7.8.17

Casa 263: homenagens ao saudoso Bar Café Imaginário

Quem frequentou jamais esquecerá. As noites do Café Imaginário eram delírios dos bons. Música instrumental, pizza de jambú, gente louca, interessante, atuante no cenário artistico local, nacional e internacional passou por lá. O papo era arte, música e gastronomia. Tá lembrado? Até sentiu o gostinho da pizza? Pois te prepara que aquela magia toda vai ser trazida de volta, na Noite Imaginário, que será realizada no dia 17 de agosto, na Casa 263, no bairro do Reduto. Não perde que vai estar todo mundo lá!  

O bar café e galeria fechou as portas 2008 e passou a existir apenas no Imaginário das pessoas. Inaugurado em 1998, foi espaço de criação, trocas de ideias, reuniões de artistas e de gente que curte a arte e a noite. Além de homenagear o bar galeria e o criador do espaço, o artista plástico Simões, a “Noite Imaginário” também homenageia toda uma geração que junto, fez história em Belém. 

Embora não se tenha a pretensão de reativar o que já se foi, é inevitável que cause frisson a ideia, pois o Imaginário deixou uma lacuna desde que encerrou as atividades. Numa cidade que respira poesia e musicalidade, plena de talentos ávidos por espaços de manifestação cultural, não é de se estranhar que a ideia tenha ganho adesões imediatas.

A última entrevista de um ciclo. 
Noite de despedida do Imaginário, em 2008. 
Muita coisa rolou nestes quase 10 anos em que funcionou o Imaginário. Mostra de cinema, exposições, bate papos e música, muita música, dança e performance. Era realmente uma delícia fazer parte disso tudo. Divulguei o Café Imaginário por toda a sua existência, passando por três endereços diferentes. 

O primeiro era num espaço bem pequeno que ficava na Alameda do Santa Maria de Belém, entre Gentil e Conselheiro, depois na Apinagés (Apinajazz), com a Pariquis, e por fim, quando fechou, estava num casarão antigo na Quintino entre Boaventura e Tiradentes. Na noite de despedida eu estava lá e rolou um registro bem ao gosto do lugar. Tá no meu canal Youtube (risos).

Foram noites memoráveis, em todos os locais, algumas delas com direito à nata do instrumental paraense e mais algumas estrelas como Iamandú Costa, Toninho Horta, além de Érik Rocha, Dira Paes, enfim, muita gente bacana que ao chegar em Belém e não fosse comer a pizza de jambú no Café Imaginário, era mesmo que nunca ter pisado na cidade das mangueiras. 

Alexandre Pinheiro, do Cumbuca Jazz
A pizza surge no primeiro endereço. Simões convidava os amigos para altas degustações, antes mesmo do bar abrir as portas para o público. Misturar arte, música e um cardápio original sempre foram os ideais do artista, que na época deixou até de pintar para se dedicar ao novo negócio.

A proposta é também fazer o relançamento da Pizza de Jambú para comercialização em Belém. Sim, já estava mais do que na hora. Depois que a iguaria foi criada por Simões, vários outros empreendimentos na área da gastronomia também a incluíram em seus cardápios. Nenhuma, porém, se iguala. Para comer a original só mesmo indo a Mosqueiro, no bar Porto do Fogo, na Praia do Paraíso, de Telma e Paula, que são primos e eram sócios de Simões no Imaginário.

Quem não tinha ainda idade naquela época, a Noite Imaginário será uma oportunidade e tanto para sentir o clima que nos envolveu por uma década de Café Imaginário. Além do jazz do Cumbuca, da pizza de jambú e da presença de Simões, haverá ainda outros revivals. As homenagens serão muitas, mas as organizadoras dizem que não contam tudo porque é surpresa. 

“Eu só conto uma coisa. A cabeça do Simões assim como a nossa está cheia de ideias como desdobramento dessa Noite. Atenção músicos, poetas, artistas plásticos, algo de novo no ar? Vale a pena conferir”, diz Moema Britto, a proprietária da casa e uma das organizadoras do evento, ao lado de Lucy e Lene Santos.

Serviço
NOITE IMAGINÁRIO. Dia 17 de agosto, a partir das 20h. Ingresso: R$10,00. Na CASA 263 na Rua Henrique Gurjão entre Benjamin e Piedade. Mais informações: 91 98163.8846 e 98272.3654.

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