17.8.17

Territórios da Arte inicia mapeamento em Belém

Começou o “Territórios da Arte”, em Belém do Pará. O encontro vai até sexta-feira, no ICA - Instituto de Ciência da Arte da UFPA, na Praça da República, e no sábado, 19, no Espaço Cultural Coisas de Negro, em Icoaraci, com uma roda de conversa e de carimbó. Deve encerrar tão potente quanto iniciou. Anne Dias, Berna Reale, Gutti , Wlad Lima e Auda Piani deram início aos diálogos. 

O projeto da Universidade Federal Fluminense, a UFF (RJ), em parceria com a Funarte, pretende mapear experiências de coletivos de cultura, artistas e produtores culturais, nas cinco regiões do país, criando em cada uma delas uma cartografia afetiva. É o que se fará nestes próximos dias. A quem interessa? É só chegar, as inscrições agora são presenciais.

Não foi à toa que Belém entrou na rota do mapeamento. Essa cadeia produtiva não é recente, remonta aos anos 1970 quando muitos grupos de teatro e um movimento intenso nas artes visuais, cinema, música e fotografia iniciaram com o propósito de chacoalhar a cena, mais recentemente, novas configurações surgiram, com novos coletivos artísticos, espaços culturais e outras formas de se produzir e viver da arte, o que chamou atenção de Leonardo Guelman, Superintendente do Centro de Artes da UFF e gestor do projeto, incentivado pela professora paraense Elis de Miranda, que coordena o projeto de implantação do Galpão Cultural da UFF\Campos.

O Holofote Virtual vem acompanhando essa produção em Belém, que mesmo nos momentos mais difíceis, nunca deixou deixa de existir. Todos terão, de certo, uma contribuição importante para o Territórios da Arte. O objetivo é desvendar os mais novos arranjos produtivos, criados ou reinventados pelos coletivos culturais, artistas independentes e produtores, que no seu fazer artístico lidam com política pública, ou, na verdade, se reinventam com a ausência desta, sem deixar de reconhecer que os Direitos à Cultura também fazem parte das obrigações do poder público.

É preciso conhecer mais a cena para reinventar também esta relação. Esse é o maior dos objetivos do Territórios, instrumentalizar a própria Funarte no aprimoramento e criação de editais que atendam a sempre mutante cena da produção cultural em um país, atualmente, instabilizado em todos os setores.

As potencialidades de uma cultura em ação coletiva e afetiva

A primeira rodada de conversa foi mediada pelo próprio Leonardo Guelman, que trouxe para a abertura do encontro, vivências na arte, pelo teatro, performance, ocupação artística, produção e ativismo cultural.

Até sexta-feira, muitas outras experiências estarão na roda, como a (r)existência de espaços independentes do Casarão do Boneco, que surge como sede do grupo In Bust Teatro com Bonecos, referência em pesquisa sobre o teatro de formas animadas na região Norte; e mais recentemente vem se mantendo de forma coletiva, reunindo grupos de teatro, artes visuais e circo, que atuam no espaço, realizando programações de fluxo contínuo, abertas à comunidade, atendendo geralmente ao público infantil.

A Casa dos Palhaços, inaugurada em 2010, segue como espaço de produção e apresentações do Grupo Palhaços Trovadores, que também realizam  oficinas e  recebem grupos em circulação pela região.  Mais recentemente, o surgimento da Casa Velha, que reúne coletivos de música e atores do pensamento da arte urbana e de periferia. O Estúdio Reator que desenvolve um trabalho na área da performance,  arte e tecnologia. Há ainda a Associação Fotoativa e o Instituto Arraial do Pavulagem, para falar de atuações de décadas.

Muitos espaços vieram à tona, revolucionaram, mas acabaram fechando como o Espaço do Coletivo Dirigível de Teatro, em 2016. Hoje, enquanto grupo, seus integrantes atuam no Casarão do Boneco. Um ano antes, em 2015, o Grupo Cuíra também ficou sem sede, deixando a cidade órfã de suas temporadas de espetáculos. E há a Casa da Atriz, espaço de uma família de artistas que se abre esporadicamente com espetáculos.

As redes sustentáveis e suas conexões

Entre os projetos desta cena, surge, em 2013, o Circular Campina Cidade Velha, que reúne espaços auto gestionados por produtores culturais, empreendedores da economia criativa e artistas independentes, situados nos bairros antigos de Belém e que vem trazendo novos significados à revitalização do Centro Histórico de Belém. O Circular será um dos temas da sexta-feira, no eixo Direitos à Cultura.

A experiência do Coletivo Aparelho, em sua ocupação no Mercado do Sal, também é fantástica. Trabalha a arte e o social envolvendo as comunidades que vivem naquele entorno portuário, área de risco social alto, e que hoje, vem ganhando novos horizontes no campo cultural. Mais recentemente criou uma biblioteca comunitária em um dos boxes do mercado, contado, hoje, com mais de 600 livros, que agora psssam por sistematização e catalogação. O projeto foi exposto, ontem, na roda.

Na pesquisa, recentemente a atriz e professora Nani Tavares defendeu tese em que traçou um mapa para colocar estas iniciativas em Belém em conexão umas com as outras, resultando no site Redes Espaços Artísticos. Ela fala hoje sobre sua pesquisa.

Em julho, outra iniciativa, desta vez em parceria com o NAEA - UFPA em parceria com o Casarão Viramundo,  apoio do Holofote Virtual e Projeto Circular, reuniu em duas oficinas gestores e artistas, em busca de compreender melhor essa nova forma de lidar com o universo da arte no campo político. E há ainda o Projeto Camapu.

Citei apenas algumas das experiências e situações, existem muito mais. Ontem algumas delas foram expostas, outras ainda estarão no centro da roda, outras se ainda não estão representadas, devem se antenar e chegar na programação, que seguirá até sábado.

Site e publicação reunirão conteúdos dos encontros

O Territórios da Arte está sendo registrado. O material será disponibilizado de forma organizada no site do projeto e numa publicação que será lançada. Por isso, ontem, representantes da Funarte e artistas convidados de Belém e que vieram em caravana do Rio de Janeiro queriam saber, quais experiências e vivencias traria a primeira mesa sobre “Arte de Viver e Viver da Arte”.

Maristela Rangel, Diretora do Centro de Programas Integrados da Fundação Nacional de Artes, depois de ouvir todos da roda e ao abrirem para o debate, as manifestações de pessoas na plateia, disse que reconhece legitimidade em todas as falas.

“Não tenho nenhuma objeção, nem da mesa ou da plateia, no sentido de discordar. Os editais da Funarte há muitos anos, vêm discutindo o Custo Econômico das regiões, inclusive o Custo Amazônico. Este é grande debate dentro da Funarte”, revelou. “Temos editais específicos que precisam ser retomados em relação Amazônia”, complementou.

Auda Piani é ativista cultural, contadora de histórias, produtora e pesquisadora, autora do projeto Mestres da Cultura de Icoaraci, que mapeou mais de 60 mestres da arte do carimbó e da cerâmica, cordão de bichos, entre outros folguedos da cultura popular da Vila Sorriso. Cultura para ela é identidade.

Gutti Fraga, ator, jornalista, e diretor, criador do projeto Nós do Morro, no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, figura de trajetória intensa, entre tantas coisas, foi o responsável por preparar um grupo de 150 jovens atores, dentre os quais saíram os protagonistas do filme “Cidade de Deus”.

Wlad Lima, atriz, cenógrafa, diretora e pesquisadora, que trouxe para a roda sua experiência com espaços de arte, exibiu um teaser do espetáculo realizado logo depois que o Gupo Cuíra fechou as portas de teatro, no bairro da campina. O espetáculo, inusitado, era feito dentro de um ônibus que circula pela cidade, enquanto transcorre a peça.


Berna Reale também integrou a mesa. Perita criminal e performer, nacional e internacionalmente, reconhecida, ela diz que não vive da arte, mas que investe tudo que ganha, para realizá-la.

A artista mostrou trechos de algumas de suas performances, a primeira delas, uma crítica à Ditadura, em que ela, de focinheira, como um ‘canibal’, desfila montada em um cavalo, todo pintado de vermelho, em plena Av. Presidente Vargas, em Belém.

Enquanto falava de sua arte de viver, nos mostrou ainda um trecho da performance que ela fez no Lixão do Aurá, e a mais sua mais recente obra, que está sendo exibida no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. Contundente, Berna Reale é contundente. Saí do ICA a admirando ainda mais.

Anne Dias, também atriz e produtora, falou da experiência do Coletivo Aparelho, projeto de ocupação artística do Mercado do Porto do Sal, na Cidade Velha, que já citei acima e falou da biblioteca para as crianças das comunidades do Beco Malvina e Beco do Carmo, com centenas de livros já doados que agora estão sendo catalogados.

O projeto da biblioteca chamou atenção da Funarte. Maristela informou que tem uma gerência em sua diretoria, que publica livros na área da cultura - cinema, teatro, literatura, música  - e desenvolve uma campanha de doação, que por meio de um cadastro, bibliotecas comunitárias podem ser beneficiadas recebendo as publicações.

Roda de hoje discute as experiências colaborativas

Nesta quinta-feira, 17, a programação inicia às 15h, com o tem "Experiências colaborativas em Artes - O papel dos coletivos na reconfiguração da cena artístico-cultural nos territórios", com participação de Faeli Chaves de Moraes (escultor, grafiteiro, quadrinista e militante cultural), Ronaldo Silva (Arraial da Pavulagem), Marton Maués (Casa dos Palhaços), Nani Tavares (Rede Espaços Artísticos) e Paulo Ricardo Silva Nascimento (Casarão do Boneco), com mediação de Elis Miranda (UFF).

Em seguida, às 17h, vamos falar sobre "Ritmos do cotidiano: matrizes, reapropriações estéticas e hibridizações", ouvindo as experiências sobre as estéticas da tradição viva, suas resistências e reinvenções através de novos processos de conexões, contaminações e trocas entre diferentes matrizes culturais. 

Os palestrantes serão os músicos Pio Lobato (guitarrista e produtor), Allan Carvalho (cantor e compositor), Hugo Caetano (cantor e poeta. Cobra Venenosa), DJ Juninho Super Pop (Pop Som Aparelhagem), Cláudio da Costa Trindade (Diretor de Ensino da Fundação Carlos Gomes) e Eliana Bogéa (professora e pesquisadora). A mediação será de Marcos Souza (Dir. do Centro de Música da Funarte).

O intervalo será para um café com tapioca e depois voltar à arena para iniciar a nossa "Cartografia cultural: mapa falado colaborativo de coletivos artísticos e expressões culturais", que terá como articuladores, Luiz Mendonça (UFF) e Pierre Crapez (UFF). Vai ser um exercício de muito aprendizado.

Mais informações e programação, na página do projeto Territórios da Arte

16.8.17

Corres do contemporâneo no curta de Paulo Roque

“Pílulas para nos fazer voar antes que a chuva acabe” é o novo filme de ficção do cineasta Paulo Roque, realizado pela produtora independente Cobra Grande Filmes. Em 25 minutos de duração surgem várias temáticas de transgressões, envolvendo instagram, tatuagens, relacionamentos, diversidade, solidão, lixo, tolerância, felicidade, busca por identidade. A pré-estreia acontecerá no Cinema Olympia, dia 19 de agosto às 18 horas, com entrada franca. A seguir um papo com o diretor.

Paulo Roque diz que o filme questiona aquilo que pode nos levar a viver e pensar, que envolve nossas escolhas, nossas ambições, nosso dia a dia e que acrescenta algum conteúdo no vácuo de nossas vidas. "Somos todos um paradoxo em nossa existência: nos achamos importantes demais e ao mesmo tempo somos insignificantes na imensidão do universo", diz.

As histórias destacam detalhes do cotidiano contemporâneo. Pessoas que se cruzam no tempo, espaço e trazem consigo sentimentos diversos de seu íntimo humano. “O filme trata de coisas que eu queria dizer, ideias apenas, sem defender bandeira nenhuma, só queria mesmo transformar o banal em poesia através da fotografia”, diz Paulo.

Professor da Pós graduação em Produção Audiovisual, Design e Fotografia da Estácio Belém, Paulo Roque também é publicitário, tem uma produtora, a N2produtora, que atende a área comercial, e também dirige a Companhia Cinematográfica Cobra Grande Filmes, que é o braço artístico, voltado exclusivamente para projetos autorais.

Holofote Virtual: Quantos e quais filmes ou trabalhos audiovisuais você já realizou?

Paulo Roque: Meu primeiro curta foi o ‘Cobra Grande’, de 1993. De lá pra cá nem lembro quantos docs já fiz. Mas o que produzi sobre o Barroco de Santo Alexandre, em 1999, foi minha tese de graduação em artes, numa época em que ninguém fazia vídeos acadêmicos, afinal o sistema era analógico (rsss).

Entre os curtas mais recentes, produzidos pela Cobra Grande, e que têm participado de festivais, estão “A Menina e o Boto” (2014), “Ao Quadrado” (2014), “Promesseiros” (2015), “Violências Urbanas” (2015) e “Asas Roubadas” (2016).

Como trabalho com TV e publicidade, desde 1988, faço muita coisa institucional, campanhas, etc. E ultimamente tenho feito uns videoclipes também, fáceis de encontrar no youtube: DNA – work to pay for my beer ; STRESS – Heavy Metal é a Lei; Cabocla da Amazônia – Gina Lobrista e mais alguns outros…

Holofote Virtual: Quando e em quanto tempo foi filmado. Tivestes apoios financeiros, culturais? 

Paulo Roque: Selecionamos o elenco em fevereiro, nos reunimos durante os meses de março, abril e maio, filmamos durante o mês de junho e a montagem rolou em julho. Estamos lançando a pré-estreia neste sábado (19) para sentir como está o primeiro corte na tela grande (muito massa, né?). Claro que podemos sentir necessidade de fazer alguns ajustes e logo em seguida já vamos partir para a inscrição em festivais. 

Importante ressaltar que este projeto é 100% independente, sem nenhum tipo de patrocínio. Os atores não receberam cachê, mas o que nos faltou em recursos, sobrou em paixão e dedicação, por parte deles e da incrível equipe de produção, sem a qual nada seria possível. Só tive que convencer todo mundo a embarcar na minha viagem… Acho que conquistei a galera pelo roteiro (rsss).

Holofote Virtual: Pela proposta do roteiro, a dinâmica do filme deve ser veloz. Fala um pouco dessa construção do filme...

Paulo Roque: Pílulas para nos fazer voar antes que a chuva acabe, trata de questões banais da contemporaneidade. São 12 micro histórias, 12 pílulas que poderiam ser 12 curtas… Para nos fazer voar, para nos fazer pensar, voar nosso pensamento, provocar reflexões… 

Antes que a chuva acabe, são momentos mágicos, não são? Uma Belém diferente, cosmopolita, sem clichés, sem regionalismos bairristas, mas com certeza uma cápsula do tempo que registra nossa realidade para o mundo. Não, não somos índios com macaquinhos de estimação, nem temos jacarés no meio da rua… O elenco é todo formado por atores locais, selecionados em audições, ou outros que já conhecia de projetos anteriores e que fiz questão de convidar. 

Holofote Virtual: Há um elenco grande também. Como costumas conduzir o trabalho de direção, com tantos atores e histórias diferentes? 

Paulo Roque: Fomos preparando o elenco durante alguns encontros técnicos para este projeto, e minha forma de dirigir é meio diferente: quando estamos no set quase tudo já foi conversado e minha relação com os atores já foi construída, coisinhas que aprendi pelo caminho, cada um tem seu estilo, e eu sou muito tranquilo, não gosto de stress desnecessário, pois quando estou filmando gosto de estar no meu transe, meu foco…

Holofote Virtual: Já tem projeto novo rolando?

Paulo Roque: Já tenho um novo roteiro pronto na mão para iniciar a pré-produção, seleção de elenco e ainda este ano devemos iniciar as filmagens. Mas este será completamente diferente de tudo que já fiz… Mas essa é outra conversa...

15.8.17

Territórios da Arte e cartografia afetiva da região

O projeto “Territórios da Arte”, etapa Belém, abre nesta quarta-feira, 16, e vai até sábado, 19, com encontros no Instituto de Ciências da Arte – ICA/UFPA (Avenida Presidente Vargas, s/n, Praça da República) e, no encerramento, em Icoaraci, com mais rodas de conversa e muito carimbó, no Espaço Cultural Coisas de Nego (Av. Lopo de Castro, 1081). O evento de Belém conta com o apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Durante os quatro dias de evento, seminários, conversas serão traçados os caminhos da arte na Região Norte. A partir de memórias, direitos culturais, construção de identidade, entre outros temas e contribuições locais, surgirá uma cartografia afetiva da nossa cultura amazônica.

“A dinâmica dos encontros regionais inclui rodas de conversas com participantes locais e a construção de um mapa colaborativo, que traduzirá a visão de todos sobre o panorama da arte e da cultura na cidade de Belém e na região Norte do país”, explica Leonardo Guelman, Superintendente do Centro de Artes da UFF e gestor do projeto. 

Além de promover o diálogo, estes momentos também servirão para construir um mapa que pode se tornar instrumento de política cultural, cartografia afetiva e registro, tornando as cidades escolhidas e suas interseções com as demais localidades conjuntos de conhecimento cultural e artístico do projeto. 

As rodas de conversas compõem-se de quatro eixos: o de experiências colaborativas em artes discute o papel dos artistas e coletivos na reconfiguração da cena artístico-cultural nos territórios; o de direitos culturais debate os direitos à cultura e da cultura; o eixo de guardiões de memória e políticas de salvaguarda trata da memória do ponto de vista das pessoas e também da preservação dos acervos; e, finalmente, o eixo arte de viver e viver da arte traduz o desafio colocado para artistas e produtores de viverem deste ofício. 

O “Territórios da Arte” é fruto de parceria entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Nacional das Artes (FUNARTE). O projeto pretende criar uma cartografia colaborativa a partir de narrativas que entrelaçam arte, memórias, vínculos sociais e afetivos em cada território, diferenciando-se de mapeamentos tradicionais. 

Para Maristela Rangel, Diretora do Centro de Programas Integrados da Fundação Nacional de Artes, “a localização do projeto nos territórios fortalece os movimentos culturais locais, e cria a possibilidade de diálogo com as políticas públicas que envolvem as questões culturais, possibilitando a formulação de novas políticas públicas na Funarte”.

O projeto começou em maio, em Cuiabá (MT) e já esteve também em Florianópolis (SC). Após a etapa de Belém, ainda haverá encontros em Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), marcando presença, desta forma, em todas as regiões brasileiras. Totalmente gratuito, com inscrições na página do Facebook (www.facebook.com/territoriosdaarte) ou na hora. Será conferido certificado aos participantes. 

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 16 de agosto
Instituto de Ciências da Arte – ICA/UFPA 
(Av. Pres. Vargas, s/n, Praça da República)
    • 17h - Recepção e credenciamento
    • 17h30 - Mesa de abertura com representantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará
    • 18h - Arte de Viver, viver da arte - O desafio colocado para artistas e produtores de viverem do ofício da arte. Experiências inovadoras para o incremento de ações de autogestão e de fortalecimento de vínculos territoriais. Táticas e estratégias de sustentabilidade para práticas e realizações artísticas e culturais. Palestrantes: Auda Piani (produtora cultural, contadora de histórias e pesquisadora), Gutti Fraga (ator, jornalista e diretor. Nós do Morro), Anne Dias (Coletivo Aparelho), Wlad Lima (atriz, cenógrafa, diretora, professora e pesquisadora), Berna Reale (Artista Visual, Realizadora de Instalações e Performances) e Naldinho Freire (músico-educador, compositor e pesquisador). Mediação: Leonardo Guelman (UFF).

    Quinta-feira, 17 de agosto
    Instituto de Ciências da Arte – ICA/UFPA 
    (Av. Pres. Vargas, s/n, Praça da República)
    • 15h - Experiências colaborativas em Artes - O papel dos coletivos na reconfiguração da cena artístico-cultural nos territórios. Horizontalidade dos processos criativos e polifonia de vozes e expressões. Convergências de linguagens, reapropriação das memórias e afirmações identitárias. Pontuação e realce de ambientes interativos de co-criação, cooperação, colaboração e articulação no território. Palestrantes: Faeli Chaves de Moraes (escultor, grafiteiro, quadrinista e militante cultural), Ronaldo Silva (Arraial da Pavulagem), Marton Maués (Casa dos Palhaços), Nani Tavares (Rede Espaços Artísticos) e Paulo Ricardo Silva Nascimento (Casarão do Boneco). Mediação: Elis Miranda (UFF).
    • 17h - Ritmos do cotidiano: matrizes, reapropriações estéticas e hibridizações - Experiências estéticas da tradição viva, suas resistências e reinvenções através de novos processos de conexões, contaminações e trocas entre diferentes matrizes culturais. Palestrantes: Pio Lobato (guitarrista e produtor), Allan Carvalho (cantor e compositor), Hugo Caetano (cantor e poeta. Cobra Venenosa), DJ Juninho Super Pop (Pop Som Aparelhagem), Cláudio da Costa Trindade (Diretor de Ensino da Fundação Carlos Gomes) e Eliana Bogéa (professora e pesquisadora). Mediação: Marcos Souza (Diretor do Centro de Música da Funarte).
    • 19h - Café com tapioca
    • 19h15 – Cartografia cultural: mapa falado colaborativo de coletivos artísticos e expressões culturais. Articuladores: Luiz Mendonça (UFF) e Pierre Crapez (UFF).


    Quinta-feira, 18 de agosto
    Instituto de Ciências da Arte – ICA/UFPA 
    (Av. Pres. Vargas, s/n, Praça da República)
    • 15h - Guardiões da memória: acervos, coleções e tesouros vivos - Memórias, tradições e transmissão de saberes e fazeres. O ethos e o ambiente amazônico. Heranças patrimoniais e acervos ligados à experiência social compartilhada. Problematização de acervos institucionais e memória viva. Palestrantes: João de Jesus Paes Loureiro (escritor, poeta e professor), Sâmia Batista (Pesquisadora. Letras Q Flutuam), Claudia Leão (pesquisadora, fotógrafa e artista visual), Luiz Braga (fotógrafo) e Silvio Figueiredo (professor e pesquisador). Mediação: Wallace de Deus (UFF).
    • 17h - Direitos da Cultura - Como o Direito da Cultura se inter-relaciona com as atividades artísticas? Relações entre direito e manifestações culturais ditas marginais ou periféricas, tratando de temas como direitos autorais, liberdade de expressão, liberdade artístico-cultural e ocupação de espaços públicos. Palestrantes: Luciana Medeiros (Projeto Circular e Holofote Virtual), Alexandre Luz (Instituto Universidade Popular - UNIPOP), Fabiano Carneiro (coordenador de dança da Funarte) e Bruno Ferreira Passos (o brincante Curu Pyra da TF – Casarão Viramundo). Mediação: Gyl Giffony (ator, produtor e pesquisador).
    • 19h - Café com tapioca
    • 19h15 - Cartografia cultural: mapa falado colaborativo de coletivos artísticos e expressões culturais Articuladores: Luiz Mendonça (UFF) e Pierre Crapez (UFF).


    Sexta-feira, 19 de agosto
    Icoaraci  - Espaço Cultural Coisas de Nego (Av. Lopo de Castro, 1081).
    • 15h - Performance com Lúcia Gomes - "Vivavivaviva os 72 anos do Fim da II Guerra Mundial" Local: Espaço Cultural Coisas de Nego - Av. Lopo de Castro, 1081
    • 15h30 – Encontro com artistas de Icoaraci - Finalização do Mapeamento cultural \ Cartografia narrativa
    • 17h30 - Apresentação artística - grupo de Carimbó de Icoaraci

    11.8.17

    Carimbó ganha leitura multi mídia no Schivasappa

    O Carimbó Multi-Mídia é um projeto de experimentação musical que mistura o Carimbó de raiz paraense com o Jazz Experimental nova iorquino utilizando avançadas ferramentas de arte multimídia. A idealização e execução é do músico Sergio Krakowski, considerado um dos grandes percussionistas brasileiros, como resultado do Prêmio Seiva de Pesquisa e Experimentação Artística da Fundação Cultural do Pará. Nesta terça-feira, 15 de agosto, o palco do Teatro Margarida Schivasappa, com entrada gratuita.

    No projeto, o Carimbó é abordado pela perspectiva do ritmo, uma vez que a repetitividade e a intensidade dos tambores fazem com que o público se sinta impelido a dançar, de forma bastante semelhante à situação de transe dos rituais brasileiros de matriz africana, algo que conecta com a cultura tradicional dos que habitavam nosso continente muito antes da chegada dos europeus. 

    Considerando que a música eletrônica e algumas vertentes da música erudita contemporânea utilizam-se do mesmo artifício de repetição de uma célula rítmica é através desse ponto em comum que pretendemos criar a ponte estética entre o Carimbó e o Jazz Experimental.

    Sérgio é Doutor em Computação Musical e criou ferramentas originais que permitem utilizar a percussão para controlar projeções de vídeo e síntese sonora. Esta tecnologia estará presente no espetáculo e interagirá com o batuque dos tambores de Carimbó e elementos do movimento minimalista que tem forte interseção com o Jazz contemporâneo.

    Ideia do projeto surge em Belém após apresentação solo

    “Há mais de 6 anos trabalho com vídeos nas minhas performances e uso principalmente vídeos de falas de pessoas. 

    Desenvolvi algumas ferramentas tecnológicas em meu doutorado que me permitem ativar esses vídeos usando o som do meu Pandeiro, fazendo com que eu possa "tocar" o conteúdo dos vídeos que deixam de ser falas para se tornar elementos musicais, no espetáculo, pretendo utilizar esses elementos em conjunto com a percussão do Carimbó, durante alguns momentos do espetáculo”, explica o músico.

    O espetáculo Carimbó Multi-Mídia tem um repertório inédito, composto especialmente para ele. O show contará com apresentação do percussionista Sérgio Krakowski e sua banda, além de percussionistas do grupo Raiz de Cafezal, que Sérgio conheceu quando fez residência a respeito do Carimbó em 2016.

    “A ideia deste projeto surgiu ano passado quando fui convidado para me apresentar  com meu projeto solo de percussão e eletrônica no evento ‘Carimbó no Gotazkaen’. Lá, participei de oficinas de Carimbó e troquei experiências com artistas locais. Aí surgiu a ideia de expandir essa interação através de uma residência artística que pudesse incluir toda minha banda de NY, gerando, ao final do processo, um espetáculo musical que de fato integrasse esses dois mundos”, explica o músico.

    Linguagem contemporânea norteia pesquisa

    Morando em Nova Iorque há quatro anos, Sérgio e seu trio desenvolvem uma extensa pesquisa dessa linguagem contemporânea, tendo se apresentado em teatros tais como o Museu Guggenheim de Bilbao (Espanha), os clubes (Le) Poisson Rouge e Joe’s Pub em NY e o Museum of Moving Image como parte do NY Electronic Art Festival. 

    Além de já ter tocado com artistas como Maria Bethânia, Lenine, Beth Carvalho, B Negão, Trio Madeira Brasil, Yamandú Costa e Hamilton de Holanda, o percussionista já participou de importantes Festivais basileiros tais como MIMO, Savassi Festival, TIM Festival e REC Beat. A mudança para os Estados Unidos foi uma busca por novos encontros e intercâmbios musicais e uma forma distanciada de analisar e entender a música brasileira.

    “Acredito que a música do Pará se tornou a grande descoberta nas cenas alternativas do Brasil. Cada vez mais ela está sendo propagada pelo Brasil e agora também em outros países. Fico muito feliz com isso, pois essa diversidade brasileira pode e deve ser ainda muito divulgada tanto dentro quanto fora do país. Espero que esse encontro possa ampliar as perspectivas dos músicos envolvidos e do público que entre em contato com o resultado”, conclui.

    Serviço
    Show Carimbó Multi-Mídia com o músico Sérgio Krakowski e o grupo Raiz de Cafezal será nesta terça-feira, dia 15 de Agosto, às 20h no Teatro Margarida Schivasappa (Centur). Entrada gratuita. Informações: (91) 3202-4315 ou skrako@gmail.com.

    (Texto enviado pela assessoria de imprensa do projeto. Edição do Holofote Virtual)

    9.8.17

    Exposição de fotografias aborda o tempo e a vida

    Cleidy Lopes
    “Quem disse que o tempo não para?” será aberta na próxima quarta-feira, 16, no Museu de Arte Brasil – Estados Unidos (MABEU-CCBEU). Vernissage às 19h. Paralelamente à mostra, haverá visitas guiadas e será oferecido um Workshop com vagas limitadas, no dia 19 de agosto.

    Valério Silveira, curador da exposição foi o responsável por reunir vários fotógrafos apaixonados por fotografia que se reúnem desde 2016, e juntos comemoram do “Dia da Mundial da Fotografia”. 

    “Quem disse que o tempo não para?” é uma exposição coletiva que reúne obras criadas a partir da percepção distinta de 19 artistas, sobre o tempo. Cada fotógrafo foi instigado a desdobrar o tema e surgiram vários subtemas, como paisagens humanizadas, paisagens naturais, lugares metafóricos, cenas de ambientes, abstratos, detalhes de objetos. O Resultado foi materializado em 38 fotografias impressas em papel algodão fineart em PB e coloridas.

    “Essa exposição mostra como a fotografia revela aspectos do tempo que guarda, retém, aprisiona pedaços de lembranças, um fragmento temporal de nossas vidas, diante de nossos olhos. O público é convidado a fazer esta reflexão”, observa Valério Silveira, que tem se dedicado a fotografia nos últimos 10 anos.

    O tempo e as reflexões sobre a vida

    Cintia Beltrão
    “O tempo grafado em imagem traz reflexões sobre a vida, sobre nossa permanência nessa teia temporal que nos mantém nela enquanto não for interrompida. No dia a dia, já é difícil pensar e nos situarmos no que chamamos de tempo, vendo que podemos visualizar outras coisas ao nosso redor, no espaço físico e mental. Agora, a que tempo pertencemos? Ou, que tempo nos pertence? 

    A vida pode passar por nós sem que percebamos a ação do tempo sobre as coisas, a não ser que nos afastemos delas por algum TEMPO. Dizem que o tempo é o mais cruel dos vilões e o aliado mais poderoso que temos. Dois lados da mesma moeda. Mas como parar o tempo? Quem disse que o tempo não para? Como voltar através dele?

    A fotografia nos revela e nos permite que isso se torne um fato. Guardando, retendo, aprisionando em pedaço do tempo, um fragmento temporal de nossas vidas, diante de nossos olhos. Para que outros olhos também possam ter participação nessa viagem no tempo-espaço-memória, desencadeando possíveis lembranças ou ficções para que a alma se alimente. Acredite! A alma vai precisar desse alimento. É só questão de TEMPO!” (Valério Silveira).

    Serviço
    Quem disse que o tempo não para?. Abre dia 16 de agosto, às 19h. Visitação até 16 de setembro. Na Galeria de Arte do MABEU-CCBEU - Museu de Artes Brasil-Estados Unidos. Trav. Padre Eutíquio, 1309, Batista Campos, Belém. Visitação gratuita: segunda a sexta das 14h às 19h e sábado das 9h às 12h. Visitas de grupos e escolas: com agendamento. Informações e agendamentos: (91) 3221-6116 ou (91)3221-6143.

    Sorteio de Contos inicia itinerância em Belém

    No mês de agosto a Cia. Sorteio de Contos inicia uma circulação pela cidade de Belém. Nos dias 11 e 12 no Casarão do Boneco, apresentando dia 13 na praças Batista Campos e dia 20, na Praça da Republica, finalizando nos dias 24 e 26, no Bairro da Pedreira no Festival Pau & Corda ano IX.

    "A temporada surge da necessidade de apresentar para manter a vivacidade do espetáculo", relata o ator Lucas Alberto. "Fundamentado nas expressões de Cultura Popular, foi apresentando semestre passado e descobrimos que há elementos nele que só se concretizam com a presença do público, característica fundamental nas cultural de raiz. Desde o inicio, onde há um sorteio das histórias a serem contatadas, ou mesmo nas canções que dependem do coro do público, não é possível concretizar sem essa relação direta entre o publico e o ator", complementa Lucas Alberto.

    O espetáculo atualmente conta com sete cartas, mas apenas cinco entraram em jogo. Cada carta representa uma história. Junto ao público, duas ou três histórias são sorteadas, quem escolhe as cartas é alguém pinçado da plateia.

    A partir daí, podem ser contadas: A história do professor e seu aluno, um conto sobre a relação entre um antigo e mestre e seu aluno; Savitre, a princesa que enganou a morte, a história de uma princesa Hindu que, por ser forte inteligente e corajosa, os homens tinham medo dela, tão astuta que até a morte ela engana; O conto das areias, que relata o sonho de um garoto de 12 anos; Makunaíma contra os demônios engolidores de gente, conto indígena sobre como Makunaima e seu irmão Manapé se livram dos maiores perigos atuais da floresta; e Homenagem ao Agricultor,  sobre a importância de plantar igualdade, dividir o amor e colher amizades, inspirada nas históricas tentativas de divisão de terras e no sapateado do Coco Raizes-do-Arco-Verde.

    Sorteio de Contos estreou em dezembro de 2016, resultado do prêmio SEIVA de produção e difusão do mesmo ano. Nestes 8 meses de vida o espetáculo, já foi apresentado no Casarão do Boneco, Curro Velho, SESC Boulevard e nos municípios de Santarém Novo e Fortalezinha. Ao todo foram 12 sorteios de Cartas.

    A Cia mantém suas ações artísticas na casa de cultura Casarão do Boneco. Um espaço auto-gestionado por um conjunto de grupos/coletivos de artista, dentre eles a Sorteio de Contos. No Casarão a Cia. Mantém junto com parceiros o Coco-do-Casarão um grupo de estudos de coco-de-roda e apresenta seus materiais cênicos durante a mostra mensal de teatro do Casarão do Boneco o Amostrai.

    Temporada encerra no Festival Pau e Corda na Pedreira

    Na última apresentação desta temporada, Cia. participará do Festival Pau&Corda do Carimbó, realizado anualmente pelo grupo Sancari e parceiros, em especial a Dona Neire Prestes. Com o objetivo de religar as crianças da passagem Álvaro Adolfo, com brincadeiras infantis, o festival chega a sua nona edição. Inicia no dia 19 e finaliza no dia 26 com muito carimbó, brincadeiras populares, cinema, oficinas, teatro e contação de histórias. Tudo de graça.

    Sorteio de Contos
    • Direção: Paulo Ricardo
    • Produção: Atelier de Nanan
    • Figurino: Nanan Falcão e Maria Angélica Alberto
    • Iluminação: Thiago Ferradas
    • Artes plásticas: Mauricio Franco
    • Atuação: Lucas Alberto.
    • Fotografo: Pierre Azevedo
    • Apoio: Casarão do Boneco e Festival Pau & Corda do Carimbó ano IX.

    Temporada - Agosto - Sorteio de Contos 
    • Dias 11 e 12 - Casarão do Boneco - Av 16 de Novembro 815 - 19h
    • Dia 13 - Praça Batista Campos - 11h
    • Dia 20 - Praça da República - 11h
    • Dias 24 (18h) e 26 (16h) - Passagem Àlvaro Adolfo - Bairro da Pedreira

    Detalhes e outras informações: 98955.9135
    (Material enviado pela produção do espetáculo. Edição: Holofote Virtual)

    8.8.17

    Cia Waldete Brito: chamada de residência artística

    Estão abertas até sábado, 12 de agosto, a inscrição para a chamada pública da Cia Experimental de Dança Waldete Brito, para a Residência Artística, que abre a sala cênica da companhia para grupos de dança interessados em processos de pesquisa e experimentação em espaços alternativos. 

    Iniciativa da Cia de Dança Waldete Brito, o projeto tem como objetivo fomentar a pesquisa e também a produção de espetáculos de dança; contribuir para a permanência de grupos/companhias de danças independentes e sem espaço para ensaio e apresentação, e colaborar com a formação de público. 

    Serão selecionados 03 projetos de espetáculos com duração  mínima 40 minutos e máxima de 50 minutos. Poderão se inscrever apresentações em grupos, duos e solos,  artistas com idade acima de 18 anos.  As inscrições serão gratuitas e os selecionados receberão 60% do valor arrecadado com a bilheteria no período de sua apresentação. 

    O processo leva três meses (agosto a outubro), tendo como resultado a produção de espetáculos inéditos, que integrarão a programação de dança do mês de novembro. Para maiores informações e solicitar o formulário de inscrição, envie um e-mail para: espacoexperimentaldedanca@yahoo.com.br

    Em busca de recursos para o álbum El Baile Rock

    Les Rita Pavone retoma a Temporada "El Baile Rock" com Buscapé Blues e André Macleuri, além do DJ Igor Alves, que abre a noite com um set especial. a partir das 19h, no Espaço Cultural Apoena. Ingresso: R$ 10,00.

    A temporada de eventos busca recursos para a gravação de "El Baile Rock", o primeiro álbum da Les Rita Pavone, que pretende lança-lo até o final do ano.  Além do ingresso haverá ainda versões físicas do primeiro EP "Voltar à Viver" e camisas da banda com a arte de  Liv Malcher. No repertório, além de experimentações sonoras, vão rolar canções deste primeiro trabalho, como Nina e Acre.

    No oitavo ano da carreira, a Les Rita Pavone está em sua terceira formação musical, e conta com os músicos: Rogério Folha, na bateria; Jimmy Góes, na guitarra, Lucas Guimarães, no violão e backing vocal; Mateus Moura, no backing, vocal, baixo e composição; Rafael Pavone, no vocal e composição; e Gabriel Gaya também vocalista e compositor.

    Já realizou importantes apresentações, sendo selecionada para a 1a Virada Cultural de Belém (2014) e Festival Rock Rio Guamá (2015), além de participar do aniversário do Mestre Laurentino (2016), entre outros. Seu primeiro CD  tem produção do artista Renato Torres, do Guamundo Home Stúdio. O EP "Voltar à Viver" foi lançado no início de 2017 com três das músicas que estarão no CD.

    Mais sobre a banda:

    Serviço
    Show Les Rita Pavone - Temporada El Baile Rock. No Espaço Cultural Apoena - Antônio Baena com Duque de Caxias nº450 (em frente ao Santuário de Fátima). Nesta quinta-feira, 10, a partir das 19h. Participações: DJ Igor Alves, Buscapé Blues e André Macleuri. Ingresso: R$10,00. Informações: (91) 98425 6171.

    7.8.17

    Casa 263 homengeia o saudoso Bar Café Imaginário

    Quem frequentou jamais esquecerá. As noites do Café Imaginário eram delírios dos bons. Música instrumental, pizza de jambú, gente louca, interessante, atuante no cenário artistico local, nacional e internacional passou por lá. O papo era arte, música e gastronomia. Tá lembrado? Até sentiu o gostinho da pizza? Pois te prepara que aquela magia toda vai ser trazida de volta, na Noite Imaginário, que será realizada no dia 17 de agosto, na Casa 263, no bairro do Reduto. Não perde que vai estar todo mundo lá!  

    O bar café e galeria fechou as portas 2008 e passou a existir apenas no Imaginário das pessoas. Inaugurado em 1998, foi espaço de criação, trocas de ideias, reuniões de artistas e de gente que curte a arte e a noite. Além de homenagear o bar galeria e o criador do espaço, o artista plástico Simões, a “Noite Imaginário” também homenageia toda uma geração que junto, fez história em Belém. 

    Embora não se tenha a pretensão de reativar o que já se foi, é inevitável que cause frisson a ideia, pois o Imaginário deixou uma lacuna desde que encerrou as atividades. Numa cidade que respira poesia e musicalidade, plena de talentos ávidos por espaços de manifestação cultural, não é de se estranhar que a ideia tenha ganho adesões imediatas.

    A última entrevista de um ciclo. 
    Noite de despedida do Imaginário, em 2008. 
    Muita coisa rolou nestes quase 10 anos em que funcionou o Imaginário. Mostra de cinema, exposições, bate papos e música, muita música, dança e performance. Era realmente uma delícia fazer parte disso tudo. Divulguei o Café Imaginário por toda a sua existência, passando por três endereços diferentes. 

    O primeiro era num espaço bem pequeno que ficava na Alameda do Santa Maria de Belém, entre Gentil e Conselheiro, depois na Apinagés (Apinajazz), com a Pariquis, e por fim, quando fechou, estava num casarão antigo na Quintino entre Boaventura e Tiradentes. Na noite de despedida eu estava lá e rolou um registro bem ao gosto do lugar. Tá no meu canal Youtube (risos).

    Foram noites memoráveis, em todos os locais, algumas delas com direito à nata do instrumental paraense e mais algumas estrelas como Iamandú Costa, Toninho Horta, além de Érik Rocha, Dira Paes, enfim, muita gente bacana que ao chegar em Belém e não fosse comer a pizza de jambú no Café Imaginário, era mesmo que nunca ter pisado na cidade das mangueiras. 

    Alexandre Pinheiro, do Cumbuca Jazz
    A pizza surge no primeiro endereço. Simões convidava os amigos para altas degustações, antes mesmo do bar abrir as portas para o público. Misturar arte, música e um cardápio original sempre foram os ideais do artista, que na época deixou até de pintar para se dedicar ao novo negócio.

    A proposta é também fazer o relançamento da Pizza de Jambú para comercialização em Belém. Sim, já estava mais do que na hora. Depois que a iguaria foi criada por Simões, vários outros empreendimentos na área da gastronomia também a incluíram em seus cardápios. Nenhuma, porém, se iguala. Para comer a original só mesmo indo a Mosqueiro, no bar Porto do Fogo, na Praia do Paraíso, de Telma e Paula, que são primos e eram sócios de Simões no Imaginário.

    Quem não tinha ainda idade naquela época, a Noite Imaginário será uma oportunidade e tanto para sentir o clima que nos envolveu por uma década de Café Imaginário. Além do jazz do Cumbuca, da pizza de jambú e da presença de Simões, haverá ainda outros revivals. As homenagens serão muitas, mas as organizadoras dizem que não contam tudo porque é surpresa. 

    “Eu só conto uma coisa. A cabeça do Simões assim como a nossa está cheia de ideias como desdobramento dessa Noite. Atenção músicos, poetas, artistas plásticos, algo de novo no ar? Vale a pena conferir”, diz Moema Britto, a proprietária da casa e uma das organizadoras do evento, ao lado de Lucy e Lene Santos.

    Serviço
    NOITE IMAGINÁRIO. Dia 17 de agosto, a partir das 20h. Ingresso: R$10,00. Na CASA 263 na Rua Henrique Gurjão entre Benjamin e Piedade. Mais informações: 91 98163.8846 e 98272.3654.

    Juca Culatra faz a sua estreia na Lambateria #61

    Morando em São Paulo, Juca Culatra aproveita sua visita a Belém para estrear na Lambateria desta quinta-feira, 10 de agosto, quando traz toda sua irreverência para a festa comandada por Félix Robatto que ainda tem apresentação do grupo Os Safos da Capital e discotecagem do DJ Zek Picoteiro.

    Com três discos lançados, Juca vai apresentar na Lambateria desta quinta a mistura de ritmos jamaicanos e caribenhos com as influências da musicalidade paraense, que estão presentes no seu último álbum Skrega, de 2016, que traz influências do Calipso, do Brega Saudade, das batidas de Carimbó com a levada de guitarra do Ska. Gravado e mixado em Belém, o disco traz uma sonoridade dançante e letras inteligente com a voz marcante de Juca Culatra.

    Juca Culatra, cantor e compositor paraense. Começou a cantar no dia 26 de abril de 2008, justamente no dia de seu aniversário. Antes disso sempre atuou como produtor cultural em Belém trabalhando com bandas e realizando eventos no cenário cultural local. Montou a banda para tocar músicas autorais de reggae com outras influências.

    Busca pelo novo e misturas dançantes

    A mistura de ritmos e a busca por coisas novas é uma de suas características. O que já se nota no primeiro disco, o DINOSAPIENS, lançado em 2010. 

    Do reggae ao rock com pitadas de ritmos afro-brasileiros e a mensagem das letras fala da luta do homem contra ele mesmo, da degradação do meio ambiente e das mazelas de nossa sociedade, sempre cantadas de maneiras irônicas, inteligentes e muito engraçadas. 

    No segundo disco, fica evidente a sonoridade dentro da matriz musical popular paraense. Não saindo de sua influencia inicial, o reggae, ele fez versões de grandes sucessos do Brega paraense no estilo jamaicano. Já neste terceiro álbum, o Skrega, é forte a presença de ritmos jamaicanos e caribenhos com as influencias da musicalidade paraense. Trazendo influências do calipso, do brega saudade com a levada de guitarra do ska, o CD foi gravado e mixado em Belém trazendo uma sonoridade dançante e inteligente. 

    Festa ainda conta com muitos ritmos para dançar

    O quarteto de Carimbó Os Safos da Capital começa a noite com uma grande roda, convidando o público para dançar e tocar com o grupo residente da festa.

    Em seguida, o guitarrista barbudo Félix Robatto apresenta seu repertório dançante composto por Lambadas, Guitarradas, Cumbias, Merengues, Carimbós e Bregas, além de músicas autorais como “Eu quero Cerveja”, “Seu Godofredo” e “A Gente chama de Lambada”.

    Já a discotecagem é comandada pelo DJ Zek Picoteiro, que mistura as tradicionais músicas dançantes latino-amazônicas a sucessos do pop que ganham versões de tecnobrega.

    Programação Lambateria#61

    20h - Abertura da casa

    22h30 – Grupo Os Safos da Capital

    0h - Félix Robatto e seu Conjunto

    2h – Juca Culatra

    3h - Zek Picoteiro

    Serviço
    Lambateria#61. Nesta quinta-feira, 10 de agosto, a partir das 20h no Fiteiro (Av. Visconde de Souza Franco, 555). Shows a partir das 22h. Ingressos promocionais a R$ 15,00 até quarta-feira, 09 de agosto. Ingressos a R$ 20,00 (até 22h59 do dia 10) e R$ 25,00 (a partir das 23h do dia 10). Vendas antecipadas no Sympla (http://bit.ly/2vurxla). Informações: (91) 98026-1595 /fb.com/lambateria.

    5.8.17

    Cláudio Castro abre a exposição "Chão e Um Olhar"

    A exposição, que reúne peças produzidas a partir de sucata, é resultado da residência vivida pelo artista no espaço Sinhá Pureza, espaço cultural situado na Cidade Velha, com sebo, galeria, teatro e restaurante, além de abrir rodas de conversa, saraus e discussões sobre linguagens artísticas. A abertura da mostra será neste domingo, 6, às 10h. 

    "Chão e Um Olhar" reúne trabalhos sem títulos, feitos com materiais descartados pela maioria das pessoas, jogados na rua ou em depósitos. De posse deles, Cláudio os ressignifica. 

    É como materializar o cotidiano, olhando pelo chão das ruas da Cidade velha, em busca de possíveis elementos. “O chão é esta coisa do cotidiano, de estar olhando para rua, observando coisas e fazendo uma análise do que representaram e ainda representam. O que é lixo para muitos, para mim é material precioso. Recolho o que muitos chamam de sucata e trago para o atelier. Ai começa o processo criativo, cortando, se entrelaçando e chegando num produto final, que é a obra” destaca Claudio Castro.

    O processo de pesquisa que o artista vem desenvolvendo há alguns anos, inclusive fora do Brasil, caminhou paralelo ao trabalho técnico em cinema e televisão. Esta residência já deu outros frutos. Recentemente fez a fotografia de um curta metragem, de sua autoria. 

    A locação foi o Porto do Sal, envolvendo um quadro significativo de profissionais paraenses e que em breve entrará no circuito dos festivais nacionais e internacionais. Ele também expôs, recentemente, "Signos pelo Mundo", trabalho com linhas e desenhos, na galeria da Casa do Fauno.

    Experiências do olhar em outras cidades e países

    Cláudio Castro é paraense, 42, natural de Belém. Começou sua trajetória com iluminação cênica, em Belém, e depois seguiu carreira no cinema. Nas artes plásticas, a primeira incursão foi em 1997, quando participou de uma oficina com o artista plástico Vinicius Pacheco, na Fundação Curro Velho. 

    Em 99 participou da exposição coletiva Novos Talentos, na galeria Teodoro Braga, já com peças autorais e nunca mais parou, expondo em pequenos espaços, de maneira alternativa na cidade. Logo em seguida, se mudou para São Paulo e mesmo trabalhando em espetáculos teatrais, televisão e cinema, continuou produzindo peças e sempre que possível expondo em pequenos espaços. 

    Em 2013, mudou-se para Dublin (Irlanda) onde morou por três anos. Mesmo trabalhando diretamente com cinema, ela continuou produzindo e expondo em espaços alternativos. 

    “O que me chamou a atenção em Dublin foi a forma inteligente de como o governo de lá trabalha com a arte e a cultura. Eles sabem que são mecanismo de ganhar dinheiro e dar visibilidade ao lugar, graças ao turismo. Divulgam seus artistas, seus materiais de forma sistemática e respeitosa. Lá continuei produzindo, em outro suporte (papel) mas sempre ligado aos signos e o que estes objetos que estão pela rua representaram e ainda representam”, diz o artista plástico.

    Serviço
    Chão e um Olhar, exposição de Claudio Castro. Abre neste domingo, 6, às 10h, no Espaço Sinhá Pureza - Rua Rodrigues dos Santos, 305 – Cidade Velha - Entre Av. Almirante Tamandaré e Rua de Óbidos. Entrada Franca.

    Tem Roteiros Geo Turístico pelo bairro da Campina

    Fotos de Marcelo Lélis - Publicadas Revista Circular
    O 18o Circular Campina Cidade Velha é neste domingo, 6. Dentro da programação, o Roteiro Geo Turístico, projeto de extensão da UFPA, que vai passar pelas entranhas da Campina, mais uma vez. Vai sair às 8h30, no Museu do bonde, na Av. Portugal com a João Alfredo.

    Em 2016, o mesmo percurso feito com a professora Goretti Tavares, uma das coordenadoras do projeto,  resultando em um ensaio fotográfico de Marcelo Lélis, publicado na edição de estreia da Revista Circular.

    Belém é cheia de invisibilidades. Passamos batidos, muitas vezes, por verdadeiras relíquias do nosso passado, algumas abandonadas, outras submergidas em poluição visual, tão frequente em todo o Centro Histórico de Belém. No bairro do Campina desvendamos uma cidade invisível, escondida no cotidiano de um centro comercial de plano caótico. Só que ainda tem muita coisa lá. Arquitetura europeia, diversas influências, portuguesa, italiana, moura. Diversas culturas. É um mergulho na história arquitetônica.

    Para participar acorde cedo. A aula inicia já no ponto de partida, em frente ao Museu do Bonde, bem no início da Avenida Portugal, com João Alfredo, espécie de divisa entre o bairro da Campina/Comércio, com a Cidade Velha.  E é ali mesmo na concentração, que inicia a aula. Os bondes de Belém e suas rotas pela Campina, informações sobre a Rua João Alfredo, uma das mais badaladas na Bélle Époque.

    O percurso do Roteiro Geo Turístico segue pelas entranhas da Campina. Não pense que vai andar ali pelo o Ver-o-Peso, este, tem um percurso próprio, tamanha a importância econômica e diversidade cultural que dele emergem. Neste caso, saímos da Avenida Portugal e seguimos pela Rua João Alfredo, Travessa Frutuoso Guimarães, Rua Campos Sales, Arquivo Público do Pará, Igreja Nossa Senhora dos Homens Preto, Fábrica Palmeira, Igreja de Santana, Rua Santo Antônio e Igreja de Santo Antônio.

    Em meio a isso, vemos um centro comercial com grande variedade de serviços, uma localização estratégica, e todo um patrimônio histórico, tudo a espera de reconhecimento. No dia a dia, é lugar de grande movimento de pessoas, à pé ou de carros em ruas estreitas. Aliás, a Campina é também passagem da procissão religiosa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

    Grande circulação e importância histórica do bairro 

    A importância histórica do bairro também foi abordada na segunda edição da Revista Circular, em uma entrevista com Joana Darc Ferreira de Lima, vice presidente da Associação de Moradores e Comerciantes da Campina, e Samy dos Santos Gentil, da assessoria jurídica da entidade.

    Neste domingo (6), vale experimentar. Os roteiros Geo Turisticos são todos gratuitos, os participantes são, em sua maioria, moradores da cidade ou paraenses a passeio pela capital.

    Aos poucos também começa interessar a turistas. É um sucesso e a fórmula é a seriedade e o compromisso com que é conduzido. Não à toa foi um dos vencedores da 29º Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, na categoria projetos de iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do patrimônio cultural, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

    Todas as vezes que se divulga uma saída, nas redes sociais, dezenas, chegando ás vezes a centenas de pessoas se inscrevem e comparecem. Há inscrição prévia, on line, e segurança pública solicitada com antecedência.

    Há recomendações aos que encararem a caminhada, mesmo que faça chuva. Ir com tênis, boné, protetor solar e roupas leves. O roteiro é a pé e não há entrada em prédios históricos. Se puder, leve um guada-chuva ou capa de chuva, sabe como é, estamos em Belém do Pará

    Serviço
    Passeio Geo Turisticos - Campina. Neste domingo, 6 de agosto, com saída às 8h30, do Museu do Bonde, na Avenida Portugal, com João Alfredo.  Para saber mais, acesse o evento: https://www.facebook.com/events/2015527628676653/ . Acesse também a programação completa do 18o Circular Campina Cidade Velha - www.projetocircular.com.br

    Pocket show no calçadão da Av. Presidente Vargas

    Além da exposição Látex, com obras de Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Nio Dias, Ruma e Emanoel Franco, o Espaço Cultural do Banco da Amazônia abre neste domingo, 6, na programação da 18a Edição do Circular Campina Cidade Velha, também com um pocket show, às 10h, com Pedro Vianna.

    A apresentação será no calçadão da Avenida Presidente Vargas, como já tem se tornado uma marca do Espaço Cultural do Banco da Amazônia, a cada edição do Circular. Já passaram por ali, apresentações do Trio Lobita, a Ópera de Pássaro Colibri e, agora, a vez é de ouvir Pedro Vianna.

    No repertório, estão as canções do CD "Voragem", que está em fase de produção. Pedro diz que o novo trabalho dialoga esteticamente com a MPB mais clássica, apostando em canções com mais densidade melódica, harmônica e poética.

    As canções são parcerias dele com Leandro Dias, Floriano, Ziza Padilha, Dudu Neves, Marcio Farias, Pedrinho Cavaléro, Fatima Guedes e Jean Charnaux. E ainda vão gravar no "Voragem", Fátima Guedes, Simone Guimarães, Jane Duboc, Cláudio Nucci, Dori Caymmi, Zé Luiz Mazziotti e Flávio Venturini. Dori Caymmi, Gilson Peranzeta e Jean Charnaux, que irão arranjar uma faixa cada. Há também arranjos de Ziza Padilha. 

    "Nesse trabalho estou trazendo pra perto, além dos meus parceiros locais, artistas nacionais que admiro e que são referências pra mim", diz o compositor. Vamos gravar quase tudo aqui em Belém, e em janeiro vou pro Rio gravar 3 faixas e as vozes", diz Pedro Viana.

    O artista tem mais de 20 anos de carreira, em que acumula participações em diversos festivais de música pelo país, como o de Itacoatiara, o Porto Nacional e de o Ourém, no Pará. Entre seus trabalhos mais voltados para o teatro, destacam-se os espetáculos: “Cada lugar na sua coisa”, realizado em 2014, no Teatro Waldemar Henrique, em homenagem ao músico Sérgio Sampaio.

    Também fez “Polêmica!”, em 2014, em conjunto com o interprete Olivar Barreto, no Teatro Margarida Schivasappa, quando os cantores levaram ao palco o repertório dos sambistas Wilson Batista e Noel Rosa. Mais recentemente o músico também tem feito releituras da obra de Belchior. 

    Veja toda a programação da 18a edição do Circular Campina Cidade Velha, no site www.projetocircular.com.br

    3.8.17

    Projeto "A Bença" reverencia mestres de carimbó

    Uma experiência de música e responsabilidades estéticas e sociais, fundamentadas na convivência com Mestre Nego Ray, Mestra Nazaré do Ó e Mestre Lourival Igarapé, todos de Icoaraci, território fértil do carimbó de raiz. Trazendo um diálogo entre gerações, “A Bença”, da banda Lauvaite Penoso, ganha lançamento virtual na próxima quarta-feira, 9, pela redes sociais do grupo.

    O EP traz seis músicas, duas de cada compositor. Faz um passeio pelo tradicional, com o tempero do grupo, cuja musicalidade bebe na fonte do carimbó, mas também passa pela vivência musical de cada integrante. Pense em diversidade. 

    Só que além do registro e da experimentação sonora entre eles e os mestres, o projeto também propõe um aprofundamento nas discussões em torno dos mestres e mestras da cultura popular x políticas de salvaguarda de seus saberes. 

    Nego Ray, à exemplo, é fundador do Espaço Cultural Coisas de Negro, que mantem uma roda de carimbó aos domingos, isso há quase 20 anos. Mestra Nazaré do Ó é fundadora do Águia Negra, e Mestre Lourival Igarapé, Artesão, Músico e Compositor de Carimbó.  

    “A Bença foi aprovado pelo Edital de Produção e Difusão da Fundação Cultural do Pará. Foi escrito a partir de uma inquietação que passou a coexistir no Lauvaite Penoso. Grande parte do grupo vem do Coisas de Negro, e aprendeu a tocar curimbó com Nego Ray. E convive com ele, Nazaré do Ó e Lourival, professores dessa escola viva. 

    “Em 2015, nos apresentamos no Rio, em Brasília e Maranhão. E aí rolou uma grana e pensamos nos nossos mestres que muitas vezes passam por dificuldades. Percebemos que havia algo errado. O pessoal que ensinou a gente a tocar está aí à míngua!”, conta Vitor Gonçalves, baixista do grupo e um dos produtores do EP. 

    A partir daí Vitor diz que iniciaram os questionamentos e a revisão artística do grupo, que resolveu então voltar às origens e revisitar os mestres. 

    “Depois que o carimbó foi registrado como patrimônio cultural imaterial, em 2014, iniciaram as políticas de salvaguarda, a maioria vem por meio de edital. Nos perguntamos sobre esses meios das políticas públicas, o processo burocráticos dos editais, dos quais muitas vezes esses mestres ficam de fora. Então pensamos o que nós, enquanto artistas e produtores culturais, e que tá inserido neste circuito pode aproximar esses mestres”, diz Vitor Gonçalves, contrabaixista da banda, produtor do EP. 

    Após o lançamento virtual, dia 9, a expectativa é de que o disco físico chegue e possa ser lançado no próximo show, já agendado, para o dia 20 de agosto, no Espaço Cutural Apoena. Vão chegar 1.000 cópias, que serão distribuídas em quatro partes, 250 para cada mestre e 250 pra banda. “Vamos torcer. Estamos com uma formação mais enxuta e queremos lançar um disco nosso, com inéditas, ainda este ano”, finaliza.

    Lauvaite Penoso
    • Rodrigo Ethnos: Vocal e Percussão
    • Diogo Craveiro: Guitarra
    • Johnny Craveiro: Violão e Banjo
    • Vitor Gonçalves: Baixo
    • Gley Mureta: Percussão e Efeitos
    • Junior Dusik: Bateria
    A Bença - Ficha Técnica
    • Mestre Nego Ray: voz e percussão
    • Mestra Nazaré do Ó: voz
    • Mestre Lourival Igarapé: voz, maraca e triângulo
    • Diogo Craveiro: banjo, coro e guitarra
    • Emanuel dos Santos: Bateria
    • Gabriela Maurity: coro/voz
    • Gleidson Carrera: Maraca, percussão e efeitos
    • Johnny Craveiro: Violão
    • Rodrigo Ethnos: percussão e coro
    • Thiago Marinho: Percussão
    • Vitor Gonçalves: baixo
    • Produção Executiva: Lorena Alves Mendes e Vitor Gonçalves
    • Produção e Direção Musical: Emanuel dos Santos de Jesus Junior e Diogo Jorge Brito Craveiro
    • Parceiros: Jungle Studio e Na Music
    • Técnico de estúdio, mixagem e edição: Paulo Rosa
    • Masterização: Homero Lotito/Referente Mastering Studio
    • Participações especiais: Marcos Cardoso(Puff)- clarinete, Nação Ogan (Tamara Souza, Carlos Almeida e Luis Wilker Junior).
    • Ilustração e Projeto Gráfico: Filipe Almeida/Estúdio Dumundo
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