Cultural de Salvador (BA), quando foram comparados a Luckman Jazz Orchestra de Los Angeles, pelo escritor e saxofonista Luís Fernando Veríssimo.

Já em 2004, participaram do Festival de Jazz de Cascavel (PR), do Festival Um Sopro de Brasil (SESC Pinheiros), em clubes de jazz de São Paulo e Rio de Janeiro, sempre com presença de grande e animado público. O maestro Spok já tem carreira neste ritmo e este ano, pela décima vez consecutiva,   comandou   a   apoteose de encerramento   oficial do carnaval da cidade do Recife com   o   Orquestrão   Multicultural   com   aproximadamente  200  músicos  e  participações de outros  10  renomados  maestros  do  frevo.

“Fazemos improvisos e solos e isso remonta ao estilo jazzístico, o que é bom para quem aprecia música instrumental. Mas gosto de enfatizar que tocamos frevo tal como aprendemos com nossos mestres, com sotaque pernambucano, tal qual os mestres criaram. É como se fala, os sotaques são diferentes, eu não quero perder o meu”, explica.

A apresentação integra o 7º Festival Música na Estrada, realizado pelo Governo Federal por meio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e da Kommitment Produções Artísticas e apresentado pela Caixa Seguradora com o patrocínio máster do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio.

O Festival Música na Estrada ainda realiza outras programações em Belém, antes de seguir para Brasília, de 9 e 19 de novembro, e Manaus, onde fica em temporada de 20 de novembro a 6 de dezembro. Santarém, no Pará, celebrará o retorno do Festival de 22 a 26 de novembro. De 13 a 17 de dezembro, já em clima natalino, será a vez de Porto Velho receber o Festival pela sétima vez. Em março de 2018 as cidades de Boa Vista e Macapá receberão o Festival. O projeto tem como objetivo conectar o público com artistas de diversas regiões do país por meio das artes. Todas as cidades receberão também oficinas de música clássica e instrumental, regência e dança.

EM BELÉM
Domingo, 12 de novembro

Concerto com Orquestra de Câmara do Amazonas
Regente: Marcelo de Jesus
Local: Igreja Santo Alexandre
Endereço: Praça Frei Caetano Brandão - Cidade Velha, Belém – PA
Horário: 17h
Programa:
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Réquiem KV 626, Arranjo de Peter Lichtenthal
Antonio Vivaldi (1678-1741) As Quatro Estações, Recomposição de Max Richter

Quarta-feira, 20 de dezembro

Concerto “A Ressurreição” com Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Solistas: Ana Lúcia Benedetti e Kézia AndradeSinfonia Nr. 2 em Dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911)Coro Lírico do Festival de Opera do Theatro da PazPreparador vocal/ensaiador: Vanildo MonteiroRegente: Miguel Campos NetoLocal: Theatro da PazEndereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

Serviço
7º Festival Música na Estrada. Neste sábado, 11, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. Av. Gentil Bitencourt, 650 - Nazaré, Belém – PAOs ingressos podem ser retirados com antecedencia, na bilheteria do teatro, com limite de até dois ingressos por pessoa/CPF. Prioridade para idosos. Informações:  (91) 3202-4315

Espetáculo traz o debate político nacional à cena

Ubu é um personagem horrendo escrito em 1888, pelo dramaturgo Francês Alfred Jarry, mas que faz conotações contemporâneas da política do Brasil. Ele não tem escrúpulos, é corrupto e monstruoso. É com esta abordagem que o Coletivo Imundas estreia na cena paraense. O espetáculo "I(mundo) Ubu" fica em cartaz de 17 de novembro a 10 de dezembro, sempre de sexta a domingo, às 19h, no Fórum Landi (Praça do Carmo). 

Ubu exerce um poder de líder social, mas de forma brutal e sanguinária. É através de sucessivos episódios em que se mostra um verdadeiro tirano, que sua política se revela catastrófica. Utilizando de sua imoralidade, esse chefe autoritário e sua Mãe Ubu realizam um golpe: um enorme saque nos cofres públicos.

A montagem pretende levar o espectador ao debate político, pois colocam em foco todos esses aspectos vivenciados pelos brasileiros nos últimos anos, como a crise econômica, a corrupção e os escândalos envolvendo os estadistas. É baseado neste cenário, que os atores criaram, das maneiras mais absurdas, as cenas deste contexto.

"O espetáculo surge da necessidade de fazer um teatro político, abordar questões que tocam na vida de cada um, seja individual ou no coletivo. Temas regionais e nacionais são relacionados com a obra de maneira a construir a narrativa desse grupo que se reuniu pra demonstrar sua indignação com a situação bizarra que vivemos na política, o retrocesso que grupos de extrema direita trazem para pautas no congresso", explica o diretor do espetáculo, Marcelo Andrade. 

Fotos: Kauê Brap
O processo de preparação do elenco foi intenso e contabilizou um ano entre pesquisa e ensaios. Os atores tiveram que se relacionar intimamente com a dramaturgia. 

"A ideia é que o elenco esteja inserido em todas as funções do processo teatral como figurino, cenografia, iluminação e adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os integrantes", conta o diretor. 

Focando na preparação corporal como fundamental meio para alcançar a presença cênica que se espera na montagem, os atores receberam treinamento psicofísico voltado a técnicas orientais de preparação e um rigoroso trabalho de resistência física para conseguirem dar superar quase duas horas em cena.

"A ideia é que o elenco esteja inserido em todas as funções do processo teatral como figurino, cenografia, iluminação e adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os integrantes", conta o diretor. 

O "Coletivo Imundas" nasceu da união de atores, técnicos e produtores do espetáculo "Animalismo – A Nova Ordem Mundial", que ficou em cartaz pela última vez em setembro de 2016, e foi resultado do projeto de extensão "Jovens Encenadores", através do Grupo de Teatro Universitário, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Ao final de cinco temporadas, os integrantes resolveram dar continuidade ao processo de construção de espetáculos que trazem na essência o debate político, sempre atrelado à experimentação cênica de vertentes teatrais contemporâneas produzidas regional e nacionalmente. O objetivo é proporcionar o debate sobre o cenário político e social do Brasil. 

Ficha Técnica 
Elenco: Arthur Santos, Bernard Freire, Loba Rodrigues, Enoque Paulino, Evelyn Loiola, Filipe Marques, Kayo Konká, Ruber Sarmento, Sandra Wellem e Thamires Costa. 
Iluminação: Enoque Paulino
Operação de Iluminação: Bruno Rangel
Sonoplastia e trilha do espetáculo: Aj Takashi e Jimmy Góes
Figurinos, cenografia e adereços: Coletivo Imundas 
Adaptação da obra: Coletivo Imundas
Arte gráfica e teaser: Paulo Evander
Assessoria de imprensa: Brunno Gustavo
Assistente de direção: Bruno Rangel
Direção geral e encenação: Marcelo Andrade

Serviço
Espetáculo I(MUNDOS) UBU. De 17 de novembro a 10 de dezembro (sextas-feiras, sábados e domingos), sempre às 19h. No Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, em frente à Praça do Carmo – Cidade Velha). Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia-entrada). Classificação: 14 anos. Informações: (91) 98264-0364 / 98396-9591 - facebook.com/ImundasdeTeatro.

9.11.17

Banco da Amazônia abre mostra de arte urbana

A mostra “Amazônia Style”, uma das contempladas pelo Edital de Artes Visuais 2017 do Banco da Amazônia, abre, no próximo dia 14, no Espaço Cultural da Instituição, a exposição. A arte urbana por meio do graffiti integra o projeto do grafiteiro Jin Barreto. A curadoria é de Pablo Mufarrej.

Latas de spray secas e paletes. A mostra traz um olhar diferente do grafiteiro com o simbolismo amazônico que transcende a sua arte. A proposta é dar visibilidade à Amazônia, produzindo cultura com materiais recicláveis e sustentáveis. A arte urbana contribui para ampliação do campo da pintura mural na atualidade resultando em delicado jogo de recortes e sobreposições entre linha e cor, composição fundamentada na tradição gráfica dos antepassados.

“A exposição Amazônia Style é composta por instalações, intervenções com graffiti, canvas e fotos em Fine Art, produzida por impulso artístico e estético sem a preocupação de ser documental ou comercial”, diz Jin Barreto, paraense de 32 anos.

Para o gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia, Ewerton Alencar, essa mostra aproxima o conceito da arte urbana por meio do Graffiti, oportunizando a reflexão sobre as desigualdades sociais. “Os desenhos nos muros e paredes proporcionam conhecer os problemas existentes na sociedade. E a exposição de Jin Barreto vai trazer para dentro do nosso Espaço Cultural um pouco dessa arte de rua”, salientou.

Jin Barreto utiliza fundamentos para propor ocupações temporais na área urbana, com cores e linhas que subverte a escrita e abstrai sua mensagem através de um estilo próprio voltado para a cultura regional do estado do Pará. Os graffitis podem ser encontrados em diversos muros e suportes na cidade, assinados como Botwo.

Um dos projetos já realizados pelo artista foi uma intervenção urbana em que ele utilizou um caminhão de gelo, com o intuito de chamar a atenção sociedade contra o preconceito a esse tipo de arte, que ainda existe. 

“O caminhoneiro está em constante movimento e com isso as pessoas apreciam a arte e pode despertar o potencial e influenciar os jovens a sair do mundo das drogas e da violência usando a arte que estão dentro deles mesmo”, diz Jin Barreto, que iniciou seu contato com desenho aos 8 anos, com incentivo do irmão Esmael Raymon. 

Jin aprofundou os estudos da arte urbana e se identificou com o estilo selvagem (wild style). “Assim como na pré-história nós falávamos nas paredes sobre caças, os riscos, os tempos, as ameaças. Aqui também se fala sobre desejos, medos, deixando nas paredes da cidade, da sociedade, aquilo que vem do mais intimo das suas vidas”, diz Jin.

Em 2000, ele participou da oficina Arte Urbana - cores de Belém, desenvolvida por Anderson Galvão e Moisés Mpris e acabou integrando a primeira geração de Graffiti da Região. Desde então vem colorindo a cidade e valorizando a cultura regional. Na trajetória já constam participações em  diversos eventos nacionais de arte urbana como o “Projetos cores de Belém” (2001), “Celpa em Graffiti (2004), “Reduto Walls” (2014), “Black and White” (Manaus - AM - 2014), “ACK  Arte e Cultura na Kebrada” (São Paulo - SP 2014), “Cowparede Brasil” (Edição Belém - 2016) e, mais recentemente, do “UNC União Nacional Crew” (Manaus - AM 2017).

Serviço
Vernissage da Exposição Amazônia Style. Na próxima terça-feira, 14, às 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia - Presidente Vargas, com Carlos Gomes - Praça da República.

Um curso para quem simplesmente ama cantar

É isso mesmo. O curso intensivo de canto popular com Renata Del Pinho não exige iniciação vocal, nem experiência com o canto, para quem quiser participar. A cantora acaba de abrir duas novas turmas, com aulas de 13 de novembro a 09 de dezembro, no Stúdio de Artes Tiago Pinho. As matrículas estão abertas, mas as vagas são limitadas. O valor do investimento é R$ 150,00.

Renata Del Pinho é hoje uma das vozes de maior expressão no circuito cultural da cidade. Filha de violonista e cantora lírica, ela já traz na genética o talento musical. Das aulas de balé clássico ao curso de Canto Lírico no Conservatório Carlos Gomes, vieram as apresentações em saraus e espetáculos eruditos. A partir de 2005, a cantora ouviu o coração de veia popular e iniciou apresentações em espaços culturais da cidade. No repertório, samba, bossa, MPB, black music, blues, soul e jazz, que também se refletem em seu trabalho autoral.

Atualmente, além das apresentações em teatros, bares e casas noturnas da cidade, ela também vem arrancando elogios como professora de canto. E o que é bem estimulante é que todo mundo que faz o curso acaba experimentando o gostinho real de estar no palco. As aulas encerram com um evento, em que os alunos têm a oportunidade de realizar na prática o que aprenderam durante o intensivo. 

Em dezembro, haverá dois shows de encerramento, um na casa de show Lamusique e outro no Studio de Artes Tiago de Pinho. “Eles se preparam para este momento. Para muitos, é uma grande oportunidade de estrear num palco e para nós é muito gratificante vê-los crescendo e se superando cada vez mais”, diz.

Uma das turmas do curso
Neste módulo, os alunos terão oportunidade de aprender técnicas vocais essenciais, como respiração, uso do diafragma e de toda a musculatura de apoio do canto, afinação, registros vocais, projeção entre outras. 

Um dos objetivos ao aprender essas técnicas é fazer com que o aluno cante sem prejudicar o seu trato vocal, que são estruturas muito sensíveis e que precisam ser usadas de modo correto para não danificá-las e assim prolongar a vida útil da voz.

A cantora ressalta que as mudanças são percebidas logo nas primeiras aulas. “Já nos primeiros exercícios, começamos a notar que eles começam a “afinar”, a “tirar a voz da garganta”, a “soltar a voz” e com o passar do curso, começam a alcançar os agudos tão temidos pela maioria, a usar os registros vocais, entre outras várias conquistas”, afirma a cantora, que estudou Canto Lírico no Conservatório Carlos Gomes. “Com os conhecimentos adquiridos no curso, os benefícios serão para toda a vida de quem canta, profissionalmente ou não”, acrescenta.

Aulas não se limitam à técnica vocal

Renata Del Pinho 
Fazem parte do cronograma do curso também Interpretação (que engloba dinâmica, expressão corporal, facial, entonação e até respiração) e Técnicas de Palco, compreendendo que cantar é, antes de tudo, transmitir uma mensagem ao interlocutor e que essa mensagem é transmitida também com o auxílio de outros recursos concomitantes e somados ao canto. Dessa forma, cantar jamais deve se resumir somente a ter uma boa voz.

“O cantor popular é uma soma. É preciso conciliar uma voz bem trabalhada, interpretação, expressão facial e corporal, figurino e técnica de palco. Daí a necessidade de se trabalhar não só o sonoro, mas também o imagético. Voz e corpo, portanto, completam-se nesse sentido, para que a mensagem do canto faça mais sentido, para que a emoção encontre mais caminhos para escoar, para que tenha maior fluidez e a mensagem possa chegar de modo mais completo ao interlocutor”, afirma a cantora, que já ministra o curso há dois anos e que ainda oferta turmas regulares semestrais.

Há ainda uma grande novidade para novembro, que são os suportes fonoaudiológico e psicológico. Os alunos vão poder contar com esses dois profissionais para otimizar o canto. O trabalho em conjunto com o fono é fundamental para cuidar e manter a saúde vocal dos alunos e o objetivo de trazer o psicólogo para o curso é de trabalhar a timidez, a ansiedade, o nervosismo, que tanto atrapalham quem quer estar no palco.

“Já vi muita gente desistir de cantar porque não conseguia vencer a ansiedade, o nervosismo, ou a timidez. Para muitos, esse é o primeiro e mais difícil passo para conseguir cantar. Por isso, decidimos que ofertaríamos esse serviço para os nossos cantores”, finaliza Renata.

Turmas abertas
  • Turma I - Segunda, Quarta e Sexta (19 às 21h)
  • Turma II - Terça, Quinta (19 às 21h) e Sábado (18 às 20h)
  • Turma Regular: Sábado (15h às 18h).

Mais informações
  • sigacanto@gmail.com
  • https://www.facebook.com/sigacanto/
  • www.instagram.com/sigacanto/

Serviço
Curso Intensivo de Canto Popular com Renata Del Pinho. Investimento: R$ 150,00. De 13.11 a 9.12, no Studio de Artes Tiago de Pinho. Informações: 98497-7713/98078-4079.